Kim diz que áudio de Moro sobre MBL é ataque desesperado da esquerda radical

O deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), um dos fundadores do Movimento Brasil Livre, comentou em suas redes sociais neste domingo (23) as conversas divulgadas pela imprensa em que o ministro da Justiça Sérgio Moro aparece, em 2016, chamando integrantes do MBL de ‘tontos’, em conversa com os procuradores da Operação Lava Jato. Os diálogos foram publicados conjuntamente pelo Intercept e pelo jornal Folha de S. Paulo.

Também no domingo, o deputado estadual Arthur Mamãe Falei (DEM-SP) tinha divulgado em sua conta no Youtube um áudio do ministro Sérgio Moro em que ele pede desculpas aos integrantes do MBL. No áudio, o ministro mantém a postura de questionar a veracidade das conversas que estão sendo tornadas públicas pela imprensa. “Em uma das mensagens que eu não sei se são autênticas ou não, podem ter sido adulteradas, tem uma referência da minha parte na qual eu reclamaria ao procurador Deltan contra um protesto realizado lá em 2016 na frente da casa do ministro Teori Zavascki”, diz Moro.

Ele segue explicando o contexto em que se referiu aos membros do MBL. “2016 estava aquele momento tenso da divulgação do áudio da Dilma com o Lula, que gerou toda uma pressão, foi um momento complicado, eu achei que esse protesto na época era um tanto quanto inconveniente, o ministro Teori era boa gente, uma pessoa séria, e a realização daquele protesto poderia gerar uma animosidade contra o Supremo, contra lá a 13 Vara, que não era desejado, consta lá um termo que não sei se usei mesmo, creio que não, pode ter sido adulterado, mas queria dizer assim, pedir minhas escusas se eu eventualmente utilizei, porque eu sempre respeitei o Movimento Brasil Livre e sempre agradeci o apoio que esse movimento deu”, completa o ministro.

A reportagem com os trechos da conversa entre Moro e Dallagnol em que Moro aparece falando sobre o MBL foi publicada também no domingo e faz parte de uma séria baseada em mensagens privadas entre as autoridades no aplicativo de mensagens instantâneas Telegram. O material foi enviado para o Intercept por uma fonte anônima, de acordo com o site.

As conversas citadas demonstram que o então juiz da 13ª Vara Federal em Curitiba temia um conflito com o Supremo Tribunal Federal (STF) que levasse a corte a retirar processos da Lava Jato que estavam sob sua tutela e do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná. Tais temores remontam ao dia 23 de março de 2016. Na véspera, a Polícia Federal (PF) havia anexado a um inquérito sobre a empreiteira Odebrecht, cujo acesso era possível pelo sistema de processo eletrônico da Justiça Federal do Paraná, planilhas com nomes e codinomes de políticos com mandato em andamento. Nessa situação, o investigado tem direito ao chamado foro privilegiado, só podendo ser investigados mediante autorização prévia do tribunal competente para julgá-lo (no caso de senadores e deputados federais, STF; para governadores e deputados estaduais, STJ) .

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