Os diferentes partidos de esquerda

Entenda a origem, as idéias e o posicionamento eleitoral de cada um

Soraia Costa

Eis, a seguir, um brevíssimo perfil das dez agremiações partidárias brasileiras que se apresentam como de esquerda. 


Partido dos Trabalhadores - PT

"O PT nunca foi um partido homogêneo, mas teve três momentos distintos", explica a cientista política Mara Telles, cuja tese de mestrado foi baseada nas mudanças do partido desde sua formação até o governo Lula. A professora conta que a confusão interna entre os grupos mais ou menos radicais marcou a fase inicial da legenda. "A partir de 1982, o PT não hesitou em competir eleitoralmente, mas era confuso em sua base e tinha relações contraditórias", diz a cientista política.

O partido foi criado em 1980 por operários e sindicalistas do ABC paulista. Ao longo dos anos 80, a legenda buscou reforçar sua identidade como defensora da totalidade dos trabalhadores, já que começou muito restrita ao estado de São Paulo. A estratégia tinha como objetivo conquistar apoio e visibilidade nacionalmente.

Nesse período, o PT ganhou força, mas não votos suficientes para eleger um presidente. A partir dos anos 90, o partido abandona suas idéias socialistas e passa a defender a revolução democrática. "O objetivo político era maximizar os votos", analisa Mara Telles. Com a mudança, o PT abandona o modelo no qual o diálogo entre o diretório e a base era prioritário para adotar uma tática mais competitiva eleitoralmente.

As mudanças deixam os militantes mais radicais insatisfeitos e logo no início dos anos 90 começa a haver expulsões no partido. Em 1991, os ex-militantes petistas liderados por Rui Pimenta fundam o Partido da Causa Operária (PCO). Em 1994, um novo racha no PT leva à criação do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU).

"Após a derrota nas eleições em 1989, o PT abandonou o ativismo militante que caracterizou o partido como forte força oposicionista durante a década de 80 para adotar uma postura mais moderada", diz a cientista política Mara Telles. Segundo ela, a nova estratégia tinha o objetivo claro de disputar as eleições não apenas para mostrar idéias, mas para ganhar.

Na opinião da pesquisadora, a estratégia foi aperfeiçoada a cada eleição e, a partir daquele momento, a ideologia parou de ser a definidora das coligações. "Os operários saíram do foco da luta de classes para serem incluídos no grupo dos cidadãos. Ao mesmo tempo, as lideranças partidárias tentavam manter controlados os grupos mais radicais", explica a professora.

Mesmo após a vitória de Lula, as brigas internas continuaram. Mais recentemente, as divergências entre os grupos do PT, somadas às acusações de participação de membros do partido em esquemas de corrupção, culminaram em uma saída em massa do partido.

Alguns foram expulsos, como a senadora Heloísa Helena e os deputados federais Babá (Psol-PA), João Fontes (PDT-SE) e Luciana Genro (Psol-RS), e outros abandonaram a legenda por opção, como o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e os deputados Ivan Valente (Psol-SP), Maninha (Psol-DF), Chico Alencar (Psol-RJ) e João Alfredo (Psol-CE).

O grupo liderado por Heloísa Helena criou em 2004 o Partido Socialismo e Liberdade (Psol), que ganhou novas adesões após estourar o escândalo do mensalão, em 2005.


Partido Socialismo e Liberdade - Psol

A nova legenda conseguiu seu registro em setembro do ano passado. Defende o socialismo, concentra suas críticas no capital financeiro, mas ainda está definindo suas diretrizes.

"O elemento diferenciador fundamental do Psol é que a legenda recupera a discussão em torno do socialismo de que o socialismo e a liberdade estão intimamente ligados", explica  o professor de sociologia Ricardo Antunes, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp. "O PT abandonou isso", garante o professor, que é ex-militante petista e participou da fundação do Psol. 

Segundo Antunes, a linhagem do Psol tem postura claramente anticapitalista. "Acreditamos que o capitalismo está maculado por um sentido essencialmente destrutivo e nos diferenciamos de outros partidos socialistas que acreditam ser possível chegar ao socialismo sem acabar com o capital", destaca ele.

