Servidores da Câmara querem adiar retomada presencial dos trabalhos

Os servidores da Câmara dos Deputados estão preocupados com o retorno das atividades presenciais em meio a pandemia do novo coronavírus.

O vice-presidente Executivo do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), Paulo César Alves, explica serem mais de 17 mil servidores e que a estrutura arquitetônica da Casa, com poucas janelas, torna o lugar ainda mais perigoso na crise sanitária.

O novo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), quer que a Casa retome suas atividades de forma presencial.

Nesta quarta-feira (3), segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, o número de mortos pela covid-19 atingiu 227.563 e o de casos confirmados 9.339.420.

Os servidores tentam negociar a manutenção do trabalho remoto ou semipresencial até que todos sejam vacinados, garantindo que isso não afetará a produtividade.

Segundo o vice-presidente do sindicato, os profissionais estão com medo em meio ao aumento de casos no Distrito Federal. "A gente teve bastante caso de óbito aqui na casa", lembra.

"Os servidores não estão se omitindo a trabalhar. Tem até um estudo que mostra que a Câmara foi o segundo órgão que mais economizou na pandemia e, no entanto, a gente não paralisou. A gente prestou o serviço que o Brasil tanto precisava. Foi o primeiro Congresso no mundo a fazer uma sessão virtual. Nós do Sindilegis não somos favoráveis a volta neste momento", afirma.

Alves diz que o sindicato encaminhou um ofício ao presidente da Casa e aos membros da Mesa, pedindo que reconsiderassem a decisão da volta presencial, neste momento.

O vice-presidente Executivo explica ainda que, num primeiro momento, tem sido uma negociação amigável, mas que caso não se resolva, o sindicato pretende recorrer à justiça.

Veja o ofício na íntegra:

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