“Nada é distribuído”, diz Onyx sobre recriação de ministérios e informações de alocação de aliados

Ao deixar a Câmara após acompanhar uma audiência pública na comissão especial que analisa a reforma da Previdência na tarde desta quarta-feira (8), o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, negou que haja qualquer intenção do governo de fazer uma distribuição de cargos com o desmembramento do Ministério do Desenvolvimento Regional em duas pastas: Cidades e Integração Nacional.

"Na avaliação do governo, do presidente [Jair Bolsonaro], se resolveu acatar essa possbilidade, porque haviam algumas sobreposições entre o Ministério das Cidades e da Integração Nacional. São universos diferentes. Um ministério cuida da questão urbana. Outro cuida da questão dos estados e das diferentes questões que existem no país e nos pareceu mais adequado", disse Onyx.

A recriação dos ministérios está prevista no relatorio do senador Fernando Bezerra (MDB-PE), que relata a Medida Provisória 870, da reforma administrativa.

Nos bastidores do Congresso, o que se diz que é uma das pastas será destinada a um nome próximo ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a outra, a indicado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Isso vai de encontro à política adotada até o momento pelo presidente Jair Bolsonaro que se sempre se mostrou contrário à política do "toma lá, dá cá" e evitou indicações vindas de aliados e partidárias ao montar seu ministeriado. A mudança de atitude, porém, teria vindo, conforme cinculam nos corredores, devido às chances de ver a reforma da Previdência naufragar.

Apesar de dividir o Desenvolvimento Regional em dois, a Jair Bolsonaro seguirá com 22 ministérios. De acordo com Fernando Bezerra, há acordos com a Câmara para que os deputados votem projeto que dê autonomia ao Banco Central, tirando assim o status de ministério da autarquia.

A comissão especial formada por deputados e senadores debateu a proposta nesta quarta-feira (8) e retoma as discussões na manhã desta quinta (9). Após a análise no colegiado, a MP ainda precisa ser analisada nos plenários da Câmara e do Senado até o dia 3 de junho para não perder a validade.

 

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