Maia é pressionado no Twitter para dar andamento a impeachment de Bolsonaro

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está sofrendo pressão nas redes sociais para colocar em apreciação do Plenário um dos 51 pedidos de impeachment protocolados na Casa contra Jair Bolsonaro. A #AceitaMaia está entre os assuntos mais comentados do Twitter.

Na última terça-feira (14), representantes de movimentos sociais, de centrais sindicais e de partidos de oposição se reuniram no gramado em frente ao Palácio do Congresso para divulgar mais um documento pedindo pelo afastamento do presidente. O pedido é assinado por artistas, intelectuais e movimentos sociais.

Um dos maiores entraves para o desenrolar desses pedidos está no apoio que Bolsonaro tem tido do Centrão. O presidente tem distribuído cargos no governo para o grupo. Nas últimas semanas ele chegou a criar um novo ministério, o das Comunicações. "Bolsonaro está comprando os partidos para não ter votação pelo impeachment", afirmou o senador Major Olimpio (PSL-SP) em entrevista à revista Época nesta quarta.

A líder do Psol na Câmara, Fernanda Melchionna (RS), afirmou em publicação no Twitter que tirar "Bolsonaro do poder é medida emergencial no combate à covid-19 no Brasil. Tanto por sua política genocida quanto pela sua agenda privatista, que só aprofunda crise econômica e desigualdade social. Não se pode normalizar a extrema-direita, é preciso derrotá-la! #AceitaMaia"

Junto à Melchionna, estão mais de nove mil publicações de pessoas anônimas na rede social que pedem pela saída do presidente.

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