A preguiça é o maior inimigo do concurseiro

Estamos bem no meio de uma verdadeira maratona de concursos. No próximo domingo, serão aplicadas as provas para o TST, um dos mais disputados certames da excelente safra de 2012 – com toda razão, dada a qualidade de vida que o tribunal oferece aos servidores que integram seu quadro. Dezenas de turmas voltadas à seleção foram formadas aqui na nossa escola, e milhares de alunos passaram por nossas salas de aula em busca de uma preparação de qualidade. Para esses candidatos, agora é só aguardar o resultado com otimismo. Tenho certeza de que a grande maioria deles se sagrará vencedora.

A despeito disso, é hora de dar uma injeção de ânimo em todos aqueles que ainda estão em busca do sonho de conquistar uma vaga no serviço público. Não importa se você é um dos candidatos inscritos no concurso para a Câmara dos Deputados, se ainda vai começar a se preparar para o anunciado certame do TJDFT, ou se é um dos nossos inúmeros alunos que visam a outras carreiras do Executivo, Legislativo e Judiciário, saiba que chegou o momento de mergulhar fundo nos estudos.

Se há algo que todo concurseiro deve ter em mente, é que preguiça não combina com aprovação em concurso público. Comparado a um candidato dinâmico, o preguiçoso está só meio vivo. Quando o último fala sobre a dificuldade de estudar, o primeiro já fez resumos e resolveu inúmeros exercícios. O concurseiro ativo concluiu quantidade considerável de horas de estudo antes mesmo de o preguiçoso ter-se levantado da cama. Enquanto o preguiçoso espera pelo milagre da aprovação, o dinâmico já saiu de casa, encontrou outros concurseiros, trocou material e experiências e aproveitou uma dúzia de oportunidades para tirar dúvidas.

Em sala de aula, é a mesma coisa. O preguiçoso não gosta de anotar o que o professor escreve no quadro nem as dicas dadas no decorrer da aula. O concurseiro preguiçoso faz uma anotação ou outra. Na maior parte do tempo, fica só observando, pois confia na memória e nas leituras do material impresso ou em alguns livros. Infelizmente, essa estratégia se mostrará ineficiente quando chegar a hora decisiva. Anotar as informações transmitidas nas aulas é um poderoso exercício de fixação da memória, seja pelo método tradicional, com caneta e caderno, seja da forma mais moderna, por meio de notebook ou de tablet. O concurseiro dinâmico leva vantagem em tudo isso, pois não deixa passar nada. Ele anota tudo em sala de aula.

Para o candidato preguiçoso, não existe prosperidade, nem felicidade, nem refúgio, nem descanso. Não existe nem mesmo o sossego que ele tanto cobiça. No mínimo, esse tipo de “estudante” se torna um sem-teto abjeto, alguém com problemas, despojado, desprezado. A ele, o provérbio se aplica sabiamente: “O preguiçoso é o que mais trabalha”. Ao evitar trabalho especializado sistemático, o preguiçoso atrai a carga mais pesada.

Mas há outro tipo de concurseiro, aquele que não sabe usar suas energias da melhor forma. É o candidato que falta muito às aulas e vive pedindo aos colegas para tirar cópias dos resumos das aulas. Esse tipo de "estudante", com o poder por meio do qual procura alcançar seus fins egoístas, acaba por atrair sobre si as dificuldades, as dores e os sofrimentos que um dia vão ensiná-lo uma grande lição. Esse tipo de candidato tem sempre uma "razão" para ter faltado ao curso: ora são problemas no trabalho, ora são problemas familiares. Qualquer desculpa é desculpa. Em geral, ele não se dá conta de que a atitude não é bem-vista pelos colegas, embora, por uma questão de educação, alguns até “quebrem seu galho”.

Há outros pontos que quero abordar neste artigo, com o intuito de ajudar quem realmente deseja passar num concurso público. Dizem respeito a comportamentos que as pessoas devem assumir para superar as dificuldades.

