Salles dá entrevista para youtuber considerado supremacista branco

O youtuber canadense Stefan Molyneux publicou em suas redes sociais, nessa segunda-feira (2), entrevista com o ministro brasileiro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. O vídeo tem duração de 24 minutos e trata da recente crise ambiental envolvendo as queimadas na floresta amazônica, que ganhou repercussão internacional.

Stefan Molyneux é autoproclamado filósofo e também já entrevistou o escritor gaúcho Olavo de Carvalho. Em 2012, o youtuber esteve no Brasil e participou de um debate organizado pelo Instituto Mises do Brasil. A instituição promove os valores do mercado livre.

Na mídia da América do Norte, Molyneux é conhecido pela sua defesa das ideias supremacistas brancas e também do liberalismo livre da regulação do Estado, além do combate ao chamado marxismo cultural.

Reportagem da CNN, de 2018, relata, por exemplo, que, em agosto de 2017, Molyneux, em uma das entrevistas que fez pelo Youtube, disse que os brancos tentaram semear as sementes da liberdade em regiões não brancas do mundo, incluindo a África do Sul, mas que esses países sofreram "retrocessos" depois que a população branca saiu ou se tornou uma minoria.

Ele é apoiador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e também está no centro do debate sobre o anti-americanismo no Canadá, já que representa a ala dos canadenses que nutrem grande admiração pela política e desejam aumentar a cooperação com o país vizinho.

A entrevista com o ministro Ricardo Salles foi feita virtualmente. O youtuber apresenta Salles como a pessoa que ocupa o cargo mais excitante do planeta nas últimas semanas e questiona sobre a responsabilidade do governo brasileiro pelo desmatamento na Amazônia. Salles responde que desde que os portugueses descobriram o Brasil, apenas 16% da floresta foi desmatada para uso humano. Ele afirma que atualmente 84% da floresta está preservada e que as pessoas que vivem na região sãos as mais pobres do Brasil, sem apoio de nenhuma política pública.

O Congresso em Foco solicita uma entrevista com o ministro Ricardo Salles desde o dia 29 de abril. Nunca houve retorno.

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