Coincidências em série — O Brasil nos trilhos da hiper-realidade

Bajonas Teixeira de Brito Junior*

“O essencial é invisível aos olhos”, é a frase de O Pequeno Príncipe que fez Saint-Exupéry ser eleito o filósofo das misses.  No mundo da literatura tem muita maldade e muita inveja. “O essencial é invisível aos olhos”. A mesma frase, se estivesse em outro Príncipe, o de Maquiavel, soaria diferente. Lembraria os “métodos florentinos” — a mania dos inimigos de apunhalar pelas costas. Acontecimentos em plena luz do dia, como na frase de Oscar Wilde, “Os amigos se apunhalam pela frente”, raramente são visíveis a olho nu. Seja como for, esse mundo tem, para cada portador de um par de olhos (ou chifres), muito mais coisas ocultas do que visíveis. Não à-toa os gregos tinham videntes cegos (Homero, Calcas, Tirésias). Na vida cotidiana, que é a única que existe, vemos tão pouco que, quanto mais cresce a nossa experiência, mais aumenta a nossa cautela com o visível. Nem tudo que reluz é ouro. E também a desconfiança de que elos secretos reúnem a série das coisas no mundo invisível. E é essa série o que importa compreender.

Vão aqui algumas séries.

Primeira Série

Em 27 de novembro de 2011, tivemos o atropelamento de três funcionários da CPTM em São Paulo. Homens experientes, com mais de trinta anos na atividade, morreram enquanto caminhavam entre uma estação e outra. No dia 02 de dezembro, ou seja, seis dias depois, outros dois funcionários perderem a vida, também atropelados por um trem da empresa. No dia 15 de fevereiro de 2012, um acidente entre dois trens, coincidentemente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), deixou 38 feridos.

A liderança do PT na Assembléia Legislativa acusou o governador Geraldo Alckmin do PSDB, de ter deixado de aplicar R$ 242 milhões em investimentos na CPTM e no Metrô, destinando a ambos recursos 31,4% menores que os do ano anterior. Por mera casualidade, como um raio se abate sobre uma árvore e deixa ilesa a que está ao lado, tivemos o acidente com 51 mortos e 703 feridos na Argentina no dia 22 de fevereiro passado. Uma tragédia de grandes proporções que, pela dinâmica da série ferroviária em São Paulo, está em vias de ocorrer aqui também, ou melhor, talvez já tivesse acontecido aqui, se não tivesse ocorrido primeiro lá. Quando o vizinho dá o exemplo de risco, se fica mais cuidadoso. Mesmo que por pouco tempo.

Segunda Série

Em 25 de janeiro de 2011, um motorista chamado Ricardo Reis avançou sobre uma multidão (mais de 100 ciclistas) do Movimento Massa Crítica, que fazia uma marcha para promover o uso de bicicletas no trânsito em Porto Alegre. Se não fosse filmado,  seria mais fácil para ele forjar alguma explicação. Foi indiciado mais tarde por 17 tentativas de homicídio. No dia 21 de fevereiro de 2012, também no Rio Grande do Sul, um jovem, também de Porto Alegre, atropelou igualmente 17 pessoas no litoral norte do Estado. Uma repetição curiosa, por ser o mesmo tipo de ato criminoso, ocorrer no mesmo Estado e envolver o mesmo número de vítimas. Sobre a gravidade das lesões causada pela mania gaúcha de atropelamentos em massa, observou o enfermeiro Rodrigo Haendchen: “Havia pacientes com múltiplas fraturas, escoriações, deformações na face, lesões com exposições ósseas e pelo menos uma vítima com suspeita de lesão cervical”.

Célebre da noite para o dia, entrevistado em programa popular na TV, o atropelador em massa de 2011 disse: “Aí, então, meu guri estava em pânico, eu fiquei em pânico também e procurei fugir.” O atropelador em massa de 2012 repetiu o mesmo: “O homem foi detido e disse que entrou em pânico quando o grupo cercou seu carro.”

