Líder do governo confessa que Brasil não é “prioridade” para os EUA

Após a divulgação de que os EUA apoiaria neste momento apenas a Romênia e a Argentina para ingressarem na Organização de Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), publicou um vídeo na sua conta do Twitter reafirmando que o Brasil deseja fazer parte do grupo. Major justificou ainda que a recusa é por questão de “timing” e prioridade.

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No vídeo, Major aparece na sede da OCDE, durante a reunião da Rede Global de Parlamentares, e reafirma a vontade que o Brasil tem de se aproximar “ainda mais dessa importante organização internacional”.

Segundo Vitor Hugo, a recusa dos Estados Unidos aconteceu por questão de “timing”. O líder do governo na Câmara afirmou ainda que o Brasil não foi apoiado neste momento por questão de “prioridade”.

Os Estados Unidos estão concentrados no momento em apoiar o ingresso da Argentina e Romênia, podendo futuramente voltar a conversar uma possível ampliação da OCDE para agregar o Brasil.

Na tarde desta quinta-feira (10) a Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil se manifestaram publicamente negando que tenha havido quebra de promessas, afirmaram que o combinado segue valendo e justificaram que a OCDE tem que ter crescimento controlado.

Em março o presidente Donald Trump prometeu ao lado de Jair Bolsonaro que apoiaria a adesão do Brasil ao grupo de 36 membros. Em julho, o secretário de Comercio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, tornou a endossar o apoio. Mas, segundo informações que circulam na imprensa, o secretário norte-americano Mike Pompeo, acabou por rejeitar um pedido para discutir mais ampliações da OCDE.

O governo brasileiro vinha se mostrando otimista quanto ao apoio dos EUA para o ingresso na OCDE. Em novembro chegou a ser criado pelo líder do Governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), o Grupo Parlamentar de Amizades  Brasil-Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O projeto visa desenvolver as relações do Brasil com a organização internacional.

“Este é um projeto importante para o governo federal e está alinhado com a política externa do Governo Bolsonaro”, disse o deputado Vitor Hugo na ocasião.

A OCDE é conhecido como “clube dos países ricos” por reunir muitas nações desenvolvidas. Para ser indicado por Trump, o Brasil aceitou renunciar ao tratamento diferenciado que recebia como país emergente nas Organizações Mundial do Comércio (OMC).

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