O mapa da disputa pelos governos estaduais

PMDB lidera em nove estados e está na briga em outros três. Entre os candidatos a governador favoritos, só um é do PT

Edson Sardinha, Paulo Henrique Zarat e Sylvio Costa

Tudo bem que a campanha nem começou oficialmente, que tem a Copa ou que eleição se decide muitas vezes na última hora.

Mas largar na frente dá uma considerável vantagem aos concorrentes. Ainda mais quando as atenções momentaneamente desviadas para os gols de Ronaldo anunciam o encurtamento do já apertado calendário eleitoral. Sem falar na mania de tantos eleitores de tentar direcionar suas escolhas para os candidatos com mais chances de vitória... não agir assim, acreditam muitos, é "perder o voto".

Por tudo isso, saber quem são os candidatos que largam em vantagem pode fornecer informações preciosas sobre o que talvez saia das urnas de 1º de outubro. Acreditando nisso, o Congresso em Foco dedicou-se à tarefa de identificar os líderes nas pesquisas de intenção de votos para o governo de cada estado. Também procurou verificar as articulações partidárias e o potencial de crescimento dos principais candidatos a governador.    

O mapa resultante dessa pesquisa coloca o PMDB na dianteira em nove estados: Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí. O partido também aparece com chances de vitória no Rio Grande do Sul (onde Germano Rigotto está empatado com o petista Olívio Dutra) e em pelo menos outros três estados, Tocantins, Amazonas e Roraima.

O PSDB é líder em quatro estados: Pará, Tocantins (onde o peemedebista Marcelo Miranda segue de perto o ex-governador Siqueira Campos) e as duas unidades da federação com maior eleitorado (São Paulo e Minas Gerais). Mas entra com força na briga pelo governo de outros cinco estados: Amazonas, Paraíba, Alagoas, Amapá e Roraima.

O PFL vem em terceiro lugar, encabeçando a disputa no Distrito Federal, na Bahia e no Maranhão. Tem ainda candidatos fortes em Pernambuco, Sergipe e no Amazonas.

Somente um candidato a governador do PT do presidente Lula lidera sozinho pesquisas de intenção de votos: o ex-prefeito de Aracaju Marcelo Deda, cujo adversário é João Alves, que tenta se reeleger pelo PFL. Mas o partido divide a liderança no Rio Grande do Sul, defenderá a hegemonia que hoje possui no Acre e no Piauí, e promete dar trabalho na Bahia, em Pernambuco e no Mato Grosso do Sul.

Em todos os casos, claro, tratam-se vantagens momentâneas, que podem ou não se confirmar até as eleições. 

Os favoritos para o Senado

Embora o quadro de candidatos ao Senado ainda esteja indefinido em vários estados e a prioridade da pesquisa feita pelo Congresso em Foco tenha sido a eleição para os governos estaduais, o levantamento trouxe à tona oito nomes que se encontram em franca vantagem na luta por uma cadeira de senador.

Nesse caso, o PMDB e o PSDB estão empatados, cada qual com três favoritos. O primeiro, com Jarbas Vasconcellos (PE), Joaquim Roriz (DF) e Jader Barbalho (PA). Os tucanos, com Álvaro Dias (PR), Marconi Perillo (GO) e Eduardo Siqueira Campos (TO). Os demais favoritos são Ronaldo Lessa (PDT-AL) e Eduardo Suplicy (PT-SP).

Tais preferências apontam uma tendência digna de nota: dos oito candidatos que pintam como pole position na batalha rumo ao Senado, somente dois (Suplicy e Eduardo Siqueira Campos) não foram governadores.

A força dos governadores e ex-governadores fica ainda mais evidente na sucessão estadual. Em quase todos os estados, o líder das pesquisas é ou foi governador. As exceções são: José Serra (PSDB-SP), José Roberto Arruda (PFL-DF), André Puccinelli (PMDB-MS) e João Lyra (PTB-AL).

Conservadorismo do eleitor? Medo de arriscar? São perguntas que os analistas e cientistas políticos de plantão terão de responder, caso as urnas confirmem o mapeamento que é possível fazer com base na realidade de hoje.

Samba do pleito doido

O PSB, que hoje possui apenas a governadora do Rio Grande do Norte, Wilma Faria, tentando a reeleição, tem como favoritos Cid Gomes na disputa pelo governo do Ceará e João Capiberibe pelo Amapá. Em um terceiro (PE), o partido alimenta grandes expectativas em relação ao deputado federal Eduardo Campos.   

Uma curiosidade. Das dez unidades da federação mais ricas do país (SP, RJ, MG, RS, PR, BA, SC, PE, DF e GO), apenas uma - Rio Grande do Sul - tem um candidato de esquerda na dianteira da corrida sucessória, mesmo assim em empate técnico com outro postulante.

Em outros quatro estados, pode-se falar, no máximo, que a esquerda possui nomes competitivos: Denise Frossard (PPS), no Rio; Humberto Costa (PT) e Eduardo Campos (PSB), em Pernambuco; e, com alguma boa vontade, Jaques Wagner (PT-BA) e Aloizio Mercadante (PT-SP).  

Por fim, chama atenção o jeito amalucado de ser dos arranjos regionais. As composições nos estados guardam remota relação com o jogo que se arma para a sucessão presidencial. Aliados em torno do nome do tucano Geraldo Alckmin, PSDB e PFL estão em campos opostos em pelo menos seis estados: Bahia, Distrito Federal, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão e Alagoas.

