Senadora Rose de Freitas será expulsa do Podemos por infidelidade partidária

Depois de apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para permitir a reeleição de presidentes da Câmara e do Senado, a senadora Rose de Freitas (ES) será expulsa do Podemos, anunciou o partido em nota à imprensa na noite desta sexta-feira (4).

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“O Podemos iniciará um processo para expulsar a senadora Rose de Freitas. Os pedidos de expulsão da parlamentar, recebidos pelo partido, se baseiam em pronunciamento do líder do Podemos, senador Alvaro Dias, que, na abertura da sessão remota de ontem, comunicou o fechamento de questão contra a reeleição dos presidentes das duas Casas”, diz a nota.

A proposta de emenda constitucional foi criticada pelo Podemos, que alegou que a alteração é casuística e atenta contra a alternância de poder. O texto abre espaço para a recondução de Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Rodrigo Maia (DEM-RJ) em 2021 e foi assinado por outros 26 senadores. Insatisfeito com a presidência de Davi, o Podemos visa lançar nome próprio para a sucessão em fevereiro do ano que vem.

Os pedidos de expulsão da parlamentar foram apresentados pela deputada federal licenciada Patrícia Ferraz e pelo vereador Negrão, candidatos às prefeituras de Macapá (AP) e Itápolis (SP), respectivamente. Ferraz e Negrão justificam que a senadora desrespeitou as normas estatutárias, agiu sem ética e fidelidade partidária ao praticar ato de pré-campanha e desrespeitou a deliberação e os interesses tomados pelo partido. Segundo o comunicado, outros pedidos de expulsão da senadora estão chegando ao partido.

Procurada através de sua assessoria, a senadora não se pronunciou até a última atualização desta matéria.

Mais cedo, senadores do Podemos e integrantes do grupo Muda Senado protocolaram no Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição para barrar a reeleição dos presidentes das mesas do Congresso Nacional. Assinado por Lasier Martins (RS), Reguffe (DF), Oriovisto Guimarães (PR) e Styvenson Valentim (RN), o documento reforça que a reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado é vedada pela Constituição Federal. Uma ação movida pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) é analisada pela Corte. Sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, ainda não há data para o julgamento.

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