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Justiça, família, direitos humanos – sinais de vitalidade de um povo

Vamos para a segunda data. O Dia Nacional da Família (8 de dezembro)  foi instituído por decreto de João Goulart, num momento especial em que as forças conservadoras assacavam contra o presidente a pecha de ser inimigo da família. Lembre-se que as “marchas da família, com Deus, pela liberdade” deram suporte ao golpe que derrubou o presidente constitucional e inaugurou uma das mais longas ditaduras do país. Ultrapassada a circunstância histórica que motivou a data, esse dia comemorativo merece ser reverenciado porque a família, entendida como célula de solidariedade e de abertura para o próximo e para o mundo, é sinal de vitalidade na vida de um povo.

Finalmente, reflitamos sobre os direitos humanos: testemunho, com alegria, que a luta pelos direitos humanos deixa de ter o caráter solitário que marcava sua presença, num passado recente de Brasil. Já não recebem a “etiqueta” de subversivos, ou de protetores de bandidos os que se engajam nessa causa.

Como é curioso o dinamismo da história. O tema já ocupa até o horário nobre das grandes redes de televisão.

Os direitos humanos perdem seu caráter individualista e liberal para alcançar uma dimensão social. Prestam-se cada vez mais a integrar o catálogo de lutas de todos os oprimidos da Terra.

* Juiz de Direito aposentado no Espírito Santo, palestrante e escritor. E-mail: jbpherkenhoff@gmail.com / Site: www.palestrantededireito.com.br

 

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