Em compensação, a esmagadora maioria dos peemedebistas que lideram a corrida sucessória em seus estados faz oposição ao presidente Lula. As exceções são Maguito Vilela (GO), Paulo Hartung (ES) e José Maranhão (PB).

Mas há partidários do petista Lula por trás de candidatos majoritários do PFL (Roseana Sarney, MA) e até do PSDB (Teotônio Vilela Filho, AL). Enquanto isso, sobretudo no Nordeste, nomes escolhidos por tucanos ou pefelistas para concorrer ao governo estadual preparam campanhas inteiramente descoladas da eleição presidencial.

Como se vê, as eleições deste ano prometem emoções bem mais fortes que as proporcionadas até agora pelo time de Parreira.  

Veja o mapa das eleições majoritárias em cada estado:

CENTRO-OESTE

Distrito Federal

Em poucas unidades da federação, é tão confuso o cenário pré-eleitoral. No Distrito Federal, faz quase duas décadas que o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB) é o divisor de águas das disputas eleitorais, colocando em confronto de um lado as forças que lhe fazem oposição (em geral, com o PT à frente) e a constelação de partidos que lhe apóiam (encabeçada pelo PMDB).

Desta vez, os dois grupos estão profundamente divididos. Roriz declarou apoio ao ex-senador e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Maurício Corrêa, do PMDB. Mas a governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB), que assumiu o cargo depois que Roriz se afastou para disputar uma cadeira no Senado, não aceita a candidatura do ex-ministro.

Abadia tem dois fortes argumentos para rejeitar a indicação feita por seu líder. Primeiro, porque as pesquisas de intenções de votos lhe dão ampla vantagem sobre Maurício Corrêa. Segundo, porque a legislação a impede de aceitar a vaga de vice na chapa peemedebista, como propôs Roriz (pela lei eleitoral, ela só pode concorrer ao governo distrital).

Do lado da oposição, o candidato com maior potencial eleitoral é Agnelo Queiroz (PC do B), deputado federal e ex-ministro dos Esportes de Lula. Ele reivindica o apoio do PT, mas o partido está inclinado a lançar como candidata ao governo a deputada distrital Arlete Sampaio.

Quem tem tirado proveito dessa situação é o PFL, que lançou uma chapa puro sangue ao governo, tendo à frente o deputado federal José Roberto Arruda e com o senador Paulo Octávio como vice. As pesquisas atribuem favoritismo a Arruda, mas sugerem que a eleição deve ser definida no segundo turno. A grande incógnita é quem o enfrentará. 

Para o Senado, é dada como certa a eleição de Roriz, que já se elegeu três vezes governador do Distrito Federal.

Goiás

Unidos em torno da candidatura de Geraldo Alckmin e José Jorge, PFL e PSDB estarão em palanques distintos na disputa pelo governo goiano. Os tucanos fazem parte do grupo de oito partidos (PP, PSDB, PTB, PPS, PV, PTN, PT do B e PL) que já anunciaram apoio à candidatura do atual governador, Alcides Rodrigues (PP). Vice, por dois mandatos, do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), Alcides tem no senador Maguito Vilela (PMDB) seu principal adversário.

O ex-governador lidera com folga as pesquisas de intenção de voto no estado e tenta voltar ao Palácio das Esmeraldas, numa chapa puro sangue, na companhia da deputada estadual Onaide Santillo, cunhada do ex-governador e ex-ministro Henrique Santillo. Maguito corre atrás do apoio do PT, que ainda não decidiu que rumo tomar nas eleições.

Os petistas chegaram a indicar o nome do ex-presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) como vice na chapa com o PMDB. Mas os peemedebistas vetaram a indicação. Agora, o PT estuda a formação de uma frente alternativa, com o PC do B e o PSB, que deve lançar o deputado federal Barbosa Neto como candidato ao governo.

No último domingo, o PFL oficializou, mesmo rachado, a candidatura do senador Demóstenes Torres ao governo estadual. O deputado federal Vilmar Rocha lidera uma ala do partido que apóia, ainda que informalmente, a candidatura à reeleição de Alcides Rodrigues. O deputado entrou com recurso no diretório nacional do PFL e na Justiça contra a decisão.

Outro candidato já definido à corrida com destino ao governo de Goiás é o vereador de Goiânia Elias Vaz (Psol), cujo partido realizou convenção na última quinta-feira.

Mato Grosso

O quadro eleitoral no estado ainda está indefinido. A maioria dos partidos deixou as convenções para os dias 29 e 30 deste mês, últimas datas permitidas pela legislação eleitoral. Coligados nacionalmente, PFL e PSDB são adversários tradicionais em Mato Grosso.

O governador Blairo Maggi (PPS), que concorre à reeleição, desponta como favorito na corrida ao Palácio Paiaguás. Blairo negocia o apoio de sete partidos em torno de sua candidatura: PP, PFL, PSB, PV, PTB, PHS e PMDB.

O PMDB é sondado para ocupar a vaga de vice do PPS, com o presidente da Assembléia Legislativa, Silval Barbosa (PMDB). A vaga para o Senado ficaria para o ex-prefeito de Várzea Grande Jaime Campos (PFL). Mesmo filiado a um partido que já anunciou apoio à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) a presidente, Blairo tem sido sondado para apoiar a reeleição do presidente Lula. Mas a possibilidade de entendimento é remota, já que o PT vai disputar o governo com a senadora Serys Slhessarenko.

