Jornais: ministro também usou jato da FAB para ver jogo

'Me senti no direito de o avião me deixar onde eu quisesse ficar', diz ministro, que é primo do presidente da Câmara

Folha de S. Paulo

Ministro também usou jato da FAB para ver jogo

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho (PMDB), também usou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) no fim de semana para ir ao Rio de Janeiro assistir à final da Copa das Confederações no Maracanã.

O ministro saiu de Brasília na sexta-feira às 6h com destino a Fortaleza para cumprir agenda oficial na cidade de Nova Morada (CE). O compromisso acabou pela manhã.

Em vez de retornar a Brasília, o ministro pediu que o avião, um Learjet 35, o levasse ao Rio, onde havia programado passar o fim de semana para ver o jogo da seleção brasileira contra a Espanha.

A aeronave saiu às 14h de sexta de Fortaleza e chegou às 17h no Rio. Em entrevista à Folha, Garibaldi contou que deu carona a um amigo, o empresário Glauber Gentil. Ambos viajaram num avião que comporta 10 passageiros.

"Eu não iria passar o fim de semana em Natal [terra do ministro]. Se fosse voltar para Brasília, teria optado por lá. Mas havia programado ir ao Rio. Fui para passar o fim de semana e ver o jogo", disse.

"Me senti no direito de o avião me deixar onde eu quisesse ficar", afirmou o ministro. "Já fiz isso outras vezes, porque na volta fico sempre no destino que eu me programei. Pedi com antecedência, senão ministro entra na fila."

Rejeição de aliados força Dilma a adiar plebiscito

Pressionado pelos partidos de sua base aliada, o governo Dilma Rousseff desistiu de trabalhar para que o Congresso convoque um plebiscito sobre a reforma do sistema político brasileiro que produza efeitos já nas eleições de 2014.

O governo agora tentará viabilizar uma consulta no ano que vem, em março ou no fim do ano, para fazer mudanças que só começariam a valer nas eleições de 2016.

A definição sobre o momento e os temas do plebiscito dependerá do Congresso Nacional, que tem a prerrogativa de elaborar o decreto legislativo sobre a consulta.

Em dez dias, esse foi o segundo recuo do Palácio do Planalto na principal proposta de Dilma para responder às manifestações de rua.

O recuo do governo foi anunciado após uma reunião pela manhã do vice-presidente Michel Temer com os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Aloizio Mercadante (Educação) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e líderes de oito partidos aliados.

Senado aprova punição a empresa corruptora

O Senado aprovou ontem projeto que pune e responsabiliza empresas que pratiquem atos de corrupção contra a administração pública.

Conhecida como "lei anticorrupção", a proposta garante o ressarcimento do prejuízo causado aos cofres públicos por atos de improbidade e estabelece multa a ser paga por empresas que cometerem as irregularidades.

O projeto vai à sanção da presidente Dilma Rousseff. A aprovação é mais uma tentativa do Congresso de responder às manifestações populares que ocorrem no país.

A proposta tramitava na Câmara desde 2010.

O Estado de S. Paulo

Temer descarta plebiscito agora; Dilma reage e ele recua

Ao dizer, ontem, que seria “impossível” realizar plebiscito sobre reforma política até outubro para que as regras possam valer para as eleições de 2014, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), provocou a ira da presidente Dilma Rousseff e viu-se obrigado a recuar.

No final da tarde, Temer distribuiu nota na qual “reafirma” que o governo “mantém a posição de que o ideal é a realização do plebiscito em data que altere o sistema político-eleitoral já nas eleições de 2014”. Nesse clima, o governo começou a buscar saídas para viabilizar sua proposta. Durante viagem oficial à Bahia, e após saber das declarações de Temer, Dilma voltou a defender o plebiscito: “Não sou daquelas que acreditam que o povo é incapaz de entender (o plebiscito) porque as perguntas são complicadas”.

No PMDB, a bancada do Senado uniu-se à da Câmara, contrária ao plebiscito, e passou a defender mudanças no sistema político e eleitoral que contrariam as sugestões apresentadas pela presidente. (Págs. 1 e Política A4 a A6)

Direto da Fonte: Delta abre construtora e já participa de licitações

A construtora Delta criou empresa para participar de licitações. A Técnica Construção funciona no endereço da Delta, em São Paulo, com 19 funcionários. E disputa pelo menos duas concorrências do governo Geraldo Alckmin (PSDB). Concorrentes acusam Fernando Cavendish de manobrar para tentar burlar norma que proíbe a Delta de participar de obras públicas. A direção da Técnica diz que a empresa nasceu com porte para cumprir condições de mercado. (Págs. 1 e Caderno 2, C2)

Aprovado projeto que pune empresa
O Senado aprovou projeto que pune e responsabiliza empresas por corrupção. O texto fixa multa e prevê ressarcimento aos cofres públicos. (Págs. 1 e Política A9)

Tesouro agora prega controle dos gastos
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou ontem ao Broadcast que a estratégia de política fiscal do governo federal passou a ser, principalmente, a de derrubar a inflação. “Nossa definição, hoje, é perseguir a meta fiscal de 2,3% do PIB, e ela veio a partir da avaliação da inflação e da situação econômica”, disse o secretário do Tesouro. (Págs. 1 e Economia B1)

Cade investiga cartel em licitação de trem e metrô
A Polícia Federal e o Cade estão investigando 13 empresas pela suspeita de formação de cartel nas concorrências para manutenção do Metrô de Brasília e em ao menos cinco licitações em São Paulo, entre Metrô e CPTM. Até as 21h30 de ontem, o Metrô não tinha se manifestado. (Págs. 1 e Metrópole A16)

O Globo

Depois dos protestos: Temer derruba plebiscito e, sob pressão, volta atrás

Após discurso de Dilma afirmando que consulta popular reforça democracia, vice-presidente admite que mudanças vigorem para as eleições de 2014.

