Após aglomeração no RJ, Bolsonaro vai ao Equador para posse de presidente conservador

Depois de promover aglomeração e desfilar sem máscara em uma manifestação no Rio de Janeiro na manhã deste domingo (23), Jair Bolsonaro está a caminho de Quito, para a posse do novo presidente do Equador, o conservador Guillermo Lasso, com quem mantém bom relacionamento.

Na comitiva que acompanha Bolsonaro, estão três deputados federais, que também estiveram na "motociata", como ficou conhecido o passeio de moto promovido pelo presidente. São eles, Marco Feliciano (Republicanos-SP), seu filho Eduardo (PSL-SP) e Filipe Barros (PSL-PR).

O Congresso em Foco procurou o Planalto e o Itamaraty para saber por que os parlamentares acompanham o presidente na viagem oficial. A reportagem ainda não teve resposta.

Covid

Além da posse amanhã (24), Bolsonaro também deve participar de um almoço em homenagem aos Chefes de Estado e de Governo. Durante a pandemia, o Equador foi um dos países que impôs quarentena obrigatória para viajantes que estiveram no Brasil.

Resolução de abril publicada no site da Embaixada em Quito, afirma que "todos os passageiros cujo ponto de origem, escala ou trânsito seja o Brasil e sejam residentes no Equador devem passar por quarentena obrigatória de 10 dias em suas residências. Aqueles que não residem no Equador devem realizar a quarentena em hotéis indicados pelo Ministério do Turismo. Esta quarentena deve ser realizada independentemente do resultado do teste decovid-19, realizado até 72 horas antes da chegada ao Equador. Pessoas que apresentem certificado de vacinação (esquema completo) não necessitam realizar quarentena."

O presidente, assim como seu filho Eduardo, ilipe Barros e Feliciano têm passaporte diplomático. O Congresso em Foco buscou a embaixada brasileira em Quito para verificar se, mesmo com passaporte diplomático, as autoridades são dispensadas de qualquer tipo de quarentena, mas ainda não teve retorno.

Ao menos quatro outros Chefes de Estado são esperados no Equador neste domingo. o presidente da Colombia, Iván Duque; doe Haiti, Jovenel Moise; e da República Dominicana, Luis Abinader.

Dados da Universidade Johns Hopkins mostram que o Equador tem até a tarde deste domingo (24)  418,851 infectados pela covid e 20.193 mortos pela doença.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil já contabiliza 448.208 vítimas por covid-19 desde o início da pandemia.

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Bom relacionamento

Diferentemente do tratamento dispensado ao presidente dos Estado Unidos, Joe Biden, quando foi um dos últimos chefes de nação a reconhecer sua vitória sobre Donald Trump, Jair Bolsonaro cumprimentou o conservador Guillermo Lasso no dia do resultado da eleição.

Pelas redes sociais, Lasso agradeceu o gesto de Bolsonaro. "A cooperação é o caminho para o desenvolvimento da região", disse.

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