Por exemplo, quem está ansioso por adquirir a estabilidade financeira, assim como quem pretende evitar o endividamento, deve aprender a repartir as despesas de acordo com a renda, de forma a deixar uma margem cada vez maior de capital de giro, ou ter uma pequena reserva sempre à mão para qualquer emergência.

Outro exemplo: em geral, os melhores concurseiros – assim como os homens mais bem-sucedidos – são também pessoas das mais moderadas no comer e no beber. Ao ingerir alimento suficiente, mas não em demasia, essas pessoas atingem a aptidão física e mental máxima. Moderadas, elas são capazes de enfrentar com determinação e alegria a luta pela conquista da carreira pública.

Mais um dado importante que o concurseiro deve lembrar: o lazer é um poderoso rejuvenescedor. Mas o estudo produtivo, não o descanso, é a verdadeira finalidade. O descanso só é bom na medida em que se submete aos objetivos do trabalho duro na rotina do operário do estudo. Preguiça e aprovação nunca serão companheiras nem próximas uma da outra. Quem preenche plenamente os minutos com atividades úteis envelhece com honra e sabedoria e alcança a prosperidade.

Em minha experiência como trabalhador, concurseiro, servidor público e empreendedor do ramo de concursos públicos, aprendi uma preciosa lição, que transmito a todos que desejem fazer bom uso dela: a pessoa que levanta cedo para pensar e planejar, analisar e prever, sempre manifesta mais habilidade e sucesso no que pratica, ao contrário daquele que permanece na cama o máximo possível e só se levanta no exato instante de tomar o café da manhã.

Faço essa afirmação com a certeza de quem já viu a prática confirmar a teoria: há muitos anos, me levanto com os primeiro raios de sol, faço alguns exercícios de alongamento e, enquanto muita gente ainda está na cama, corro pelo menos dez quilômetros. Só depois inicio minhas atividades rotineiras, com energia de sobra para as enormes responsabilidades do trabalho intenso que preciso enfrentar diariamente. Quando chego ao trabalho, estou bem-disposto e pronto para o que der e vier. É durante aquela hora e meia de exercício diário que penso melhor e tomo minhas melhores decisões como empresário.

É por isso que digo: o maior e mais duradouro sucesso é o que se produz antes das oito horas da manhã. As pessoas tolas e sem sucesso falam de maneira descuidada e sem rumo, agem de qualquer maneira e sem sentido, e permitem que tudo que se apresente a elas – seja bom, mau ou indiferente – se aloje na cabeça. Quem faz o tipo de atividade que acabei de descrever, ao contrário, consegue manter a mente limpa antes de começar a trabalhar ou estudar. Nela, fica apenas o necessário para solução dos problemas.

Uma última informação importante: é fundamental saber controlar as emoções. Tomado pela raiva, o forte se torna fraco, pela dissipação de sua energia mental. Já a pessoa calma é sempre superior, em qualquer área da vida, e sempre terá precedência, tanto no sucesso quanto na avaliação dos outros.

Para concluir, quero lembrar dois preceitos de fundo moral que revelam a importância, se nossa intenção é alcançar grandes objetivos, de resolver pequenas coisas que entram em nosso caminho: “Cuide dos centavos, que as centenas cuidarão de si mesmas” e  “As águas calmas são as mais profundas, e as grandes forças universais são inaudíveis”. Onde há calma, há maior poder. A calma é a indicação segura de uma mente forte, instruída, pacientemente disciplinada.

Além dessa lição, fundamental para todos os concurseiros, quero também oferecer a minha palavra de estímulo a todos aqueles que ainda estão na dúvida se devem ou não começar a estudar agora para concurso público. Repito o que disse Norman Vincent Peale, escritor norte-americano notório por suas teorias sobre o pensamento positivo: “O covarde nunca começa, o fracassado nunca termina, o vencedor nunca desiste”.

No mais, é fazer a prova e partir para o abraço, para desfrutar do seu

Feliz cargo novo!

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