Sem citar Biden, Trump fala em distribuição de vacinas e nega novo lockdown

Nesta sexta-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez o primeiro discurso público desde a vitória de Joe Biden, declarada pela imprensa americana no último sábado (7). Trump falou sobre acordo para vacinação dos americanos contra a covid-19 e fez um balanço das ações de seu governo no combate à pandemia.

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Ao comentar os resultados promissores da vacina desenvolvida pela farmacêutica Pfizer, Trump afirmou que o governo americano acordou 100 milhões de doses do imunizante, totalizando 600 milhões de doses para distribuição no país. “Nosso governo coordenará a distribuição da vacina”, disse ele sobre o imunizante da Pfizer, conforme transmissão da CNN Brasil.

Trump também fez uma espécie de auto avaliação de seu governo na pandemia. Segundo ele, os números de infectados no país são altos porque os EUA têm “o melhor sistema de testagem do mundo”. “Testamos bem mais do que qualquer outro país, então aparecem, obviamente, mais casos”, afirmou.

Ele estimou que a retomada econômica dos EUA é a mais rápida entre os países ocidentais. “Nossa economia está indo melhor do que qualquer expectativa”, disse Trump.

Novo lockdown

Com os EUA batendo novas marcas de casos e mortes por covid-19, Trump negou que haverá decretação de novo lockdown sob sua administração. “Esta administração não entrará em lockdown. Espero que, aconteça o que acontecer no futuro, quem sabe qual será a administração, o tempo dirá, mas posso afirmar: esta administração não vai para um lockdown”, disse ele.

Apesar de não ceder a vitória para Biden explicitamente, a fala pode ser uma deixa para a assunção de derrota por parte de Trump, que já foi declarada há quase uma semana. Nesta sexta, Biden consolidou sua vitória com a conquista do estado da Geórgia, estado que havia sido vencido pelos republicanos em 2016. Trump, por sua vez, levou a Carolina do Norte, segundo projeção do resultado final das eleições presidenciais de 2020 das grandes redes de TV americanas.

Com isso, todos os 50 estados tiveram resultados projetados. Biden acumula 306 delegados, 36 a mais do que precisava para ser eleito, enquanto Trump tem 232 votos no Colégio Eleitoral.

Apenas quatro países ainda não parabenizaram Biden pela vitória: Brasil, México, Coreia do Norte e Rússia. Hoje, a China felicitou o vencedor democrata. “Respeitamos a escolha do povo americano”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, congratulando Biden e a vice-presidente eleita, Kamala Harris.

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