“Bolsonaro é cercado por milicianos”, diz Lula ao The Guardian

Em entrevista ao jornal The Guardian, o ex-presidente Lula afirmou que, como nunca aconteceu antes, o governo brasileiro é cercado por paramilitares, que seria o equivalente a milicianos no contexto brasileiro.  Na entrevista, o petista também ressaltou que os colegas de partido torcem por sua candidatura, porém, ele não confirmou se voltará ao pleito eleitoral como candidato e ressaltou sua idade já avançada. “Em 2022, terei 77 anos. A igreja católica – com 2.000 anos de experiência – aposenta seus bispos aos 75 anos”, disse.

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Na entrevista, assim como fez em diversas ocasiões desde que foi solto, o ex-presidente atacou Sergio Moro, a quem deseja que pague “pelas mentiras que propagou”. Moro, que hoje é ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, foi o juiz de primeira instância responsável pela primeira condenação do ex-mandatário e é acusado por membros da oposição de ter feito complô com a força tarefa da Operação Lava Jato para condenar Lula.

Dentre outros pontos de crítica, o ex-presidente afirmou que Bolsonaro só se preocupa em espalhar notícias falsas na internet e que ele está levando o país ao atraso. “Vamos torcer para que Bolsonaro não destrua o Brasil . Vamos torcer para que ele faça algo de bom pelo país … mas duvido disso ”, afirmou.

Segundo Lula, a população brasileira está com muito ódio no coração, e isso o preocupa. Na entrevista, falando sobre a polarização que o país vive, ele afirmou que o povo do Brasil votou no Bolsonaro porque não poderia votar em Lula.

Sob as críticas diárias que ele o PT sofrem, dentre outros motivos, devido aos esquemas de corrupção em que membros do partido se envolveram, o ex-presidente respondeu ao jornal se comparando a um grande craque. “As pessoas falam mais sobre o Pelé do que dos outros jogadores”.

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