Após Evo Morales denunciar golpe e renunciar, PT se solidariza

Em pronunciamento publicado em seu site oficial, o Partido dos Trabalhadores chamou de "golpe de Estado" a renúncia do ex-presidente boliviano Evo Morales. O político abdicou do cargo na tarde deste domingo, após uma série de ataques a casa de familiares, prédios públicos e aliados do governo.

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O pronunciamento do PT, diz que esta renúncia é o resultado " da ação daqueles que não aceitam a vontade do povo e tampouco respeitam as instituições democráticas arduamente construídas na luta contra as ditaduras latino-americanas na década de 80".

Em pronunciamento na TV local, Evo Morales afirmou que a renúncia se deu para "preservar a vida dos bolivianos”. Ele disse que decidiu deixar o cargo “para que não continuem maltratando parentes de líderes sindicais, prejudicando a gente mais humilde. Estou renunciando e lamento muito esse golpe”.

A pressão sobre Morales aumentou depois que o comandante das Forças Armadas bolivianas, William Kaiman, sugeriu, na tarde deste domingo, que Morales renunciasse para permitir a “pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem da nossa Bolívia”.

Nota do Partido dos Trabalhadores na íntegra

O Partido dos Trabalhadores denuncia o golpe de Estado na Bolívia, que levou à renúncia do legítimo e constitucional presidente Evo Morales. Isso é o resultado da ação daqueles que não aceitam a vontade do povo e tampouco respeitam as instituições democráticas arduamente construídas na luta contra as ditaduras latino-americanas na década de 80.

O neoliberalismo do século XXI não suporta a democracia, as liberdades e o estado democrático de direito. Assim, esse golpe de estado no país irmão da Bolívia, obrigando à renúncia do legítimo e constitucional de seu presidente, Evo Morales, com apoio de organismos internacionais como a OEA, nada mais é do que a tentativa desesperada de implantar, à força, seu projeto perverso em detrimento dos interesses do povo.

Estamos solidários ao povo boliviano e ao presidente Evo Morales. Exigimos o respeito aos direitos humanos, à vida e à integridade do presidente Evo Morales e sua equipe de governo, bem como a todos os bolivianos e bolivianas em luta pela democracia e pela justiça social.

Gleisi Hoffmann
Presidenta

* Com informações da Agência Brasil

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