Maia ganha apoio do PPS, mas acordo com o PSL cria atritos com outros aliados

Um dia depois de receber o apoio do PSL e do PRB, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ganhou mais uma adesão nesta quinta-feira (3) e ampliou o seu favoritismo. Com uma bancada eleita de oito deputados, o PPS também anunciou apoio à reeleição de Maia. Agora, a lista de legendas que tendem a acompanhar o deputado do DEM subiu para 13. Juntos, somam mais de 300 parlamentares. Mas o acordo com partido do presidente Jair Bolsonaro pode provocar dissidências.

Além do PPS, do PSL e do PRB, PSD, PR, PSB, PSDB, DEM, PDT, SD, PR, Podemos e PCdoB já sinalizaram – nem todos oficialmente– aliança com o atual presidente da Câmara para o seu terceiro mandato consecutivo.

Até o PT indicava disposição de integrar o bloco de Maia. Mas já comunicou que desistiu da ideia depois da adesão do PSL. Também insatisfeitos, o PDT e o PSB podem tomar o mesmo rumo.

Presidente do PSL anuncia apoio do partido à reeleição de Rodrigo Maia na Câmara

Estreante, o deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ), anunciou nesta quinta que vai enfrentar Rodrigo Maia para contrapor com uma “agenda social” a pauta econômica liberal abraçada pelo atual presidente da Câmara e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

O líder do PPS na Câmara, deputado Alex Manente (PPS-SP), defende que Maia é “equilibrado e possui todos os requisitos” para permanecer no cargo. “Ele assumiu a presidência da Câmara em um momento delicado, com a autorização do processo de impeachment de Dilma pela Casa e substituindo Eduardo Cunha”, justifica.

Alexandre Frota negociou apoio do PSL a Rodrigo Maia

Pelo acordo feito ontem, Maia prometeu o comando das comissões de Constituição (CCJ) e Finanças e Tributação, as mais poderosas da Casa, para o PSL, que também deverá ficar com um cargo na Mesa. A vice-presidência foi oferecida ao presidente do PRB, Marcos Pereira (SP). Com isso, o deputado João Campos (PRB-GO), candidato da bancada evangélica e próximo a Bolsonaro, desistiu de sua candidatura.

Outros nomes seguem em campanha, como Fábio Ramalho (MDB-MG), atual primeiro vice-presidente da Câmara, e os deputados Alceu Moreira (MDB-RS), JHC (PSB-AL) e Capitão Augusto (PR-SP). A eleição da Mesa Diretora ocorrerá em 1º de fevereiro, mesmo dia em que os parlamentares serão empossados para quatro anos de mandato. Considerado o nome mais forte entre esses, Fábio Ramalho diz que o apoio do PSL a Maia não o preocupa: "Tudo pode ocorrer até amanhã do dia da eleição".

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