Aqui, a rigor, temos mais que um plágio criminal. (Não admira o avanço da arte do crime no Brasil: é preciso patentear rápido um crime para evitar ser logo plagiado. O que, aliás, constitui crime.) Repete-se com tal desenvoltura — como no plano intelectual copiamos a última bobagem americana —, que já não é mera repetição, mas uma confissão pública. E justamente por ser tão evidente o relacionamento, não se percebe o vínculo entre uma coisa e outra. Entre o que fez o primeiro atropelador, que ficou famoso, e o segundo, ambos da mesma classe social e região do país. O óbvio é que um grupo antigo se renova hoje no Brasil, e começa a cobrar seus direitos. É a nova classe média mediana, que de uns anos para cá começou a ter acesso às motos customizadas, aos carros importados, às pickups, às camionetes compactas, enfim, às “latas de luxo” (patente de Reinaldo Moraes, em Pornopopéia, a primeira obra literária a respeito da hiper-realidade). Podemos dizer que se trata do ambiente Hilux, isto é, high luxe, o alto luxo que agora quer ter direitos exclusivos de criminalidade.

Não bastam as velhas impunidades sociais. Não basta o fato de que o Congresso Nacional, para não deixar o país sair do trilho de seus cinco séculos de maldição, tenha mantido a cadeia especial para graduados. O fato é que hoje, na base de cursos particulares de péssima qualidade, a população de diplomados cresceu enormemente no país. O que isso significa? Que praticamente nos está sendo concedida uma carta de impunidade. No Brasil não existe uma cadeia para não diplomados e outra para diplomados. Existem masmorras medievais para miseráveis e impunidade para os antigos e novos High luxe.

Está claro que as últimas mexidas na legislação tornaram flexíveis as punições para crimes no trânsito. Essas coisas são comentadas pela nossa classe média. A mim, já vieram dizer duas vezes: crime de trânsito acabou. Cochicham ao pé do ouvido, em tom de cumplicidade e segredo: “Escuta, você tá sabendo da última?” “Não.”. “Não sabe mesmo?” “Não.” “Então escuta, o crime de trânsito acabou!” “Mas como acabou?” “Acabou. Não existe mais. Já era”. “Mas como, digo eu, pode acabar se nunca houve?”. Havia para um ou outro azarado da classe média mediana, um ou outro motorista de táxi ou de caminhão autônomo (os de empresa, o setor jurídico salvava) quando muito óbvia e intencionalmente matava alguém no trânsito e não conseguia fugir. Era assim no século XX.

No século XIX, era assim também. Só que era muito mais exclusivo. Gilberto Freyre mostra relatos de estrangeiros assustados com a velocidade estonteante do trânsito no Brasil. Como podia ser uma coisa daquelas? E lá estavam os homens de grossa aventura, os senhores de escravos, os seus cocheiros (muitas vezes escravos) a mil por hora em suas carruagens, por estradas piores que as de hoje. E gente esmagada sob as rodas era corriqueiro. E esse massacre se tornou mais tarde, já no século XX, uma coisa banal. Nada criminal. Virou letra de música, Iracema, um samba de Adoniran Barbosa que, curiosamente, responsabiliza a vítima (o que salvou muito mais gente no trânsito, porque as pessoas foram chamadas a ficar ligadas):

Iracema, eu sempre dizia
cuidado ao atravessar essas rua...
Eu falava, mas você não me escuitava não
Iracema você travessô contramão.

O que pouco se vê é que o nosso “atraso” pariu a nossa “modernidade”. Tivemos, num país que na época se dizia — e ainda se diz, para enganar os trouxas— atrasado, três grandes campeões da Fórmula 1. Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, além do peso-pena dos médios ligeiros, Rubinho Barrichello. Veja, é inacreditável. Quantas vezes o Brasil chegou em primeiro lugar? Considerando apenas os três primeiros, 78 vezes. Como um país que não fosse fascinado pela velocidade, pela exibição de status na forma de explosão de insanidade no acelerador, geraria essa fauna de campeões? Todos começaram aqui, no Brasil.