Mesmo assim, o professor ressalta que o Psol não é fruto de uma só ideologia. O partido une várias tradições na busca de um novo socialismo, "totalmente adaptado à realidade brasileira e que seja possível de ser aplicado na prática".

 "O Psol é herdeiro do pluralismo socialista. O partido reconhece que o socialismo tem que comportar várias tradições para assim reinventar o que foi pensado por autores clássicos como Marx, Engels, Leon Trotski e Rosa Luxemburgo", explica Antunes. "O Psol quer compreender como pode conceber o socialismo no Brasil de hoje", conclui ele.

A posição anticapitalista do Psol o afasta das visões adotadas pelo PDT e pelo PPS, por exemplo, mas ao mesmo tempo, a visão plural o situa "à direita" de partidos como o PCO e o PSTU. "O Psol é um partido de massas. O PSTU é menos pluralista e o PCO é mais vanguardista e se entende como o único partido verdadeiramente revolucionário e de esquerda", explica o sociólogo Ricardo Antunes. Entende-se como vanguardista o partido mais restrito e coeso ideologicamente.

O objetivo do Psol é acabar "com o capitalismo, a produção de transgênicos, a destruição ambiental, a precarização dos empregos e com a sociedade da guerra dos lucros e dos banqueiros", diz ele. "O primeiro governo do Psol não seria socialista, apenas de esquerda. Ninguém consegue acabar com o capitalismo brasileiro de uma hora para outra. Mas com certeza os bancos e os grandes empresários serão os maiores prejudicados com um governo do Psol", garante Antunes, acrescentando que a classe média e os pequenos empresários e produtores não teriam com o que se preocupar.

O professor destaca, ainda, que tudo aconteceu muito rápido para o Psol. "A construção do socialismo que o Psol quer ainda está sendo pensada. O partido não tem um modelo arraigado. Queremos construir um socialismo que herde experiências do passado, mas que seja totalmente novo", diz Ricardo Antunes.


Partido Democrático Trabalhista - PDT

O PDT foi fundado por Leonel Brizola, no exílio, em Lisboa, em 1979, mas sua herança histórica remonta à Revolução de 1930 e ao legado de Getúlio Vargas e João Goulart. A idéia de Brizola era ressuscitar o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), criado por Getúlio e presidido por Goulart. Mas o grupo à época liderado por Ivete Vargas ganhou o direito de ficar com a sigla. A solução encontrada foi mudar o nome e criar o Partido Democrático Trabalhista. 

Durante a década de 1990, o PDT dividiu com o PT a condição de principal força de esquerda no país, sendo um dos principais opositores ao governo Fernando Henrique.

A legenda defende a luta pelo trabalhismo como projeto de nação. Tem como prioridade o fortalecimento da educação e dos direitos dos trabalhadores.

"O partido tem 60 anos de história política. Somos herdeiros de Vargas e João Goullart e temos como prioridade a luta pelo trabalhismo. Queremos dar melhores condições de vida e de emprego para a população", afirma o professor de administração de empresas e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, 49 anos.

Segundo ele, a principal diferença entre o PDT e outros partidos de esquerda é a origem genuinamente brasileira do partido. "A maioria dos partidos é internacionalista, enquanto nós somos nacionalistas. Entendemos que é necessário fortalecer o empresário nacional, enquanto eles têm visão de contenção", argumenta.

O PDT não luta pelo fim do capitalismo. A busca pela igualdade, na visão do partido, deve vir do aumento de oportunidades para os mais pobres.  "Não queremos tirar nada de ninguém. Só não desejamos que haja tantos miseráveis. A nossa visão é de que é necessário ter uma sociedade mais justa", explica Carlos Lupi. Para ele, o PDT é um partido de esquerda, pois, apesar das diferenças com a visão internacionalista, a legenda tem mais semelhanças com Psol e PSTU do que com PSDB e PFL.

Nestas eleições, o PDT apresentou candidato próprio, o senador  e ex-governador Cristovam Buarque (DF). 


Partido Verde - PV

Tem inspirações esquerdistas-ambientalistas e foi criado em 1986 pelo deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ). Defende que a economia de mercado seja regulada pelo Estado e pautada pelo desenvolvimento sustentável e pela diminuição das desigualdades sociais.