Para o Senado, o PT pode lançar o ex-vereador Vicente Vuolo ou o deputado federal Carlos Abicalil. Também não está descartada uma aliança com o PMDB, o PL, o PC do B e o PSB. A convenção do PT será no dia 30 de junho.

O PFL discute o apoio ao PPS, reeditando a aliança de 2002, ou ao PSDB. Por enquanto, os tucanos estão isolados na disputa eleitoral em Mato Grosso. O partido ofereceu a vaga de senador para o PL em busca de uma composição para as eleições. Nesse caso, o nome para o Senado seria o do deputado federal Wellington Fagundes (PL).

Com isso, o senador Antero Paes de Barros, que deseja disputar a reeleição, concorreria ao governo. Antero, derrotado na disputa com Blairo Maggi em 2002, não vê essa alternativa com bons olhos. Também estão cotados dentro do partido para disputar o Palácio Paiaguás Rogério Salles e o ex-governador Dante de Oliveira. O PSC lançou o ex-deputado Bento Porto como candidato.

Mato Grosso do Sul

Apenas dois nomes estão definidos até agora: o do senador licenciado Delcídio Amaral (PT), que foi presidente da CPI dos Correios, e o do ex-prefeito de Campo Grande André Puccinelli (PMDB). As coligações ainda estão sendo amarradas e serão definidas até sexta-feira.

No sábado passado, o PT aprovou um indicativo de coligação com o PL, o PDT, o PSB, o PP, o PCdoB, o PSL e o PSC. A decisão deve ser referendada na convenção estadual do partido, marcada para esta sexta-feira.

Já o ex-prefeito, que lidera as pesquisas de intenção de voto, terá como vice em sua chapa o deputado federal Murilo Zauith (PFL). A aliança de Puccinelli reúne ainda o PSDB e o PPS, além de outras legendas de menor expressão. Pesquisa divulgada no último fim de semana pelo Correio do Estado/TV Campo Grande sobre o desempenho dos pré-candidatos ao governo do Estado apontou diferença de 29,5 pontos percentuais entre Puccinelli e Delcídio.

NORDESTE

Alagoas

Depois de participar da convenção do PT que oficializou a reeleição de Lula, no último sábado, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) foi voando para Alagoas prestigiar o lançamento da candidatura do também senador Teotônio Vilela Filho (PSDB), que terá como vice na chapa o peemedebista José Wanderley Neto. O tucano também é apoiado informalmente pelo PDT, partido do governador Luís Abílio de Sousa Neto e do seu antecessor, Ronaldo Lessa.

Mas as pesquisas eleitorais dão vantagem a outro candidato, o deputado federal João Lyra (PTB), que conta com o apoio do PFL e terá como vice o deputado estadual Celso Luiz (PMN). Segundo o último levantamento feito pelo Vox Populi, Lyra possui 42% das intenções de voto, enquanto Vilela tem 36%.

Os dois agrupamentos políticos também se enfrentarão na disputa para o Senado, na qual concorrem o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) e o deputado federal José Thomaz Nono (PFL). Nesse caso, porém, o pedetista é quem aparece como favorito nas pesquisas eleitorais.  

Correndo por fora, o PT lançou o nome da sindicalista Lenilda Lima ao governo estadual, mas até agora não recebeu apoio formal de nenhuma agremiação. A cúpula regional petista namora o PSB, mas o partido tende a apoiar Teotônio Vilela Filho. O PPS decide no dia 30 se vai ou não apoiar o candidato petebista João Lyra.

Bahia

No estado do Nordeste com o maior número de eleitores, o atual governador, Paulo Souto, do PFL, pretende dar continuidade à dinastia pefelista. Paulo Souto é apoiado pelo senador Antônio Carlos Magalhães (PFL), uma das figuras políticas mais influentes do estado. Caso seja reeleito, Souto, que é apontado pelas pesquisas eleitorais como favorito, governará a Bahia pela terceira vez.

Pelo PT, mais uma vez, Jaques Wagner - ex-deputado federal e ex-ministro das Relações Institucionais do governo Lula - disputará o cargo de governador. Em 2002, Wagner foi derrotado por Paulo Souto. Agora, porém, o petista terá mais tempo de TV que o seu adversário graças à forte coligação que formou com outros partidos. Integram a aliança PMDB, PTB, PC do B, PSB, PV e PMN. Jaques Wagner também tem a simpatia do prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PDT).

O candidato do PSDB a presidente da República, Geraldo Alckmin, enfrenta problemas na montagem de seu palanque na Bahia. Os tucanos decidiram oficialmente romper com os pefelistas e lançar o vereador José Carlos Fernandes (PSDB) ao governo estadual. Foi uma resposta à tentativa de promover a aliança formal entre o partido e o PFL baiano. A idéia foi defendida pelo deputado federal tucano João Almeida, que assim esperava se qualificar para disputar o Senado.

O líder do PSDB na Câmara, Jutahy Magalhães Jr., antigo desafeto do grupo de ACM, reagiu registrando a candidatura de José Carlos Fernandes ao governo.

O senador Rodolpho Tourinho (PFL) será candidato à reeleição para o Senado. Um dos seus principais adversários deverá ser João Durval (PDT). O PSDB também deve lançar candidato ao Senado, mas o partido está dividido entre os nomes de João Almeida e do ex-prefeito de Salvador Antonio Imbassahy. 

Ceará

Tucanos e pefelistas repetirão no estado a aliança que fizeram na corrida presidencial. Assim, o governador Lúcio Alcântara (PSDB) concorrerá à reeleição, em dobradinha com o candidato do PFL ao Senado, o deputado federal Moroni Torgan, presidente da CPI do Tráfico de Armas.

