Senador reúne assinaturas para CPI: “Minas se tornou refém da Vale”

O senador Otto Alencar (PSD-BA) está colhendo assinaturas para abrir uma CPI que apure as causas do rompimento da barragem na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que se rompeu na última sexta-feira (25). O quinto dia de buscas por vítimas, nesta terça (29), começou com 65 mortos confirmados e 279 desaparecidos.

No requerimento de abertura da CPI, o senador afirma que o objetivo é identificar os responsáveis, quais foram as falhas dos órgãos competentes e os autores dos laudos técnicos. Na manhã desta terça, engenheiros que atestaram a segurança da obra foram presos.

Otto Alencar diz que é preciso saber se houve irregularidades nas autorizações para o funcionamento da barragem. "A Vale dominou Minas Gerais, tornando o estado refém e manipulado na concessão de laudos técnicos para construção dessas barragens", escreveu o senador no pedido de CPI.

O congressista citou que a barragem de Brumadinho recebeu, em dezembro do ano passado, "uma licença a jato" para ampliação de obras. As circunstâncias dessa concessão compõem um dos principais focos da investigação.

Para a abertura de uma CPI no Senado, é preciso reunir o apoio de um terço dos senadores (27 dos 81 integrantes).  Otto Alencar acredita que esse número será conseguido até a próxima semana. O senador deseja que os trabalhos comecem em meados de fevereiro.

Na Câmara, o deputado eleito Rogério Corrêa (PT-MG) já anunciou disposição de coletar assinaturas para criar uma comissão parlamentar de inquérito para investigar a atuação das mineradoras no estado.

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