No mundo, o Brasil está em terceiro lugar no número de campeonatos da Fórmula 1. O Reino Unido tem 14, a Alemanha 9 e o Brasil 8. No entanto, a situação da Alemanha é muito desequilibrada, porque um único piloto, Michael Schumacher, detém 7 títulos. Por outro lado, o cúmulo do absurdo é a situação brasileira, que estando longe de deter a capacidade tecnológica exigida para a produção de um carro competitivo na Fórmula 1, possui tantos títulos. Talvez, nisso, haja ainda uma outra série a considerar: a que mostra o estranho traço de família entre Brasil e Argentina. A Argentina tem 5 títulos mundiais, todos com Juan Manuel Fangio (1951, 1954, 1955, 1956, 1957). Certamente a mania de corridas dos anos 50 e 60 no país, que gerou os campeões das décadas de 70, 80 e 90, deve muito à inveja e rivalidade com os vizinhos. Vizinhos que, na época, chamavam os brasileiros de “macaquitos”. Ainda chamam, de vez em quando.

Terceira Série

E interessante ver que nossos campeões de Fórmula 1 também se sucedem em ritmo serial. 1) Emerson foi campeão duas vezes (em 1972, pela Lotus, e em 1974, pela McLaren), passou à Formula Indy (1984) e encerrou sua participação na categoria em 1996, depois de um grave acidente em Michigan; 2) Piquet, foi campeão em 1981 e 1983, pela Brabham, e em 1987, pela Williams. Em 1992, já nas 500 Milhas de Indianápolis, sofreu seu pior acidente, com traumatismo craniano, múltiplas fraturas e a perda de dois dedos. Depois disso, teve que abandonar as categorias de monopostos; 3) Ayrton Senna, foi também três vezes campeão da Fórmula 1, vencendo em 1988, 1990 e 1991 pela McLaren. Morreu, no ainda hoje discutido acidente no início da temporada em 1994, já pela Williams. Os dois primeiros pilotos tiveram respectivamente, 14 e 23 vitórias na categoria. Um conseguiu durante dez anos de Fórmula 1 (Fittipaldi), o outro  (Piquet), ao longo de treze. Juntos, somam em 23 anos e 37 vitórias. O último, Senna, em dez anos, teve 41 vitórias. É evidente a radical aceleração de intensidade.

A intensidade com que o gozo de ser veloz impacta a sociedade brasileira agora, se cristaliza em  40 mil mortos por ano. Uma taxa (provavelmente já ultrapassada) que foi alcançada quando a classe média detinha apenas o direito de atropelar e matar de vez em quando. Estamos estacionados ai há 20 anos. Se o atropelamento em massa, a nova moda de verão, pegar, e tem tudo para pegar, já se repetindo na estação certa, como a dengue, vamos dar um salto estratosférico no número já orbital. Vamos passar a percentagens escabrosas.

Ou já passamos? Ou já demos o salto estratosférico? Essa pergunta parece impossível, porque ultrapassar o cúmulo é, segundo as leis da realidade, e da lógica, mesmo da lógica matemática, impossível. E, no entanto, posso dizer com certeza absoluta: já ultrapassamos. E digo não só com certeza absoluta, mas sem pestanejar, em ultra-velocidade de resposta: já passamos.

Chegamos a um crescimento de 784% em um tipo especial de acidentes de trânsito com morte. A matéria assinada por Lígia Formenti, da Agência Estado, começa com essa frase estarrecedora: “O número de mortes provocadas em acidentes de moto aumentou 754% entre 1998 e 2008, aponta Caderno Complementar Mapa da Violência, feito pelo Instituto Sangari.” Vejam, não é um crescimento de 754% em acidentes, mas um crescimento de 754% no número de mortos. Sim, meus amigos, entramos de cabeça no século XXI, fazendo dele apenas um século XIX com o I na frente dos XX. Esse é o X da questão.