É favorável às ações pacíficas e democráticas e defende a união entre os partidos em torno de interesses comuns, sejam essas legendas de direita ou de esquerda. Para os membros do PV, a dicotomia entre direita e esquerda está ultrapassada e não se aplica mais à realidade brasileira atual.

"O PV foi criado porque, à época, os demais partidos de esquerda não estavam preocupados com as questões ambientais e de valorização do corpo humano. O PV colocava grande ênfase em questões que não são necessariamente relativas às lutas de classe. São elementos de revitalização. E a esquerda clássica é baseada na luta do operariado. No entanto, hoje essas questões são tão importantes que não há como deixar de considerá-las", destaca Fernando Gabeira.

"Nós queríamos discutir meio ambiente, feminismo, política antidrogas. Ou seja, tudo o que fosse relativo a comportamentos e políticas do corpo", completa.

O PV não apóia, oficial ou publicamente, nenhum candidato nas eleições presidenciais. Vários de seus integrantes não escondem, porém, a preferência pela candidatura de Geraldo Alckmin (Cristovam, em menor grau, também tem o apoio de membros do partido).   


Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados - PSTU

O partido foi criado em 1994, a partir da fusão de vários grupos socialistas que romperam com o PT. O PSTU tem inspirações trotskistas e acredita que o Estado só é realmente democrático quando consegue eliminar a burocracia e levar a tomada de decisões para as massas e não para um grupo de poderosos.

O presidente nacional do PSTU é o metalúrgico José Maria de Almeida, de 48 anos, que se candidatou à Presidência da República em 1998 e em 2002. Agora, o partido faz parte da coligação Frente de Esquerda, formada com Psol e PCB em torno da candidatura da senadora Heloísa Helena (Psol).

Em entrevista ao Congresso em Foco, Zé Maria disse que a diferença entre direita e esquerda permanece válida e põe em confronto os interesses políticos dos donos de empresas, de um lado, e dos trabalhadores, do outro.

"Hoje, essa diferença é ainda maior do que antes porque o objetivo dos capitalistas é cada vez mais aumentar os lucros, diminuindo os gastos", defende ele, dizendo que quem sofre com isso é o trabalhador. "Há redução de salários, extinção de postos de emprego e perda generalizada de direitos", afirma.

O metalúrgico faz fortes críticas a Lula e ao PT. "O problema é que grandes organizações que lutavam pelo trabalhador estão mudando de lado e priorizando os interesses das grandes empresas, a exemplo da Central Única dos Trabalhadores, a CUT, e do Partido dos Trabalhadores. Nenhum governo foi tão bonzinho com os banqueiros como o de Lula", argumenta. 

Para o PSTU, as mudanças estruturais só serão realizadas se houver mobilização popular, independentemente da representatividade do partido no Congresso. "Em outros partidos essa concepção tradicional de esquerda socialista foi abandonada. O PT é um exemplo e temo que o Psol esteja seguindo o mesmo caminho", diz Zé Maria, alegando que tanto PT quanto Psol colocam a eleição de parlamentares em primeiro lugar, acima do trabalho de mobilização das massas trabalhadoras.

O PSTU recebe trabalhadores de qualquer profissão, mas exclui os grandes empresários. "Seria contraditório. Tem lugar no PSTU todo aquele que vive com seu trabalho e não às custas do trabalho dos outros", explica o presidente nacional do partido.

Na opinião dele, o início da construção da sociedade socialista só se dará com a ruptura que abandonará as forças tradicionais. A luta armada, no entanto, não é considerada uma possibilidade para que se alcance a revolução social.

Partido Socialista Brasileiro - PSB

O partido foi criado em 1948 com o objetivo de ser uma alternativa às políticas que o PTB e o PCB pregavam na época. Foi extinto pela ditadura militar em 1965, por meio do Ato Institucional nº 2, e recriado em 1985 com a redemocratização, por obra do ex-governador pernambucano Miguel Arraes. Obteve seu registro definitivo em julho de 1988 e utiliza como símbolo uma pomba carregando uma folha.