O acordo inclui o apoio à candidatura de Torgan para a prefeitura de Fortaleza, em 2008. Em 2004, Moroni Torgan perdeu a disputa, no segundo turno, para a petista Luzianne Lins.

PSB e o PT aliaram-se no Ceará em torno do candidato a governador Cid Gomes, ex-prefeito de Sobral e irmão do ex-ministro da Integração Nacional no governo Lula, Ciro Gomes, que sairá candidato pelo PSB a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Cid também é apoiado pelo PC do B, que lançará um candidato competitivo ao Senado, o deputado federal Inácio Arruda.

As pesquisas eleitorais não permitem até agora apontar favoritos, seja para o governo, seja para o Senado. Mas mostram que a disputa deverá ficara polarizada entre os quatro candidatos citados: Alcântara e Cid Gomes, para o governo; e Arruda e Moroni, para o Senado.

Maranhão

Uma aliança inusitada no estado dos Sarney. A candidata do PFL ao governo do estado, Roseana Sarney, tem o apoio pessoal do presidente Lula, contra a vontade do PT maranhense. A aliança com a pefelista é uma espécie de recompensa pelo apoio incondicional que o senador José Sarney (PMDB-AP), pai de Roseana, tem dado ao governo Lula. O vice de Roseana será o senador peemedebista João Alberto.

A candidata do PFL é apoiada pela coligação "Maranhão, a força do povo", composta pelo PP, PV, PSC, PRTB, PRP, PTN e pelo PHS. O PTB também deve apoiar o PFL e indicar o ex-governador Epitácio Cafeteira para disputar uma vaga no Senado.

Pelo PSB, o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça Edson Vidigal disputará o governo com o apoio do atual governador, José Reinaldo Tavares, que foi vice de Roseana em dois mandatos e rompeu com a família Sarney dois anos atrás. O vice de Vidigal será a deputada estadual Teresinha Fernandes, do PT.

O objetivo de José Reinaldo é forçar a realização de um segundo turno. As pesquisas eleitorais, que até o momento apontam uma vitória tranqüila de Roseana, indicam que o candidato da oposição com maior potencial para enfrentá-la é o ex-prefeito de São Luís Jackson Lago (PDT).

Paraíba

O atual governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), disputará a reeleição apoiado por uma ampla coalizão de partidos, que inclui desde o PFL até 14 partidos menores. É o que está sendo chamado de "chapão". O deputado estadual José Lacerda (PFL) será o vice na chapa de Cássio. O ex-prefeito da capital paraibana Cícero Lucena (PSDB) concorrerá ao Senado.

As pesquisas de intenções de votos já divulgadas mostram, porém, que o ex-governador José Maranhão (PMDB) largará na frente. Segundo o Vox Populi, ele está dez pontos percentuais à frente de Cunha Lima.

O PT decidiu não lançar candidato próprio ao governo estadual para fortalecer a candidatura de José Maranhão. Em compensação, indicou o vice da chapa oposicionista, o deputado federal petista Luiz Couto.

O Psol também vai concorrer ao governo do estado com o nome do professor Davi Lobão. O PSTU indicará o vice.

Cícero Lucena e Ney Maranhão (PMDB), que tenta a reeleição, deverão polarizar a disputa para o Senado.

Pernambuco

Em Pernambuco, o Palácio das Princesas, sede do governo estadual, é disputado por três candidatos competitivos: o atual governador de Pernambuco, José Mendonça Filho (PFL), que assumiu o cargo depois que Jarbas Vasconcellos (PMDB) se desincompatibilizou para concorrer ao Senado; o ex-ministro da Saúde do governo Lula Humberto Costa (PT); e Eduardo Campos (PSB), deputado federal e que também participou da administração Lula como ministro da Ciência e Tecnologia.

O ex-governador Jarbas Vasconcellos, que apóia Mendonça Filho, é franco favorito na eleição para o Senado. Não é certo, no entanto, que fará o sucessor.

A campanha de Humberto Costa ganhou impulso com a desistência do deputado federal petebista Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) de se candidatar ao governo do estado. Monteiro anunciou que apoiará Costa. Em troca, o PTB indicará o vice na chapa do petista. O escolhido é o deputado estadual Augusto César, ex-prefeito de Serra Talhada.

O ex-ministro da Saúde também será apoiado pelo PMN e pelo PC do B e espera conseguir a aliança com mais três pequenos partidos, PRTB, PTC e PAN.

Enquanto isso, Mendonça Filho escora-se tanto na força da máquina governamental quanto no poder de fogo de dois dos principais partidos pernambucanos, o PFL e o PMDB.

Já Eduardo Campos, além de ser um nome com boa aceitação no eleitorado urbano de classe média, herda nos grotões rurais o prestígio do seu avô, o ex-governador e ex-deputado Miguel Arraes, falecido recentemente.

Piauí

O atual governador do Piauí, o petista Wellington Dias, vai disputar a reeleição com o apoio de uma ampla coligação, que envolve 11 partidos.

PSDB e PFL ensairam uma aliança para governador, mas há dificuldade nos entendimentos e é possível que o tucano Firmino Filho dispute o governo sem o apoio dos pefelistas. 

Segundo as pesquisas eleitorais, o candidato favorito dos eleitores piauienses é o senador Mão Santa (PMDB), um dos críticos mais ácidos de Lula no Senado e cuja candidatura foi formalizada em uma tumultuada convenção estadual.

