EUA devem ter votação recorde na eleição; Bolsonaro cita suspeita de fraude

O dia da votação para presidente dos Estados Unidos chegou: as primeiras seções eleitorais foram abertas, em estados do leste do país, às 6 horas da manhã, no horário local (8 horas em Brasília), para que eleitores possam decidir entre o republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden. Pesquisas apontam favoritismo de Biden para desbancar o candidato à reeleição.

A maioria dos votos, porém, já pode ter sido dada: pela primeira vez, mais de 100 milhões de votos foram enviados pelo correio, de maneira antecipada. Até o início desta terça-feira (3), o número contabilizado de votos enviados pelo correio nos EUA era de 99.657.079, segundo o US Elections Project.

O risco de contágio pela covid-19 é um dos responsáveis pelo aumento da votação pelo correio, junto com uma campanha maciça para que os norte-americanos votem em 2020. Assim, a escolha para presidente dos EUA deve superar os 150 milhões de votos pela primeira vez.

No sistema norte-americano, baseado no chamado "colégio eleitoral", o candidato mais votado pelos eleitores pode não ser eleito presidente - já que os votos são contados por estados, que têm dinâmicas próprias e pesos diferentes na eleição. Nos últimos 20 anos, isso já ocorreu nas eleições de George W. Bush em 2000 e Donald Trump em 2016.

Bolsonaro cita suspeita de fraude e risco para o Brasil

O presidente Jair Bolsonaro levantou suspeita de fraude nas eleições norte-americanas diante da possibilidade de Donald Trump, a quem apoia, não se reeleger.

"É inegável que as eleições norte-americanas despertam interesses globais, em especial, por influir na geopolítica e na projeção de poder mundiais. Até por isso, no campo das informações, há sempre uma forte suspeita da ingerência de outras potências, no resultado final das urnas", escreveu no Twitter, sem citar nominalmente os candidatos. O discurso é o mesmo adotado por Trump.


Ele também afirmou que o Brasil pode sofrer consequências negativas com o resultado da disputa presidencial nos EUA. "No Brasil, em especial pelo seu potencial agropecuário, poderemos sofrer uma decisiva interferência externa, na busca, desde já, de uma política interna simpática a essas potências, visando às eleições de 2022", acrescentou.


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