Maia busca PSL, ala do Centrão e oposição para definir sucessão na Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reforçou nesta semana as articulações para definir como seu grupo político vai atuar nas eleições para a sua sucessão no comando da Câmara em 2021.

Na terça-feira (17), Maia esteve no apartamento funcional do deputado João Roma (Republicanos-BA), que comemorou o aniversário. Além de Maia, outros convidados foram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), e o presidente do DEM, ACM Neto.

O Congresso em Foco ouviu de um dos participantes do evento que disse nada ter sido definido sobre quem vai ser candidato do grupo de Maia. Da mesma ala são pré-candidatos à presidência da Câmara os deputados Baleia Rossi (MDB-SP), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Marcos Pereira (Republicanos-SP) e Luciano Bivar (PSL-PE).

Baleia tem sido mais privilegiado por Maia e o acompanha em eventos, como o que selou a reaproximação entre o presidente da Câmara e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Após as eleições municipais de segundo turno, Maia vai reunir Baleia, Bivar, Aguinaldo e Pereira para tentar definir qual vai ser o candidato, para que comece em janeiro a campanha para a presidência da Câmara. Um encontro foi articulado na semana passada, mas acabou não acontecendo por conta do foco no pleito municipal.

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A tendência é que os deputados que forem preteridos na candidatura à presidência tenham outros cargos na mesa diretora. Hoje, Pereira e Bivar, que apoiaram Maia em 2019, são o primeiro e segundo vice-presidentes respectivamente da Câmara.

O site ouviu de um integrante do Republicanos que o partido hoje é mais próximo de Maia do que do líder do PP, Arthur Lira (PP-AL), que também tenta ser presidente da Câmara, mas atuando como um candidato do governo de Jair Bolsonaro.

Apesar disso, o Republicanos tende a ficar mais próximo de Lira em algumas disputas, como a que envolve o comando da Comissão Mista do Orçamento (CMO). O grupo de Maia quer Elmar Nascimento (DEM-BA) na presidência da comissão, já o de Lira quer a deputada Flávia Arruda (PL-DF). O Republicanos não endossa abertamente a escolha de Flávia, mas acredita que Elmar tem atropelado o debate e que exige um cargo sem acordo para que seja seu.

Em outro movimento, Maia tem procurado a oposição, que representa pouco mais de 100 votos e pode ser uma ala fiel da balança na disputa entre o grupo governista e o de Maia. O presidente da Câmara reuniu deputados do PDT, PSB, PT, Rede, PCdoB e Psol na quarta-feira (19) para ouvir as demandas de pauta do grupo até o final do ano.

Os líderes da oposição, André Figueiredo (PDT-CE), e da minoria, José Guimarães (PT-CE), disseram ainda não haver definição sobre se os partidos de esquerda e centro-esquerda vão ter candidatos próprios ou se vão apoiar alguém do grupo de Maia. Os deputados desse campo vão esperar o fim do segundo turno das eleições municipais para definirem a estratégia para o pleito interno da Câmara.

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