O manifesto do partido prega a defesa da transformação da estrutura da sociedade, com a socialização gradual e progressiva dos meios de produção. A mudança seria fruto de uma revolução, mas ela deveria ser realizada pela população civil, dentro das regras da luta democrática e liberal, ou seja, sem armas.

A posição adotada pelo partido fica no meio-termo entre o socialismo marxista, do PCB por exemplo,  e a social democracia, do PPS. "O PSB sempre esteve associado ao campo do socialismo", diz o sociólogo Ricardo Attuch, 55 anos, filiado ao partido há 11 anos. "Pregamos democracia plena no campo político e econômico e a melhor distribuição das riquezas. Acreditamos que as pessoas que trabalham devem ter a propriedade dos meios de produção", explica Attuch.   

Questionado sobre a possibilidade de convivência entre o socialismo imaginado pelo PSB como ideal e o capitalismo, o sociólogo garante que o "capitalismo é algo a ser superado", mas que essa superação deve acontecer aos poucos e por iniciativa da sociedade civil. "Têm partidos que acreditam que tudo pode ser organizado via Estado. Não temos essa visão corporativa", destaca.

Em que pese esse ideário, o PSB abriga hoje vários políticos de corte bastante conservador. Nas eleições, o partido apóia informalmente a reeleição de Lula.


Partido da Causa Operária - PCO

Considerado o mais radical entre os partidos de esquerda, o PCO tem uma ideologia e uma história semelhantes ao PSTU. O partido, no entanto, prefere lutar sozinho por achar que as demais legendas foram "corrompidas pelo pensamento burguês". Criado em 1995 por dissidentes do PT ligados ao movimento sindical, o PCO busca ser o representante dos trabalhadores e espera conquistar parte da massa insatisfeita com o governo Lula.

Seu candidato à Presidência da República, Rui Pimenta teve o registro indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral pela falta de cumprimento de uma exigência documental: a entrega no prazo das prestações de contas relativas à campanha presidencial de 2002, disputada pelo mesmo Rui.
Rui fala que a maior parte da esquerda brasileira tem sua origem no PT ou associada a ele. "Agora, o PT é o partido dos banqueiros. Eles abandonaram a idéia de representar o trabalhador", ataca.

Inspirado em Leon Trotski, o PCO defende a implantação do socialismo no Brasil como parte de um movimento internacional de emancipação dos trabalhadores. O partido acredita que qualquer conciliação com os detentores do capital é prejudicial aos trabalhadores.

A reestatização das empresas privadas e o fim dos serviços públicos terceirizados estão entre as propostas apresentadas pela legenda. Também fazem parte do plano de governo defendido por Rui Pimenta o não pagamento da dívida externa, a democratização dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e salário mínimo de R$ 1,5 mil, conforme valor sugerido pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).

Defensor da revolução socialista, o PCO não prega explicitamente o uso de armas para chegar ao poder. Não descarta, porém, a possibilidade de isso vir a acontecer se o processo de mudanças sociais apontar para esse caminho.

Mas o objetivo principal do partido é promover a revolução social para que a população tome o poder das empresas e decida, em conjunto, quais os rumos que o país deve tomar.  


Partido Comunista Brasileiro -PCB

Entregue a herdeiros do antigo PCB, criado em 1922 e que foi clandestino ao longo da maior parte de sua história, o partido apoiou a candidatura Lula em 2002 e rompeu com o seu governo por acreditar que o PT abandonou seus ideais e se converteu a idéias neoliberais. Agora, o PCB apóia a candidatura de Heloísa Helena.

Como princípios básicos, o PCB defende o fim do capitalismo e a tomada do poder pelas classe operária. "A gente não sai por aí pendurando burgueses em um poste, mas lutamos contra a burguesia", explica o professor de arquitetura e historiador Frank Svensson, 72 anos, membro do antigo Partido Comunista (o chamado Partidão) desde 1959.

Segundo ele, embora seja baseado nas idéias de Karl Marx, o partido não trabalha com modelos prontos. Prefere analisar cada situação para decidir qual a melhor forma de lutar pelos direitos dos trabalhadores.

