A cidade da participação social

Os sonhos transformam por construir conexão entre o que é racional e irracional em nós mesmos, por ecoar no inconsciente coletivo e viabilizar parcerias e a cooperação, mesmo que por ações independentes, mas que dialogam com um sentido comum. Inúmeras cidades no mundo perceberam isso e transformaram os “sonhos, em ferramenta de gestão pública transformadora.

Para isso, quero dar apenas um exemplo, que conheci com cores, fotos e alegria graças à amiga Natália Garcia, do Cidade para Pessoas. Copenhague, na Dinamarca, quer ser a “cidade das bicicletas” e lança um grande sonho para dar sentido aos que ali vivem, construindo convivência! Nunca um exemplo destes fez tanto sentido quanto agora, na semana em que ouço Oded Grajew ilustrar outros exemplos, de forma vívida, em minha própria cidade. Ele falou de cidades que sonham e de cidadãos que constroem o caminho para alcançá-los.

Sonhos como estes, que em um novo contexto de tecnologias, educação e acesso, podem partir da inteligência coletiva, das multidões, que cada vez mais influenciarão decisões políticas e atuarão co-responsáveis, dando contrapartidas. Jundiaí (SP) vem construindo, desde o início de 2011, uma interessante experiência de “política colaborativa”. Estimulando que as pessoas comuns apontem seus sonhos para a cidade, estimula debates (presenciais ou online) e a formação de novos coletivos, organizações e lideranças sociais. Para completar: a experiência é iniciativa da própria sociedade.

Até 2022, bicentenário de nossa Independência, a sociedade jundiaiense espera ter 7% de sua população engajada e influenciando as decisões políticas, sendo a “cidade de participação social”. Agora a classe política e todos os candidatos vêm dialogando para construir um sentido comum nos mandatos que se iniciarão. Uma nova geração de políticas públicas, intersetorial e colaborativa, está nascendo para construir os sonhos de todos nós.

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