Lista de hackeados tem Bolsonaro, Maia, Alcolumbre e Dodge

Aumenta a lista de autoridades que foram alvo do grupo de hackers preso pela Operação Spoofing, deflagrada na terça-feira (23) pela Polícia Federal. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), estão entre os mais de mil celulares hackeados. Maia e Alcolumbre desconheciam a invasão.

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Pelas redes sociais, a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), anunciou a ação dos hackers contra os políticos. “Confirmado: presidente da Câmara e ministros do STF também foram hackeados. A PF irá notificar todas as vítimas do grupo criminoso”, avisou Joice. “O presidente do Senado também está entre as vítimas. A República do Brasil foi hackeada”, acrescentou a deputada.

No fim de semana, Joice Hassselmann também disse que teve o celular hackeado. Ainda não se sabe, contudo, se ela foi alvo do mesmo grupo de hackers que invadiu os celulares de Maia, Alcolumbre, do presidente Jair Bolsonaro e dos ministros Sergio Moro e Paulo Guedes.

Por nota, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que "não utiliza o aplicativo Telegram e que teve conhecimento de um suposto hackeamento pela imprensa".

Informações divulgadas na tarde desta quinta-feira (25) indicam que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o presidente do Superior Tribunal de Justiça, João Noronha, são outras autoridades públicas hackeadas pelo grupo preso.

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Procurada pela reportagem, a Polícia Federal, contudo, não confirmou o rastreamento dos políticos. A corporação alegou que não comenta investigação em curso. Mas o Ministério da Justiça garantiu que todos as vítimas dos hackers serão informadas do ataque. "As centenas de vítimas, autoridades ou não, que tiveram a sua privacidade violada por meio de crime, serão identificadas e comunicadas pela Polícia Federal ou pelo MJSP", escreveu o ministro Sergio Moro.

No Twitter, Moro disse ainda que a Polícia Federal vai corrigir as vulnerabilidades que permitiram os hackers invadirem o celular de tantas autoridades. "Pelo apurado, ninguém foi hackeado por falta de cautela. Não se exigia nenhuma ação da vítima. Não havia sistema de proteção hábil. Há uma vulnerabilidade detectada e que será corrigida graças à investigação da Polícia Federal", afirmou Moro.

Operação Spoofing

Autorizada pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, a Operação Spoofing iniciou com a investigação da invasão do celular do ministro Sergio Moro, do coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, o procurador Deltan Dallagnol. No processo, a polícia descobriu outros alvos dos hackers.

Pelas redes sociais, Moro parabenizou a Polícia Federal pela investigação que acabou com a prisão dos hackers que invadiram seu celular. Ele admitiu, porém, que é preocupante o alcance das atividades dos hackers. Além dele, o ministro da Economia, Paulo Guedes, também foi alvo do grupo, segundo suspeita da Polícia Federal.

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