Discussão sobre coronavírus não pode ser contaminada por briga ideológica

Isso não pode continuar sendo uma briga ideológica de torcida! A bem do país e das pessoas, é preciso chamar à ordem o debate público sobre as medidas de combate ao coronavírus para colocar racionalidade e buscar de convergência, onde tem prevalecido a irracionalidade e a exacerbação das divergências.

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Digo isso, humildemente e de forma autocrítica, porque eu mesmo em alguns momentos fui levado a posições radicalizadas que nos dividem, quando devemos nos unir.

O momento exige tolerância, diálogo, sensibilidade para entender que todos estão com os instintos de preservação da vida, dos seus empregos e dos seus negócios aflorados.

O que mais gera conflitos, insegurança e falta de confiança nas medidas de isolamento necessárias para o enfrentamento do coronavírus é a falta de uma metodologia que informe a população quais são os critérios para a saída da quarentena.

Difícil confiar em quem manda fechar seu negócio, manda você parar de trabalhar, sem deixar claro quais as condições para que ele reabra e qual a previsão de retomada das atividades. É muita imprevisibilidade e muita insegurança.

É urgente que o Ministério da Saúde lidere esse processo de informar a população essa metodologia para resgatar a confiança de todos.

De minha parte sigo trabalhando com medidas mitigadoras, através de mais de 53 milhões em emendas pra saúde do interior, e legislativas como os projetos do “Auxilio-covid19” para permitir redução de jornada e salário, com o governo completando a renda do trabalhador com recursos do FAT, e o fim do depósito para recursos administrativos-tributários. Além de uma série de leis que ajudei a aprovar, como a que destina os recursos da merenda escolar para alimentação dos alunos em casa e a renda mínima que garante 600 reais para trabalhadores informais sem atividade.

Vamos ser tolerantes no debate público, estabelecer uma metodologia para a saída do isolamento e cada um fazer a sua parte para superar juntos esse momento tão difícil.

E vamos ficar em casa! A hora de sair vai chegar, mas ainda não é agora.

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