Presidente da CPI das Fake News pede suspensão do prazo da comissão

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI mista) das Fake News, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), pediu nesta segunda-feira (13), para que o prazo de vigência da comissão investigativa só comece a ser contado após o retorno das sessões presenciais no Congresso. Segundo o senador, a comissão terá seus trabalhos prejudicados caso esse pedido não seja aceito.

"A CPMI tem um prazo de validade, então se nós não suspendermos esse prazo agora, que começa hoje, pode ser que essa crise dure três ou quatro meses e a comissão ficará prejudicada", disse o Ângelo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Conforme antecipado pelo Congresso em Foco, os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News foram prorrogados até o final de outubro. A comissão está parada desde 17 de março, quando teve reuniões canceladas em virtude das limitações de acesso ao Congresso Nacional devido à pandemia do novo coronavírus.

Nesta segunda, por tanto, começa a contar o prazo de 180 dias para o encerramento dos trabalhos da comissão. Por isso, o presidente do colegiado solicitou a suspensão enquanto durar a pandemia.

"Caso vossa excelência indefira minha questão de ordem, então que vossa excelência dote a comissão de infraestrutura básica para que possamos fazer as oitivas, para que possamos votar os requerimentos, porque o que não podemos, senhor presidente, é deixar que essa CPMI acabar em pizza. Nós estamos lidando com a pandemia de notícias falsas, de desinformações, de pessoas criminosas, que levam notícias falsas", disse Ângelo ao presidente do Congresso.

Davi Alcolumbre acolheu a questão de ordem do senador, ou seja, aceitou analisar o pedido. "Recolho a questão de ordem de vossa excelência e responderei oportunamente", disse o presidente.

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