O maior problema de Mão Santa é exatamente a oposição cerrada que ele faz ao governo Lula. O presidente, que conquistou em 2002 mais de 60% dos votos piauienses, continua desfrutando de bons índices de popularidade no estado, o que pode impulsionar a candidatura do atual governador.

Rio Grande do Norte

Duas grandes frentes políticas disputam o comando do estado. Candidata à reeleição, a governadora Wilma de Faria (PSB) tem o apoio do PTB, do PMN, do PL, do PT, do PCdoB e do PPS para continuar no cargo por mais quatro anos.

O líder do governo no Congresso, senador Fernando Bezerra (PTB), concorre à reeleição tendo como primeiro suplente o ex-secretário estadual de Saúde Ruy Pereira (PT).

A oposição local está reunida em peso em torno da candidatura do senador Garibaldi Alves (PMDB), que aparece como favorito para ganhar a eleição já no primeiro turno, segundo as últimas pesquisas. Garibaldi tem o apoio de um ex-desafeto, o também senador José Agripino Maia (PFL). O vice de Garibaldi será o deputado federal Ney Lopes (PFL), atual procurador parlamentar da Câmara.

O fato, histórico, representa a aliança entre as famílias Maia e Alves, que há décadas se revezam no comando do estado. A coligação, batizada como Vontade Popular, inclui ainda o PP, o PRP e o PTN, além de contar com o apoio informal do PDT.

O clima entre pefelistas e tucanos não está nada bom no Rio Grande do Norte depois que o PSDB decidiu ficar de fora da coligação e concentrar suas atenções na candidatura do ex-senador Geraldo Melo ao Senado, em uma chapa isolada.

Sergipe

As alianças partidárias em Sergipe ainda estão indefinidas. Curiosamente, o PSDB local não descarta uma aliança "branca" com o PT. Mas os tucanos consideram mais provável a formação de uma "terceira via" com o PDT e outros partidos.

No entanto, João Alves (PFL), atual governador do estado e candidato à reeleição, está conversando com vários partidos, inclusive o PSDB. Alves tenta costurar uma aliança com o ex-senador Albano Franco (PSDB).

Mas o nome que aparece em vantagem nas pesquisas de intenções de votos para o governo sergipano é o do ex-prefeito de Aracaju Marcelo Déda (PT).

NORTE

Acre

O atual governador do Acre, o petista Jorge Viana, apóia o candidato Binho Marques (PT) ao governo do estado pela coligação Frente Popular do Acre (FPA). Além do PT, a coligação governista é formada pelos seguintes partidos: PP, PC do B, PV, PSB, PT do B, PMN e PSDC. O vice na chapa é César Messias (PP). O senador Tião Viana (PT), irmão do governador do Acre, vai disputar a reeleição para o Senado.

A coligação oposicionista, composta pelo PPS, PDT, PHS e PTC, lançou o nome do ex-deputado federal Márcio Bittar (PPS) para disputar o governo do estado. O PMDB ainda não definiu se vai lançar candidato ou apoiar a candidatura de Márcio Bittar.

Os tucanos já escolheram o nome do ex-prefeito de Acrelândia Tião Bocalon para disputar as eleições para governador, e o PFL definiu que Chagas Freitas será o candidato da legenda ao governo do estado.

Amazonas

No estado de maior extensão territorial do país, três fortes candidatos ao governo estadual se enfrentarão.

PFL e PSDB não repetirão a aliança formada para apoiar Geraldo Alckmin para presidente e o senador José Jorge para vice. O candidato dos tucanos ao governo do Amazonas é o senador Arthur Virgílio Neto, líder do PSDB no Senado, que terá o apoio do PPS, do PV e do PDT.

Eduardo Braga (PMDB), atual governador do estado, vai tentar a reeleição, apoiado pelo PT que indicará o vice da chapa.

O PFL disputará o governo amazonense com Amazonino Mendes, que já foi governador do estado. O deputado federal Pauderney Avelino (PFL) sairá candidato ao Senado. Amazonino concorre às eleições em meio a denúncias de desvio de dinheiro público para criar o jornal o Correio Amazonense.

Amapá

O ex-governador e ex-senador João Capiberibe (PSB) é o mais bem colocado nas pesquisas para ganhar as eleições do estado.

O PDT vai tentar reeleger o governador Waldez Góes, que não conta com o apoio formal de nenhum outro partido.

O senador Papaléo Paes, do PSDB, será o candidato da legenda para o governo do estado.

O ex-presidente e senador José Sarney (PMDB) vai disputar mais uma vez uma vaga para o Senado pelo estado do Amapá, tendo como adversária a ex-superintendente do Incra Cristina Almeida, que disputará a mesma vaga pelo PSB.

O PTB concorre às eleições para governador do Amapá com o nome do deputado estadual Lucas Barreto.

Pará

A disputa pelo governo do Pará está polarizada entre PT e PSDB. Os tucanos escolheram o nome do ex-governador Almir Gabriel, que será apoiado por uma coligação integrada por mais de 15 partidos. Gabriel tenta retornar ao governo do estado pela terceira vez.

O PT ainda não definiu quem será o candidato do partido para disputar o governo do Pará. O nome do deputado estadual Mário Cardoso foi escolhido, durante um encontro do partido em maio deste ano, por mais de 400 lideranças locais. No entanto, a senadora Ana Júlia Carepa manifestou vontade de concorrer ao governo do Pará. Segundo a assessoria de imprensa da senadora, Ana Júlia foi carregada nos braços na convenção estadual do PT por pessoas que querem a sua candidatura.

