A liberdade de Lula no “sim” de Haddad

 

Apesar da negativa pública, a presença de Haddad foi um imenso “sim”.

As pesquisas divulgadas recentemente dão pistas do que deve ser feito. Nas projeções de segundo turno, Bolsonaro ganha fácil das alternativas petistas, Wagner e o próprio Haddad. E empata com Ciro.

Junho de 2013 e as eleições de 2014 empurraram a esquerda brasileira para 20% do eleitorado. “Voltamos para São Bernardo.” Valentes, aguerridos, mas temos que reconhecer: “Nós com nós mesmos”. Lula é o único da esquerda tradicional que consegue ir além. Não está preso por acaso. Precisamos ampliar, por menor que seja esta ampliação.

A fragmentação da esquerda é o caminho mais curto para uma derrota acachapante. O PT sozinho pode chegar ao segundo turno com um nome alternativo? Não será fácil, mas é possível. Chegando, todas as pesquisas indicam que a chance de vitória de um petista são mínimas.

Lula precisa ganhar as eleições. Sua liberdade está diretamente ligada à possibilidade de uma virada na conjuntura. Marcar posição pode servir para eleger alguns parlamentares, mas será péssimo para o ex-presidente.

Que outros encontros como esse ocorram, envolvendo não só Ciro e Haddad, mas incorporando também os demais candidatos progressistas, personalidades da sociedade civil e do campo nacional desenvolvimentista.

Unidade, unidade e unidade. Este é o verdadeiro caminho para liberdade de Lula.

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