A expansão do mercado de motos, a utilização desenfreada de moto-boys, para “agilizar as entregas” (com deslocamentos que atalham pela contramão, por calçadas, etc.), a incapacidade crônica do país, no qual a argúcia média dos políticos se arrima abaixo de qualquer caracterização, para educar seus motoristas e pilotos, leva ao desastre. A começar pelos próprios políticos, exibindo velocidade em seus carros oficiais, com vidro mais escuros do que permite a legislação, estrilando na potência em suas viagens em função pública. Aqui no Espírito Santo, durante a visita de um ministro (se não me engano, da Justiça), fiquei retido trinta minutos embaixo de um sol avassalador, às 3 horas da tarde, porque todo o trânsito foi fechado. Pude ver a comitiva passar, na minha frente, diante do Campus da Universidade, com batedores na frente, sirenes ligadas, tudo absurdamente aparatoso.

Aqui se poderia falar dos dois últimos acidentes de Jet Ski, que deixaram duas crianças mortas em fevereiro. Mas preferimos remeter para a matéria de Kelly Almeida e Mariana Laboissière, do Correio Braziliense, sobre a espantosa frota de Jet Skis (e, certamente também de lanchas), existente em Brasília, a capital dos políticos do país. Ali se tem a terceira maior frota do país e, para preparar os seus guris, os pais costumam deixá-los guiar no Lago Paranoá. Alguns banhistas reclamam da falta de sinalização delimitando áreas de acesso das lanchas e jet skis. E tudo isso acontece sob os olhos da “fiscalização”.

Os prejuízos para a ambiência, tanto nas praias quanto no meio urbano, estraçalhada pelo zumbido violento dos Jet Skis e das motos customizadas (motosserras do asfalto) , não parece ter chegado à consideração dos membros do ministério público e, muito menos, a dos políticos. E é muito pouco provável que nesses meios não se encontrem mais adeptos que críticos dessas máquinas demenciais.  Eles simbolizam estatus, prestígio e poder.

Quarta Série

É esse desejo infinito, insaciável, incomensurável, de distinção e superioridade hierárquica, que hoje chega à nova classe média média. E junto com ela, em meio à nossa já extremada loucura, o uso do crack começa a se infiltrar direto nesse grupo social. E dá início a uma nova série, o assassinato de familiares por viciados de classe média média. No dia 11 de fevereiro passado, a jogadora de volei Magda Aparecida Galasso Gomes, 53, foi assassinada a facadas pelo filho, viciado, junto com um comparsa. No dia 18 de fevereiro, o estudante Herbert Lucas Abreu Mendes, de 22 anos, agrediu a mãe, esfaqueou a irmã e matou uma vizinha, depois foi morto com um tiro no peito, no bairro de Parnamirim, em Recife. Em Olinda, no bairro dos Bultrins, no dia 26 de fevereiro, o bispo diocesano da Igreja Anglicana em Pernambuco e ex-diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal (CFCH) de Pernambuco (UFPE), dom Edward Robinson Cavalcanti, e sua esposa, foram assassinados a facadas pelo filho, Eduardo Olímpio Cotias Cavalcanti, de 29 anos. A matéria do Estadão, a última linkada acima, comenta: “Este foi o segundo crime envolvendo jovens de classe média viciados em drogas nos últimos dez dias.” Como isso não seria digno de nota? Localidades muitos próximas uma da outra. Filhos atacando a família. Uso de lâminas cortantes (lembramos dos punhais florentinos). Surtos ligados à droga. E, em especial, os autores são os filhos da classe média.

