Juíza Selma diz que sofreu perseguição política ao ter mandato cassado

A Juíza Selma (Podemos-MT) disse que sofreu perseguição política no processo que culminou com a cassação do seu mandato no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nessa terça-feira (10). Ela acredita que "sofreu as consequências pelas ações desempenhadas durante sua atuação na magistratura de Mato Grosso", onde condenou políticos e empresários corruptos e, por isso, acabou ganhando o apelido de "Moro de saia". A senadora pediu, então, para os colegas parlamentares continuarem lutando contra a corrupção no Congresso.

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"A senadora agradece a todos os parlamentares e seguidores das suas redes que prestaram apoio e solidariedade nesse momento, principalmente, àqueles que compreendem que nesse processo ela foi alvo de perseguições políticas, e, por ter sido eleita, sofreu as consequências pelas ações desempenhadas durante sua atuação na magistratura de Mato Grosso", informou a assessoria da Juíza Selma em nota divulgada após o julgamento do TSE.

A nota ainda diz que "apesar das vontades políticas terem prevalecido no seu julgamento, a parlamentar acredita que o resultado traz uma lição muito importante sobre a necessidade da luta diária para livrar o País de corruptos". E conclui: "A senadora Juíza Selma recebeu a notícia sobre sua cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com equilíbrio, respeito e serenidade, mas com a convicção de que, mesmo diante de tudo, ela e todos que defendem o combate à corrupção saíram vitoriosos".

A Juíza Selma, que se elegeu para o seu primeiro cargo eletivo no ano passado pelo PSL em cima do discurso de combate à corrupção e em meados deste ano trocou o partido do presidente Jair Bolsonaro pelo Podemos por ter discutido com o senador Flávio Bolsonaro sobre a possibilidade de instalação da CPI da Lava Toga, foi condenada por abuso de poder econômico e caixa dois nas eleições do ano passado.

Ela e os seus dois suplentes já tinham tido o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Mato Grosso em abril pela omissão de R$ 1,2 milhão na prestação de contas da campanha do ano passado. E essa cassação foi confirmada na noite dessa terça-feira (10) pelo TSE. A decisão será informada oficialmente à Mesa do Senado, que é comandada por Davi Alcolumbre (DEM-AP) e deve efetivar a perda de mandato da Juíza Selma e de seus dois suplentes nos próximos das. Mesmo depois disso, ela pode recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal (STF).

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