"As idéias de Marx foram feitas pensando no século XIX e houve uma grande mudança nos meios de produção, principalmente com a chegada da informática. Embora a essência do que disse Marx não mude, não temos referência para trabalho, lazer e cultura" explica o professor. "Cada situação é cheia de particularidades, mas contém uma essência. Os aspectos particulares são considerados depois", completa.
 
Svensson explica que, após a cisão ocorrida no Partidão nos anos 60, houve várias tentativas de consolidar a união entre os partidos comunistas, mas que o PCdoB as recusou em todas as ocasiões.

 "Hoje é cada um por si, defendendo o seu. O chamamento histórico é produzir conhecimento e aplicar de acordo com a defesa de classe, mas a forma de aplicação é diferente", diz o professor.

Ele acrescenta que o princípio básico entre os "comunistas marxistas" do PCB é o rompimento com o capitalismo e a luta dos trabalhadores contra a burguesia. Os "leninistas", por outro lado, não buscam o rompimento total com o capital, como é o caso do PPS. Para eles, a revolução socialista precisa passar por fases intermediárias para ser possível.


Partido Popular Socialista - PPS

O PPS foi criado a partir da ruptura entre líderes do PCB. Ao contrário de seu partido de origem, defende o convívio entre o socialismo e o capital. Um dos mais notórios integrantes do PPS é o governador Blairo Maggi (MT), grande empresário agrícola que é considerado o maior produtor de soja do país.

"O PCB nasceu em decorrência da Revolução Russa de 1917 e em 1989 houve a crise do socialismo real na Europa. Com a bandeira derrotada, não podíamos continuar falando do comunismo. O PCdoB, por sua vez, se separou por não admitir as críticas a Stalin", diz o jornalista Francisco Almeida, 66 anos, militante de esquerda há 45 anos e primeiro-secretário-geral do partido.

Almeida explica que as experiências do passado ensinaram os comunistas a serem pacientes e a valorizar cada pequena vitória. "Os comunistas foram muito perseguidos e sabem que o mais importante é preservar a questão democrática. O PPS é herdeiro dessa política. Por mais que não seja em patamares ideais, qualquer conquista, por menor que seja, já é uma vitória", explica o jornalista.

O principal líder do partido é o deputado federal Roberto Freire (PE), que nestas eleições é candidato a suplente de senador na chapa do ex-governador Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE).

Embora não tenha se coligado na chapa do PSDB e do PFL que é encabeçada pelo ex-governador Geraldo Alckmin, o PPS apóia a candidatura do tucano à Presidência da República. 


Partido Comunista do Brasil - PCdoB

De acordo com Apolinário Rebelo, presidente do PCdoB no Distrito Federal e irmão do presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), a matriz do partido é a mesma das demais legendas comunistas e tem dois objetivos básicos: lutar pelo interesse de todos os trabalhadores (moradia, salário e trabalho digno) e lutar pela libertação da sociedade.

A diferença, segundo ele, está na maneira como os partidos perseguem esses ideais. "O PCdoB acredita que entre o que é possível fazer de imediato e o socialismo há uma grande distância. Mas nesse caminho não há atalhos, não temos como pular etapas", disse Apolinário, esclarecendo que esse é o motivo pelo qual o PCdoB optou por apoiar o presidente Lula em sua candidatura à reeleição.

Para ele, o socialismo nada mais é que a transição entre o capitalismo e o comunismo. "Nessa fase de transição tem que se cumprir metas intermediárias e uma delas é a estatização", argumenta.

Na opinião de Apolinário, a união entre as esquerdas é não apenas possível, mas também necessária. "O problema é que há partidos que querem estar mais à esquerda que a própria esquerda", diz. Para ele, a existência de uma terceira via apenas dificulta mais a transição para o comunismo. "Na realidade de hoje, é preciso juntar a esquerda com a centro-esquerda. Ninguém constrói uma casa pelo telhado. Tem que ter uma base bem construída antes", defende.

Para o PCdoB, a idéia da luta armada não é uma predeterminação para que haja uma revolução social. "Hoje vivemos em democracia e essa questão não está sendo colocada. O Brasil amadureceu e está tranqüilo", diz ele.

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