Criticada, Gleisi diz que não ir à posse de Maduro seria “covardia”

Após comparecer à posse de Nicolás Maduro, na Venezuela, a presidente do PT e deputada eleita Gleisi Hoffmann (RS) afirmou em sua conta no Twitter que deixar de ir seria “covardia” e “concessão à direita”.

A petista compareceu ontem (quinta, 10) à posse de para o segundo mandato de Maduro como presidente da Venezuela e foi criticada por setores da esquerda, inclusive pelo correligionário, o ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT).

Em entrevista ao jornal Zero Hora, Tarso Genro disse que a ida de Gleisi à posse de Maduro não ajuda na reconstrução da imagem do partido.

A crítica mais incisiva na esquerda partiu de Luciana Genro (Psol), filha de Tarso. No Twitter,  a deputada estadual eleita pelo Rio Grande do Sul afirmou que Gleisi ajuda “aqueles que querem liquidar a esquerda”, mas que apenas uma “esquerda mofada” apoia Maduro no cenário atual.

Ambos, entretanto, também criticaram a oposição a Maduro na Venezuela.

Maduro foi reeleito no ano passado, em eleição turbulenta suspeita de fraude e marcada pela maior abstenção da história do país. Líderes da oposição foram impedidos de se candidatar e a Mesa da Unidade Democrática (MUD) decidiu boicotar o processo eleitoral.

O chavista tomou posse para comandar o país pelos próximos seis anos em cerimônia no Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela. A posse de presidentes venezuelanos é normalmente realizada na Assembleia Nacional, de maioria opositora, que não reconhece a reeleição de Maduro.

O Brasil é um dos países que não reconhece a legitimidade do segundo mandato do presidente venezuelano.

A Organização dos Estados Americanos (OEA), da qual o Brasil faz parte, aprovou uma resolução que não reconhece o mandato de Maduro. Dos países membros da organização, 19 foram a favor da declaração, 6 foram contra, 8 se abstiveram e houve uma ausência.

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