Congresso em Foco na Conferência das Carreiras Típicas de Estado

Por dois dias, será discutido o papel das carreiras típicas do funcionalismo no desenvolvimento do país e no combate à corrupção. O diretor do site, Sylvio Costa, participa de painel que discutirá peso das indicações políticas

Dentro da máquina de Estado brasileiro, há um quadro funcional forte, formado por servidores concursados, que permanecem independentemente de que partido esteja no governo. São as Carreiras Típicas de Estado, o grupo de servidores que forma a elite do funcionalismo público, como diplomatas, auditores, etc. Até que ponto o prestígio ao fortalecimento dessas carreiras contribui para o desenvolvimento do país? Até que ponto a escolha por elas em detrimento das indicações político-partidárias auxiliar no combate à corrupção pública? 

Outros destaques de hoje no Congresso em Foco

Essas serão as questões debatidas na 3ª Conferência Nacional das Carreiras Típicas de Estado, que começa hoje (15) em Brasília, no Auditório Planalto, do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, e prossegue até amanhã (16). O tema central da conferência será “O papel das carreiras de Estado na promoção do desenvolvimento do Brasil e no combate à corrupção”.

O Congresso em Foco foi convidado pelos organizadores para participar do debate. O diretor do site, Sylvio Costa, será o moderador do painel “Os limites da indicação política no Estado Brasileiro”. Participarão dessa discussão o jurista e professor da PUC do Rio Grande do Sul Juarez de Freitas; o juiz de Direito, integrante do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa Márlon Reis, e o presidente da Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (Anesp), Trajano Augusto Quinhões. O painel começa às 16h.

Para o presidente do Fórum Nacional Permanente das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Pedro Delarue, o caminho para o crescimento sustentado do Brasil passa pelo fortalecimento de uma máquina pública com servidores eficientes. “País rico é país sem corrupção, que tem transparência nas suas ações, um ambiente de negócios favorável ao seu crescimento e, principalmente, um Estado forte”, defende Delarue.

Além do painel que discutirá os limites da indicação política, com a participação do Congresso em Foco, serão discutidos também outros temas, como a importância da meritocracia para o desenvolvimento; as carreiras de Estado no fortalecimento da autonomia e capacidade da maquina pública; os reflexos da previdência complementar nas carreiras de Estado, e a fiscalização e garantia da integridade ética nas carreiras de estado.

Será realizado também o talk show “Copa do Mundo e Olimpíadas: O Estado está preparado?”, em que será discutido como o governo federal deverá investir em seus servidores públicos e em infraestrutura para receber os grandes eventos esportivos dos próximos anos. O colunista esportivo da ESPN, Juca Kfouri, será o moderador desse debate.

Ainda o evento, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentará um estudo exclusivo sobre o custo da corrupção para o desenvolvimento do país. A apresentação do levantamento será feita por Pablo Silva Cesário, gerente-executivo de Relacionamento com o Poder Executivo da CNI.

Veja aqui a programação completa da conferência

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