Constituição faz 30 anos e enfrenta atos pouco republicanos

No histórico 5 de outubro de 1988 o país estava em festa. Era promulgada a “Constituição Cidadã”, após 20 meses de intensos debates conduzidos por Ulysses Guimarães, o “Sr. Diretas”.
O Brasil saía da ditadura militar para a democracia. O símbolo da mudança: o “livrinho”, a Carta Magna, a Lei Suprema. Os brasileiros tinham seus direitos sociais reconhecidos na Constituição. “Que Deus nos ajude que isso se cumpra”, exortou o dr. Ulysses, sob aplausos da Nação.

Hoje, no mesmo 5 de outubro, a dois dias para o primeiro turno das eleições para o novo presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, algumas notícias soam como fake news, mas são reais:

- Um juiz que planejava mandar recolher urnas eletrônicas;

- Um juiz pop-star divulga delação premiada bombástica a seis dias da eleição;

- Um presidente da Suprema Corte chama o golpe de 1964 de “movimento”;

- Dois ministros do STF disputam veto à entrevista de Lula.

No ápice da indefinição do cenário político interno, jornais estrangeiros alertam para os riscos à jovem democracia brasileira. As ações descritas acima surpreendem porque são oriundas justamente do Poder que deveria proteger a Constituição.

Esses atos de representantes do Judiciário influenciam o pleito de forma não republicana. Segundo o colunista Elio Gaspari, a publicidade dada pelo juiz Sérgio Moro à delação do ex-ministro Palocci ofendeu a neutralidade da Justiça e a boa fé do público.

Especialistas em estudos sobre o Supremo reagem:

“Não se pode permitir que o Judiciário escolha quem governa e quem pode ser eleito”.

Trata-se de um insulto à Constituição. #IssoNao

 

Os bastidores da brigada digital que salva o mundo dos tuítes de Trump

fogo

O Brasil vai virar um caso de estudo sobre a enorme influência que as redes sociais exercem nas eleições gerais deste domingo (7). Em reportagem de página inteira, o jornal britânico Financial Times mostra como as mídias sociais estão expondo as fraturas da democracia brasileira.

O jornal classifica o Brasil como o “país mais vulnerável a um choque político radical do que qualquer outra democracia no mundo”.

O FT ouve vários especialistas em redes sociais e compara análises sobre o contexto atual de situação altamente polarizada, com as redes extremamente polarizadas e a TV enfraquecida para conquistar corações e mentes, pontua Marco Aurélio Ruediger, da FGV.

Por isso, o case Brasil deve reverberar através do mundo, porque as redes “são uma força monstruosamente poderosa nesta eleição”, acredita. A reportagem traz um gráfico que mostra como os brasileiros devoram notícias nas redes sociais, à frente de países como os Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha.

Os brasileiros estão vivendo em “universos paralelos”, para Fabrício Benevenuto, da UFMG.  O jornal conclui a matéria afirmando que finalmente o futuro pode ter chegado ao Brasil, mas na forma de uma “profunda distopia”.

Uma pesquisa o Instituto Ipsos, aponta que o Brasil é o país mais consome fake news.

 

Long live will smith, king of vlogging

Famoso ator de Hollywood, Will Smith já emocionou plateias do mundo inteiro em filmes como “À procura da felicidade” e muitos outros. Agora, é blockbuster ao vivo, real time! Ele aceitou o desafio do canal do Youtube Yes Theory e pulou de um helicóptero preso por cabos de bungee-jumping. Tudo transmitido ao vivo de seu próprio canal de Youtube.

A escola de big stars de Hollywood se encontra com celebridades online da era Youtube. Para os profissionais do canal digital, não se trata de levar a TV para o canal digital, mas de encontro de creators de alto nível. E milhares de views, claro!

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