Carlos Bolsonaro ironiza morte de Alfredo Sirkis: “O ódio do bem”

O vereador carioca Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, ironizou a morte do ex-deputado e ambientalista Alfredo Sirkis, vítima de um acidente de carro nessa sexta-feira (10). Na mensagem publicada nesta manhã no Twitter, Carlos reproduz um post que reúne um comentário de Sirkis, feito no último dia 7, a respeito do teste positivo de Bolsonaro para o coronavírus, e a notícia de sua morte. “Da série: o ódio do bem!”, escreveu o vereador. Vários seguidores endossaram o comentário do filho do presidente, falando em “lei do retorno”.

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No tuíte de terça, Sirkis disse que o coronavírus tinha contraído um “bolsonarusvirus, muito mais perigoso que a gripezinha que já matou 65 mil brasileiros”. “É um vírus capaz de destruir um país. Te cuida, corona”, acrescentou.

O ex-deputado de 69 anos bateu em um poste e capotou em Nova Iguaçu (RJ), quando se dirigia a um sítio para encontrar a família. Ele teve uma longa trajetória de militância política, iniciada no movimento estudantil, com intensa atuação no combate à ditadura, inclusive com participação em sequestro que resultou na libertação de presos políticos. Viveu exilado na França, no Chile, na Argentina e em Portugal durante a ditadura.

Sirkis foi um dos fundadores do Partido Verde e era colunista do Congresso em Foco. Foi Coordenador Executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC), tendo organizado a campanha Ratifica Já! Quando deputado federal (2011-2015), presidiu a Comissão Mista de Mudança do Clima do Congresso Nacional (CMMC) e foi um dos vice-presidentes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

Jornalista, roteirista, gestor ambiental e escritor, Sirkis lançou no último dia 25 de junho o livro Descarbonário, uma obra com características autobiográficas concluída 40 anos depois do clássico Os Carbonários, vencedor do Prêmio Jabuti de 1981.

No início do mês, o ex-parlamentar escreveu seu último artigo para o Congresso em Foco, em que descreveu um episódio com Jair Bolsonaro, no qual  o presidente, enquanto ainda era deputado, dizia que "o maior problema da humanidade é a superpopulação". "Na época fiz uma piada. Hoje com a atitude negligente e acintosa dele em relação à pandemia de covid, deixou de ser engraçado", disse.

 

 

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