O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, já disse que o diretório nacional do partido não vai interferir na decisão do diretório do Pará. O PT ainda tenta conseguir o apoio do PMDB, com Jader Barbalho disputando uma vaga para o Senado.

Rondônia

Candidato à reeleição, o governador Ivo Cassol (PPS) tem, por enquanto, apenas o apoio de partidos pequenos, como o Prona e o PV. Ainda assim, aparece como líder das pesquisas, com mais de 30% das intenções de voto.

Dada como certa até poucos dias, a candidatura do senador Amir Lando (PMDB) ao governo pode ser substituída pelo projeto da reeleição. Nos bastidores, discute-se, inclusive, a eventual substituição de Lando por Melki Donadon. Os peemedebistas ainda tentam fechar um acordo com o PP.

Os tucanos, por enquanto, estão em vôo solo, com a candidatura do deputado federal Hamilton Casara.

O PFL ainda não decidiu que rumo tomar.

Com o apoio do velho aliado PCdoB, o PT aposta na candidatura da senadora Fátima Cleide ao governo estadual e ainda busca entendimentos com o PMDB e o PSB, que deve confirmar a candidatura de Carlinhos Camurça. O PSB tem o apoio do PL e do PTB, partidos que também compõem a base aliada de Lula.

Roraima

O líder do governo Lula no Senado, Romero Jucá (PMDB), é o principal adversário do atual governador Ottomar Pinto (PSDB), candidato à reeleição.

Jucá tem o apoio do PPS, da sua mulher, a prefeita de Boa Vista, Teresa Jucá, candidata ao Senado. O PT também decidiu apoiar o líder governista. Mas, para oficializar a aliança, reivindica a vaga de vice ou a primeira suplência de Teresa. A convenção do partido está marcada para a próxima sexta-feira. O PSB e o PMN também estão com Jucá.

Com o apoio do PFL, Ottomar Pinto ofereceu a vaga de vice ao líder do PL na Câmara, o deputado federal Luciano de Castro, que ainda não anunciou se concorrerá à reeleição.

O PDT ainda não oficializou sua decisão, mas pode lançar o senador Augusto Botelho para abrir palanque ao seu candidato ao Planalto, o também senador Cristovam Buarque.

Já a senadora Heloisa Helena (Psol) poderá fazer sua campanha no estado ao lado da funcionária pública Almira Mary, candidata do partido ao governo de Roraima.

Tocantins

O ex-governador José Wilson Siqueira Campos (PSDB) quer voltar a governar o estado. Ele vai disputar as eleições com o atual governador, Marcelo Miranda (PMDB), que tentará a reeleição. Uma pesquisa do Ibobe deste mês, encomendada pelo jornal tocantinense Primeira Página, atribui a Siqueira Campos 50% das intenções de voto e 34% a Marcelo Miranda. A pesquisa, porém, foi realizada apenas em Palmas, capital de Tocantins.

Em pesquisa do Ibope realizada em 42 municípios do estado, a vantagem do ex-governador cai bastante. Segundo o levantamento, se as eleições fossem hoje, Siqueira Campos teria 44% dos votos e Marcelo Miranda, 40%. Considerando a margem de erro da pesquisa (três pontos percentuais para mais ou para menos), é uma situação de empate técnico.

O senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB), filho de José Wilson, busca a reeleição, com boas chances de vitória. A mesma pesquisa estadual do Ibope mostrou que Eduardo teria os votos de cerca de 44% dos eleitores de Tocantins, enquanto a deputada federal Kátia Abreu (PFL) teria 29%.

Marcelo Miranda enfrenta as eleições bombardeado pelas críticas dos Siqueira Campos. Entre outras denúncias, acusam-no de contratar mais de 5 mil servidores sem concurso público e de ter desperdiçado recursos públicos ao levar uma comitiva de 80 pessoas a Paris em 2005, para a comemoração do Ano do Brasil na França.

SUDESTE

Espírito Santo

Tucanos, petistas e pefelistas podem dividir o mesmo palanque no estado. Candidato à reeleição, o governador Paulo Hartung (PMDB) costura uma grande aliança política, que vai do PT ao PFL, passando ainda por outros sete partidos: PSDB, PSB, PPS, PV, PSC, PMN e PL. Pressionado pela cúpula nacional petista e pelo presidente Lula, o deputado estadual Cláudio Vereza (PT) desistiu da candidatura ao governo do estado.

Mas os petistas dificilmente formalizarão a aliança com o governador em função do amplo leque de partidos que apóiam sua reeleição. Ela inclui adversários de Lula no cenário nacional e também políticos ligados ao ex-deputado José Carlos Gratz (PFL), preso após ser acusado de envolvimento com o crime organizado.

O principal adversário do governador é o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT), que busca o apoio do PP, do PPS e de setores do próprio PT. Pesquisas quantitativas e qualitativas mostravam que o nome de maior potencial eleitoral para enfrentar Hartung era o do prefeito de Vila Velha, o também pedetista Max Filho. Hoje com 37 anos, Max Filho é um recordista de votos nas eleições já realizadas no estado para prefeito e deputado estadual. Junto com o pai, o ex-governador Max Mauro (PDT), ele também lidera as denúncias contra a corrupção e a ação do crime organizado no Espírito Santo, que quase levou o estado a sofrer intervenção federal durante o governo Fernando Henrique.

