Senado aprova novo presidente do BC; Campos Neto defende autonomia da instituição

Senadores aprovaram em plenário nesta terça-feira (26), por 55 votos a favor e 6 contra (apenas uma abstenção), o nome do economista Roberto de Oliveira Campos Neto para o cargo de presidente do Banco Central. A indicação presidencial, formalizada por meio da Mensagem do Senado Federal 2/2019, cumpriu o rito formal de sabatina e votação, na manhã desta terça, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Na audiência da CAE, Campos Neto disse que duas ações serão priorizadas pelo BC no início de seu mandato: a fixação de critérios para o exercício de cargo de dirigente em instituições financeiras públicas e a lei de autonomia do Banco Central.

Veja como foi:

 

"Em relação à primeira medida, precisamos aprimorar a governança, alinhando as exigências para os dirigentes em bancos públicos àquelas já existentes para o setor privado. Quanto à autonomia do Banco Central, o objetivo é aprimorar o arranjo institucional de política monetária, para que ela dependa menos de pessoas e mais de regras", ponderou o economista, com a ressalva de que ambas as providências precisam ser debatidas e, se for o caso, aprovadas pelo Congresso.

Indicado para o cargo pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e neto do ex-ministro do Planejamento Roberto Campos (1917-2001), o economista classificou quatro pontos como essenciais de sua eventual gestão à frente do BC:

- a inclusão, que, segundo ele, significa facilidade de acesso ao mercado a investidores e tomadores, nacionais e estrangeiros, pequenos e grandes;
- a precificação adequada, garantida por instrumentos de acesso competitivo aos mercados;
- a transparência no processo de formação de preços e nas informações de mercado; e
- a educação financeira, dando estímulo para a participação de todos no mercado e para a formação de poupança.

Além de Campos Neto, também passaram por sabatina na CAE, com posterior aprovação no colegiado e em plenário, as indicações de Bruno Serra Fernandes e João Manoel Pinho de Mello para a diretoria do Banco Central. O mesmo se deu em relação à indicação de Flávia Martins Sant'Anna Perlingeiro para a diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As nomeações serão devidamente publicadas no Diário Oficial da União (DOU), como exige a legislação pertinente.

 

Metade do ministério de Bolsonaro vem de família de políticos ou militares

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!