Zambelli justifica entrevista para Folha e pede oração por governo Bolsonaro

Aliada de primeira hora do governo Bolsonaro, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) divulgou um vídeo na noite de terça-feira (29), em que justifica uma entrevista dada à Folha de S. Paulo. A parlamentar diz que é preciso ampliar a voz dos apoiadores do governo federal e que os seguidores do presidente vivem em uma bolha.

"Hoje foi um dia difícil, tem sido uma semana difícil, dei uma entrevista para Folha e vocês vão me perguntar 'pra que para a Folha, né?' Porque a gente precisa conversar com todos, fazer a informação chegar a todos. Nós vivemos numa bolha, vocês que estão aqui para me ver, para ouvir o que tenho a dizer, nós somos uma bolha que acreditamos no presidente", diz a deputada.

O presidente já afirmou em outras oportunidades que ministros que derem entrevista para Folha ou veículos do grupo Globo poderiam ser demitidos.

Ontem no fim do dia a Folha divulgou matéria mostrando que o governo Bolsonaro pediu propina de US$ 1 por dose de vacina. Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply, afirmou que o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, cobrou a propina em um jantar no dia 25 de fevereiro.

No vídeo, Zambelli diz estar cansada. "A gente está um pouco cansado, porque não tem nada que a gente possa fazer além do que estamos fazendo”, aponta.

“Eu peço oração. Porque quem sabe Deus possa nos ajudar? Quem sabe Deus possa indicar um caminho? Porque tem hora que é difícil. A gente olha e não enxerga um caminho. Mas a gente olha para cima e diz: ‘Meu Deus, por favor me dê forças para seguir só mais um dia’", afirma.

Ainda afinando o discurso após a última denúncia, apoiadores do presidente como Allan dos Santos, investigado no inquérito das fake news no STF, ainda não se manifestaram. Já Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), adotou estratégia onde responsabiliza o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pela manutenção de Roberto Ferreira Dias na pasta.

Nesta quarta (30), a CPI da Covid ouve o aliado do presidente, Carlos Wizard. O empresário é apontado como um dos membros do gabinete paralelo de orientação de Bolsonaro durante a pandemia. na sexta-feira, o colegiado deve ouvir Roberto Ferreira Dias.

Além disso, a comissão também investiga as denúncias feitas pelos irmãos Miranda a respeito do superfaturamento na negociação da Covaxin por parte do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

> Miranda diz que recebeu oferta de propina, em reunião com Barros, para não atrapalhar negócio da Covaxin

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