Mas Vidigal, que controla o PDT capixaba, usou a máquina partidária em seu favor e acabou sendo o escolhido. Agora, defende o lançamento da candidatura de Max Mauro ao Senado para assegurar o mínimo de competitividade à sua chapa.

Enquanto Max Mauro faz suspense sobre sua decisão de disputar ou não uma cadeira de senador, o deputado federal Renato Casagrande (PSB) desponta como favorito para o Senado. Seu concorrente mais forte é o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Ambos apóiam a reeleição de Paulo Hartung.

Minas Gerais

Favorito à reeleição, o governador Aécio Neves (PSDB) busca o segundo mandato com o apoio do PFL e de dois partidos da base aliada do presidente Lula, o PTB e o PP. O PDT e o PPS também devem caminhar com o tucano, que aparece com 70% das intenções de voto nas últimas pesquisas.

O principal adversário do governador deverá ser o ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos Nilmário Miranda (PT), que Aécio derrotou sem maiores dificuldades nas eleições de 2002. Com o apoio já assegurado de quatro pequenos partidos (PC do B, PTN, PMN, e PRB), o PT tenta conquistar a adesão do PMDB.

Mas, a exemplo do que ocorre no plano nacional, os peemedebistas estão rachados. O grupo ligado ao ex-presidente Itamar Franco insiste no apoio a Aécio. O PT, por outro lado, resiste a aceitar que o PMDB indique o candidato ao Senado.

Além de Itamar, disputam a vaga para o Senado no PMDB o ex-governador Newton Cardoso (PMDB) e o ex-deputado Zaire Rezende. A julgar pelas pesquisas, o nome com maior potencial eleitoral é o do ex-presidente Itamar Franco. Mas é bastante provável que o escolhido seja Newton Cardoso, por causa da força que tem dentro do partido.

O PSTU e o Psol firmaram coligação em Minas para lançar Vanessa Portugal (para o governo) e Professor Pimenta (ao Senado) na chapa majoritária.

Rio de Janeiro

As eleições no estado têm como pano de fundo a disputa entre os grupos políticos do ex-governador Anthony Garotinho (PMDB) e do prefeito César Maia (PFL). Pefelistas e tucanos não chegaram a um entendimento e estarão em palanques distintos. Maia apoiará a deputada Juíza Denise Frossard (PPS), que terá como vice o deputado estadual Eider Dantas (PFL). Alfredo Sirkis (PV) será o candidato ao Senado desse agrupamento partidário.

Na outra frente, o senador Sérgio Cabral (PMDB), ao qual as pesquisas eleitorais dão vantagem, terá o apoio do PP, do PSC, do PTB, do PMN, do PTC, do PAN e, possivelmente, do PL.

Entre as duas pontas, estão dois candidatos que darão palanque ao presidente Lula: o senador Marcelo Crivella (PRB), segundo colocado nas pesquisas, e o ex-deputado Vladimir Palmeira (PT), que não parece representar nenhuma ameaça aos três candidatos mais fortes (Cabral, Crivella e Frossard).

Apesar da pressão contrária dos pefelistas, os tucanos oficializaram no último domingo a candidatura do deputado Eduardo Paes ao governo do estado. Ele terá como vice Maristela Kubitschek, filha do ex-presidente Juscelino Kubitschek. O deputado Ronaldo Cezar Coelho é o nome dos tucanos ao Senado.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB) concorrerá a uma vaga ao Senado com o apoio do PT.

A indicação do deputado Francisco Dornelles (PP) como candidato a senador pela chapa encabeçada por Cabral deu início a um racha no partido. O presidente da Assembléia Legislativa (Alerj) e secretário-geral do partido, Jorge Picciani, afirmou que não vai trabalhar pela candidatura de Dornelles.

Já o Psol aposta suas fichas na candidatura do ex-deputado Milton Temer, que cederá seu palanque à senadora Heloísa Helena (AL), candidata do partido à Presidência da República.

São Paulo

Tucanos e pefelistas marcham juntos no maior colégio eleitoral do país. O ex-ministro da Saúde e ex-prefeito paulistano José Serra (PSDB) é o franco favorito na disputa.

Os deputados Arnaldo Madeira, Antonio Carlos Pannunzio e Alberto Goldman, todos do PSDB, disputam a vaga de vice de Serra. O PFL terá o apoio dos tucanos na campanha do presidente da Associação Comercial de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, ao Senado.

Governistas no plano federal, os petebistas também apóiam a chapa encabeçada por tucanos e pefelistas. O ex-prefeito de São Paulo ainda tem o apoio do PPS na sucessão para o Palácio dos Bandeirantes.

O senador Aloizio Mercadante (PT), que terá como vice a ex-secretária de Esportes da capital Nádia Campeão (PC do B), já garantiu o apoio do PL e está dialogando com o PSB.

Depois de ter sido cortejado pelo PT e pelo PSDB, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), decidiu sair mesmo candidato ao governo. O anúncio foi bem recebido nas hostes petistas, por reduzir (pelo menos em tese) as chances de José Serra se eleger no primeiro turno.

Nos bastidores, políticos ligados ao ex-governador dizem que Quércia e Mercadante fecharam o seguinte acordo: quem perder a eleição no primeiro turno apoiará o outro no segundo turno.

Segundo as pesquisas mais recentes, Mercadante é o candidato que mais se aproxima de Serra. Ainda assim, está longe de ameaçar o favoritismo do ex-prefeito, que venceria a disputa no primeiro turno se as eleições fossem hoje.

