Líder do PSDB reage a recuo de Lira em relatoria sobre prisão de Silveira: “Perplexo”

O líder do PSDB na Câmara, Rodrigo de Castro (MG), disse que o partido ficou surpreso com a decisão do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), de mudar quem relatará a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). "Está todo mundo perplexo sem entender o que aconteceu", afirmou o mineiro ao Congresso em Foco.

No final da tarde de quinta-feira (18), Lira comunicou a líderes a escolha de Carlos Sampaio (PSDB-SP) para dar o parecer sobre o caso, mas na manhã desta sexta-feira (19), a deputada Magda Mofatto (PL-GO) foi a designada.

"Os líderes chegaram a serem comunicados informalmente. Houve inclusive a ligação de Arthur para Carlos Sampaio comunicando que ele seria o relator", declarou Castro.

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O site ouviu um deputado que acredita que o fato de o PSDB ter antecipado uma posição pela manutenção da prisão de Silveira contribuiu para que o relatório fosse dado a outro partido.

"Na hora lá o Paulo Pimenta [do PT] chegou a se oferecer para ser [o relator], mas na hora ele entendeu que PT contra PSL fica um negócio muito agressivo. Chegou-se ao nome do Carlão entre os líderes. [Lira] Ligou para o Carlão, comunicou que ele ia ser", disse o líder tucano.

Castro afirmou que vai conversar com Lira nesta sexta para entender a mudança, mas disse que não há crise entre PSDB e o presidente da Câmara. "Claro que a gente quer entender o que aconteceu, mas não tem crise de jeito nenhum".

Após a votação da prisão de Silveira, que deve ser pela manutenção do encarceramento do deputado que pregou o fechamento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso , a Câmara continuará a analisar o caso, mas em outra frente, a que pede a cassação do mandato do deputado do PSL no Conselho de Ética.

Rodrigo de Castro acredita que o caso do deputado não vai tomar mais o foco da Casa e que matérias como o auxílio emergencial terão espaço para avançar. "Não, com certeza, não. Vai ser uma questão que vai movimentar bem a imprensa porque, como é cedo, o assunto ainda vai estar na pauta, mas na Câmara não vai afetar muito, não", disse o tucano.

"O governo ficou de encaminhar uma proposta agora já nos próximos dias, uma proposta do governo sobre auxílio emergencial, ninguém discute mais se vai ter ou não, agora é como será", afirmou o mineiro.

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