Jornalista demitido por caixinha esclarece processo a que responde

Colaborador eventual de uma rádio, jornalista apresentou-se como chefe da sucursal

O jornalista Humberto Azevedo, que processa o PSC por ter sido demitido porque se recusou a pagar a caixinha exigida pelo deputado Zequinha Marinho (PSC-PA), divulgou nota em que esclarece processo movido contra ele por uso de documento falso. Em nota divulgada ontem (8), Zequinha Marinho diz que a demissão de Humberto não se deu “apenas” pela recusa em pagar a caixinha, mas também por conta do processo.

O processo contra Humberto Azevedo é movido pelo Senado, e diz respeito a um pedido de credenciamento para atuar como jornalista. Humberto explica que, na época, ele prestava assessoria ao então deputado João Almeida (PSDB-BA) e, eventualmente, fazia colaborações para dois veículos, o Portal Mhario Lincoln e a Rádio Difusora Santarritense, da cidade mineira de Santa Rita do Sapucaí.

Em busca de obter uma credencial para atuar como jornalista no Senado, Humberto perguntou ao então proprietário da Rádio Difusora Santarritense, Carlos Roberto Brandão, se podia se apresentar como funcionário da rádio. Carlos Roberto autorizou, e Humberto apresentou papéis ao Senado pedindo credenciamento, em que se apresentava como chefe da sucursal da rádio. Ocorre que o jornalista não tinha qualquer vínculo empregatício com a rádio. O Senado, então, apresentou queixa contra ele por uso de documento falso. “Agi de maneira inadvertida, que hoje lamento profundamente e da qual me arrependo tremendamente”, diz Humberto.

De qualquer modo, o jornalista defende-se do processo. Na sua defesa, Carlos Roberto Brandão declara que, apesar da falta de vínculo empregatício, de fato autorizou-o a se credenciar pela rádio. Os advogados de Humberto declaram que ele agiu de boa fé e que o caso não gerava nenhum tipo de prejuízo para o Senado, uma vez que Humberto efetivamente era jornalista, atuando inclusive eventualmente para a própria rádio.

Leia a nota:

“Vou tentar explicar rapidamente o assunto: Quando assessor do João Almeida (PSDB-BA) fazia trabalhos colaborativos (sem nenhuma remuneração) para meu blog, para o Portal Mhário Lincoln e alguns para a Rádio Difusora Santarritense.

Para obter um credenciamento de jornalista junto ao Senado, agi de maneira inadevertida que hoje lamento profundamente e no qual me arrependo tremendamente.

Minha defesa no processo explica bem o que aconteceu

Em resposta à Nota Oficial do Sr. deputado Zequinha Marinho (PSC-PA), tenho a dizer que a ação que sofro na Justiça foi movido pela minha luta para exercer a minha profissão de jornalista no Congresso Nacional voltado para levar informação - sempre de maneira voluntária - aos veículos independentes e alternativos do meu País. Bem ao contrário do referido parlamentar e de seu partido que sofre ação na Justiça por extorquir - segundo o que disse, por exemplo, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) - dinheiro de seus funcionários, de algo que é sagrado para todos os trabalhadores: o salário.”

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