A classe média está conquistando seu lugar ao sol da criminalidade compensatória. Estão nas ruas, espancando mendigos, no Rio, massacrando gays, em São Paulo. Atropelando em todo o país. E dentro dela não há exclusividade sexual, as mulheres também, as jovens e as coroas, tem todas as oportunidades iguais, bastando considerar aquelas acusadas de racismo em 2011. O que eles querem é a impunidade. E é o que eles/elas terão. Isso é participar das benesses que só as elites tinham e ciosamente protegiam. A estudante que postou em novembro de 2010 no twitter  "Nordestino não é gente, faça um favor a São Paulo, mate um nordestino afogado", já estava escapando de processo, se não fosse a OAB de Pernambuco, nordestina, se insurgir contra o descaso do Ministério Público Federal, insigne instituição a serviço do bem incomum.  O processo foi aberto só em junho de 2011 pela OAB de Pernambuco.  Mais de seis meses depois do fato de grande repercussão.

O que está por cima disso tudo? É a última série que vamos considerar.

Quinta Série

A quinta série, como o quinto círculo do inferno em Dante, é aquele em que vamos encontrar os iracundos, os violentos, a fina flor da sociedade brasileira, imersos em lama, muita lama, efervescente. Esta é a que está por cima. Não culturalmente, por refinamento de gosto ou experiência da realidade. Não. Longe disso. Aí está até muito por baixo. Ela está por cima porque hoje anda de helicópteros e jatinhos particulares. Porque é a dona da grana e do país. Ela, com a sua farra aérea, acaba de nos trazer um novo recorde, o dos acidentes de aeronaves e afins. Aparelhos que também são latas de luxo, só que voadoras.

Acabamos de bater o recorde de acidentes aéreos. O número de acidentes aéreos cresceu 41% apenas em 2011.  E ninguém relacionou isso com o crescimento de nosso número de bilionários. E sou obrigado a me citar, para incitar o leitor a considerar mais de perto a questão (A gestão das palavras e a palavra “gestão”, artigo publicado no Congresso em Foco): O salário mínimo aprovado em fevereiro de 2011 foi o de menor aumento real concedido desde 2003, ficando na invisível marca de 0,37%.  Enquanto isso, o crescimento da classe dos bilionários brasileiros, segundo a revista Forbes, saltou entre 2010 e 2011, de 18 para 30, o que percentualmente significa a bagatela de 66%.” Prestem atenção: um crescimento de quase 70%! Anda-se dizendo que a cada dia surgem 19 milionários no país. O que não é verdade. Se está apenas dividindo a concentração de renda, que vai para mão de uns poucos cada vez mais poucos, entre muitos e chegando a um número ficcional.

A hiper-realidade é como algumas mulheres, que têm aquela manha de piscar os cílios em alta velocidade, fricoteando com a penugem das pálpebras, como um súbito olhar vítreo de boneca de plástico, esperando com isso capturar a íris do indefeso observador. Comigo isso não costuma funcionar. “O essencial é invisível aos olhos”, está escrito em  O Pequeno Príncipe de Saint-Exupéry e, com outras letras, no grande O Príncipe, de Maquiavel.

(PS: Caetano Veloso e Tom Zé começaram uma briga contra o mal que a Odebrecht pretende causar à cultura brasileira. A batalha da Tropicália contra a Odebrecht poderá ser a  nossa primeira luta contra a hiper-realidade. Magnífico o Manifesto de Tom Zé). Outra luta, também digna de menção, é a de Lúcio Flávio Pinto que, por denunciar o maior grileiro de terras do mundo, foi ele mesmo, e não o ladrão de terras, condenado pela justiça do Pará. Mas conseguiu desmontar a maior grilagem de terras da história do país. O combate pela justiça democrática está começando no Brasil)[ar[ de terras do mundo, que, por

*Doutor em Filosofia, autor dos livros Lógica do disparate, Método e delírio e Lógica dos fantasmas. Foi duas vezes premiado pelo Ministério da Cultura por seus ensaios sobre o pensamento social e cultura no Brasil. É coordenador da revista eletrônica, Revista Humanas , órgão de divulgação científica da Cátedra Unesco de Multilinguismo Digital (Unicamp) e professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Ufes

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