O PDT, com o objetivo de garantir palanque ao senador Cristovam Buarque (seu candidato ao Planalto), lançou a candidatura ao governo do vereador Carlos Apolinário.

Candidato à reeleição, o senador Eduardo Suplicy (PT) é, conforme as pesquisas realizadas até agora, o mais forte candidato ao Senado. Tem mais de 40% das intenções de voto, o que o coloca muito à frente de todos os demais possíveis concorrentes.

SUL

Paraná

Candidato à reeleição, o governador Roberto Requião (PMDB) pediu à direção executiva estadual que espere até a próxima sexta-feira para homologar a sua candidatura, na esperança de que o senador Osmar Dias (PDT) desista da candidatura ao governo e o apóie.

O PSDB ainda não decidiu o que fazer. A coligação com o PMDB é apoiada por Hermas Brandão, a quem Requião também ofereceu a vaga de vice, e pela bancada estadual do partido, mas o presidente do diretório, Valdir Rossoni, o prefeito de Curitiba, Beto Richa, e a bancada federal defendem candidatura própria.

Caso se confirme a candidatura de Osmar Dias, ele poderá ser o mais forte adversário de Requião, que é o favorito na disputa.

O PFL deve confirmar o apoio ao ex-deputado Rubens Bueno (PPS). Em convenção realizada no último fim de semana, o PT formalizou a indicação do senador Flávio Arns como candidato do partido ao governo do Paraná. O partido fechou aliança com o PL, o PHS e o PC do B, mas ainda negocia possíveis coligações com o PAN e o PSB. O ex-prefeito de Guarapuava Vitor Hugo Burko (PL) será o vice na chapa de Arns.

Quem aguarda com ansiedade a definição do quadro de candidaturas ao governo estadual é o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB), ex-relator da CPI dos Correios, que tem a aspiração de ser o vice na chapa de Requião.

Para o Senado, os petistas apostam em Gleisi Hoffman, ex-diretora da Itaipu Binacional e esposa do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Mas os tucanos têm o candidato ao qual as pesquisas atribuem o mais alto índice de intenção de votos: o senador Álvaro Dias, que é candidato à reeleição e teve atuação destacada durante as investigações feitas pelo Congresso sobre casos de corrupção no governo Lula, no PT e em partidos da base governista.  

Santa Catarina

O PMDB, o PFL e o PSDB oficializaram no último fim de semana uma tríplice aliança no estado. Candidato à reeleição, o governador licenciado Luiz Henrique da Silveira (PMDB) vai para a disputa ao lado do senador Leonel Pavan (PSDB) como vice. O candidato ao Senado será Raimundo Colombo (PFL), que desistiu de disputar o governo.

Com isso, o presidente Lula deverá ter apenas um palanque em Santa Catarina: o de seu ex-ministro da Pesca José Fritsch. Luiz Henrique apoiou Lula em 2002 e manteve bom relacionamento com o petista até recentemente. "Ninguém mais do que eu acreditou e defendeu o governo Lula. Mesmo quando levava canelada na Assembléia da bancada do PT. Acreditei que esse governo vinha para mudar e que teria duas bandeiras básicas: ética e compromisso social. Grande foi a minha decepção", discursou o peemedebista no último domingo, ao anunciar seu apoio a Geraldo Alckmin (PSDB).

O PSB pode se render tanto ao PT quanto ao PMDB. Luiz Henrique, o candidato em vantagem de acordo com as pesquisas, ainda tenta atrair o PRB, o PL, o PTB, o PV e o PMN.

À espera de novos parceiros, o PT deixou a vaga de vice e as duas suplências ao Senado em aberto. Por enquanto, de concreto, só o apoio do PC do B.

O ex-governador Esperidião Amin (PP), que perdeu as eleições para o governo catarinense em 2002 por uma pequena diferença, deverá ser o principal adversário de Luiz Henrique.

Rio Grande do Sul

É outro estado que pode reeditar o quadro eleitoral de 2002, repetindo-se o enfrentamento entre o atual governador, Germano Rigotto (PMDB), que é candidato à reeleição, e o ex-governador Olívio Dutra (PT). De acordo com pesquisa Ibope divulgada nesta semana pelo jornal Zero Hora, os dois estão empatados, com 26% das intenções de voto.

Seis convenções homologaram candidaturas ao governo do Rio Grande do Sul no último fim de semana. No sábado, foram confirmados os nomes de Beto Grill (PSB), Edison de Souza (PV) e Pedro Couto (PSDC). No domingo, os dos deputados Yeda Crusius (PSDB), Alceu Collares (PDT) e Nelson Proença (PPS). O PT e o Psol já haviam feito convenções e lançado Olívio Dutra e Roberto Robaina, respectivamente.

Assediado pelo PMDB e pelo PSDB, o PP decide nesta quinta-feira (29) o seu rumo. É possível que o partido mantenha a candidatura do deputado Francisco Turra ao governo.

Nas pesquisas eleitorais, Yeda Crusius aparece em terceiro lugar, com 11%; seguida de Alceu Collares, com 8%; Francisco Turra, 3%; e Nelson Proença. com 1%.

Ex-ministro das Cidades do governo Lula, Olívio terá como vice em sua chapa a deputada estadual Jussara Cony (PCdoB). O PT indicou o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto para a disputa ao Senado.

Com o apoio já declarado do PFL, os tucanos ainda correm atrás do PPS e do PP.

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