Senador Capiberibe rebate denúncia “caluniosa”

Senador amapaense se queixa de manchete "sensacionalista" e "exagerada" do Correio Braziliense sobre hipotética compra de apartamento com recursos públicos; trata-se de denúncia motivada por "disputa local", diz Capiberibe

O senador João Capiberibe (PSB-PA) enviou ao Congresso em Foco nota (confira a íntegra abaixo) em que contesta reportagem do jornal Correio Braziliense sobre denúncia contra si formulada ao Ministério Público do Pará. Intitulada “A casa de vidro de Capiberibe”, e por ele vista como “exagerada” e “sensacionalista”, a matéria informa que “está nas mãos da Procuradoria-Geral da República (PGR) no Amapá uma investigação que acusa o parlamentar de adquirir um imóvel com recursos públicos que deveriam pagar obra de Saúde, graças a um acordo com uma empreiteira contratada pelo estado quando Capiberibe era governador”.

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Lamentando o fato de o jornal brasiliense ter tratado a acusação, “caluniosa”, como “escândalo”, o senador diz não existir qualquer manifestação do Ministério Público Federal sobre o assunto. Além disso, Capiberibe diz estar “claro” que o órgão sequer suspeita de que tenha havido beneficiamento próprio de recursos próprios.

“Ficou claro não existir qualquer manifestação do MPF, seja para investigar ou não, menos ainda que o MPF suspeite de que o senador tenha se beneficiado com recurso público, o que denota exagero e sensacionalismo na manchete, ao classificar de escândalo uma denúncia formulada por adversário local”, destaca o senador, adiantando que irá à Justiça pedir reparação pelos danos causados pelo “detrator” – no caso, “um radialista amapaense”.

Empossado no Senado com mais de um ano de atraso, em razão das claudicações do Supremo Tribunal Federal em torno da Lei da Ficha Limpa, Caiberibe reclama também do fato de a matéria não ter publicado comprovantes de compra e venda por ele enviado à redação do Correio, bem como os recibos de pagamento que comprovariam a origem lícita dos recursos. Segundo a reportagem do jornal brasiliense, nesses recibos, “o banco em que os depósitos foram feitos é diferente da instituição descrita no contrato de compra e venda”.

Leia entrevista exclusiva concedida a este site por Capiberibe, antes da posse:
“Sou um político sem controle”

“A matéria assume como verdadeiros os fatos apresentados na acusação, sem se dar ao trabalho de, sequer, checar as datas de cada acontecimento e cometendo, assim, erros elementares. O senador lamenta profundamente que o jornal Correio Braziliense publique matéria sem a devida verificação, repercutindo estratégia de uma disputa local”, arremata o senador, que registrou na nota enviada a este site o link com os registros não publicados pelo jornal (confira aqui).

Leia trecho da reportagem do Correio Braziliense

Leia a íntegra da nota de João Capiberibe:

“Minha resposta ao Correio Braziliense

Tendo em vista reportagem publicada na edição impressa de 28/03/2012 do Correio Braziliense, sob o título ‘A Casa de Vidro de Capiberibe’, e que, na edição online, recebeu o título de ‘Senador João Capiberibe é acusado de comprar imóvel…’, venho a público esclarecer:

Ao contrário do que afirma a referida reportagem, não existe nenhuma investigação contra o senador João Capiberibe na Procuradoria da República do Amapá, mas apenas acusações formuladas ao Ministério Público Federal, por um radialista amapaense.

Isto é comprovado pelas declarações da assessoria de imprensa da Procuradoria Regional da República do Amapá, na própria reportagem, quando afirma que: ‘Se o procurador encontrar evidências de irregularidades na transação do imóvel, a investigação (sic) pode dar origem a um inquérito contra o senador’.

Ficou claro não existir qualquer manifestação do MPF, seja para investigar ou não, menos ainda que o MPF suspeite de que o senador tenha se beneficiado com recurso público, o que denota exagero e sensacionalismo na manchete, ao classificar de escândalo uma denúncia formulada por adversário local.

Além disso, a matéria assume como verdadeiros os fatos apresentados na acusação, sem se dar ao trabalho de, sequer, checar as datas de cada acontecimento e cometendo, assim, erros elementares.

Na época em que o senador adquiriu o imóvel (março de 2003), ele já não era governador, pois renunciou ao mandato em abril de 2002, para disputar o cargo de senador. A reportagem se absteve, também, de publicar o contrato de compra e venda, datado de 10 de março de 2003, bem como todos os recibos de pagamento enviados ao jornal, que comprovam de maneira cabal a origem dos recursos utilizados para o pagamento do imóvel, bem como que a relação entre o senador João Capiberibe e o senhor Ricardo Da bus Abucham foi de cunho meramente comercial.

O senador lamenta profundamente que o jornal Correio Braziliense publique matéria sem a devida verificação, repercutindo estratégia de uma disputa local.O senador João Capiberibe afirma, afinal, que essas acusações são caluniosas e terão como resposta as medidas judiciais cabíveis.

Veja, no link abaixo, a documentação que o Correio Brasiliense não divulgou. Em breve, será publicada declaração de rendimentos do senador, dos anos 2003 a 2005, e também os extratos bancários desse período.

Adianto que se trata de uma denúncia caluniosa e que recorrerei à Justiça, em busca de reparação dos danos causados pelo meu detrator.

http://capiberibe.net/noticias/nota-a-imprensa/”

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