PDT define relatório sobre punição a Tabata e mais sete no próximo dia 22

O PDT vai definir o relatório com a punição para os oito dissidentes do partido que votaram pela reforma da Previdência na próxima terça-feira (22). Depois de definido o parecer ainda precisa ser avaliado pelo Diretório Nacional do partido em outra reunião.

A informação foi dada pelo líder do PDT na Câmara dos Deputados, André Figueiredo (CE), ao Congresso em Foco.

"A reunião da Executiva Nacional com a Comissão de Ética pra tratar do assunto será próxima terça dia 22. Marcado há 15 dias", afirmou o deputado.

Em entrevista na noite de segunda-feira (14) ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Tabata acusou o PDT de não permitir que ela participasse de comissões na Câmara e afirmou que para participar de uma teve que pedir ao PTB, que forma bloco com o PDT.

André Figueiredo nega que isso aconteça e afirmou que Tabata se isolou do partido e solicitou a participação em comissões a outras siglas antes de falar com o PDT.

"Ao alegar que está impossibilitada de participar de comissões, não é verdade, ela não foi retirada de nenhuma comissão. Ao dizer que teve que pedir para outros partidos para ser indicada para comissão especial, para ser indicada em comissão geral, tem aqui nos registros da Câmara que ela pediu primeiro para os outros partidos antes de indagar se poderia vir pelo PDT".

O líder do PDT afirmou que ser contra a reforma da Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro é "quase uma cláusula pétrea" da legenda:

"Tanto que em várias outras comissões o PDT indicou um dos quatro que estavam naquele rol dos oito inicialmente. Essa questão de dizer que o mandato está sendo cerceado não é verdade, o único espaço que ela perdeu foi a vice-liderança do partido, até porque seria completamente incongruente um parlamentar que discrepa de uma questão é quase cláusula pétrea do partido continuar como vice-líder"

Tabata Amaral (PDT-SP) e mais seis deputados dissidentes do PDT e do PSB vão pedir no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reivindicar seus mandatos.

A ideia é pedir à Justiça para sair de seus partidos sem perder o mandato e, assim, retomar as atividades parlamentares que foram suspensas pelo PDT e pelo PSB desde que esses deputados decidiram votar a favor da reforma da Previdência.

Além de Tabata, vão entrar com uma ação no TSE, os deputados Jefferson Campos (PSB-SP), Felipe Rigoni (PSB-ES), Rodrigo Coelho (PSB-SC), Flávio Nogueira (PDT-PI), Marlon Santos (PDT-RS) e Gil Cutrim (PDT-MA).

Sobre isso, o líder do PDT afirmou que o partido vai atuar no sentido de contrário, no entendimento de que o mandato pertence ao partido e não há justa causa no pedido dos quatro deputados do PDT.

"O PDT em todas as instâncias vai lutar para que o mandato de parlamentares eleitos pela sua legenda continue com o partido e inclusive advogamos isso para todos os partidos políticos. Evidentemente que ao aprovar a legislação abrimos a possibilidade que se advogasse a justa causa como forma de permitir que deputados saíssem do partido".

E completou:

"Isso não aconteceu em nenhum momento, os parlamentares que votaram à favor da reforma da Previdência discreparam a orientação partidária, os quatro parlamentares que entraram com essa ação no TSE, eles basicamente não acompanharam mais o partido em nenhuma das votações que sucederam a reforma da Previdência, não frequentaram mais a liderança do partido. Diferentemente dos quatro que mesmo tendo discrepado da orientação partidária, participaram normalmente das reuniões, frequentam a liderança e deram demonstração que querem continuar no partido".

Os outros quatro deputados que votaram pela reforma, mas que não entraram com a ação no TSE são Silvia Cristina (RO),  Subtenente Gonzaga (MG), Alex Santana (BA) e  Jesus Sérgio (AC).

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