Num dia de declarações contraditórias, o vice-presidente Michel Temer afirmou, após reunião com líderes aliados, que seria impossível realizar o plebiscito da reforma política a tempo de valer para 2014. Mas, na Bahia, a presidente Dilma reforçou a importância da medida como uma resposta às ruas e disse que o povo sabe decidir. Temer foi forçado a reafirmar o compromisso do governo com a consulta ainda este ano. Os aliados reiteram que o tempo é curto e querem que a reforma seja feita pelo Congresso — embora projetos semelhantes tenham emperrado. O PT voltou a defender a ideia de uma Assembleia Constituinte.

Temer após reunião de líderes, ao meio-dia:
“Embora fosse desejável (o plebiscito), não é possível aplicarem 2014.”

Dilma em discurso na Bahia, às 14h30m:
“Não sou daqueles que acreditam que o povo é incapaz de entender porque as perguntas são complicadas.”

Nota de Temer às 16h30m:
"O governo mantém a posição de que o ideal é a realização do plebiscito em data que altere o sistema político-eleitoral já nas eleições de 2014."(Págs. 1 e 3 a 6)

Dez mortos em bloqueios nas rodovias
Um caminhoneiro autônomo foi assassinado com uma pedrada após furar bloqueio de motoristas de caminhão no trecho gaúcho da BR 116. Pouco antes, ele tinha sido agredido por caminhoneiros após ser obrigado a parar, e estava sendo escoltado por patrulheiros rodoviários em busca de socorro. Nélio Botelho, que comandou o bloqueio das estradas, foi intimado pela PF a depor. Nove pessoas morreram em dois acidentes, na Bahia e em Minas', causados por interdições em rodovias durante manifestações. (Págs. 1 e 9 e 10)

Ônibus: tarifa subiu 67% em 12 anos
Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que as tarifas de ônibus no país aumentaram, em média, 67% acima da inflação de 2000 a 2012. (Págs. 1 e 7)

Empresas 'X': Reestruturação puxa ações do grupo de Eike
A confirmação de que a empresa MPX, de energia, ganhará aporte de R$ 800 milhões, iniciando uma reestruturação que deve atingir outras companhias "X”, animou investidores e puxou a Bolsa, em dia de feriado nos EUA, com os mercados lá fechados. As ações da MPX subiram 10,2% e influenciaram outras companhias do grupo: a OGX subiu 20,5% e a MMX, 8,5%. (Págs. 1 e 25 a 27 e Flávia Oliveira)

Energia suja: País volta a ter térmicas a carvão
Com a demora na concessão de licenças ambientais para novas hidroelétricas, o governo fará leilão de usinas térmicas a carvão, altamente poluidoras, o que não acontecia desde 2008. (Págs. 1 e 28)

Correio Braziliense

Dividido, governo enfraquece ainda mais o plebiscito

Esvaziada pelo Congresso, a proposta de consulta popular não encontra consenso nem mesmo no Planalto. Após encontro com líderes aliados, o vice-presidente reconheceu que os prazos eram curtos e que as mudanças poderiam não ocorrer em 2014. À tarde, no entanto, ele teve que recuar, pressionado por um discurso de Dilma. A indefinição já provoca atritos internos até no PT. (Págs. 1, 2 a 5 e Nas Entrelinhas, 4)

Derrocada de Eike arrasta investidores
A crise do império do bilionário causou prejuízos na bolsa de valores e prejudicou milhares de poupadores. O empresário perdeu uma fortuna de US$31 bilhões, mas ainda tem US$ 2,9 bilhões de patrimônio. (Págs. 1 e 6)

Cinco mortes e prejuízos nas estradas
Mesmo após o desbloqueio das rodovias, a greve dos caminhoneiros teve ontem o dia mais violento, com um grave acidente na Bahia e agressões no Sul. Em muitas cidades, há desabastecimento.(Págs. 1 e 11)

Valor Econômico

Bônus de R$ 15 bi no pré-sal visa ganhos de curto prazo
O governo fixou em R$ 15 bilhões o bônus de assinatura do campo de Libra e em 40% o percentual mínimo que caberá à União do excedente em óleo que for produzido na área. A combinação dessas duas regras indica, para especialistas no setor, a escolha de ganhos de curto prazo neste primeiro leilão das áreas do pré-sal no modelo de partilha de produção.

Os R$ 15 bilhões vão ajudar o governo a compor o superávit fiscal primário deste ano - o valor representa, sozinho, 14% da meta que o governo central prometeu cumprir, sem nenhum desconto. "Prevaleceu a necessidade de curto prazo (do país)", disse Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). O ex-diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e presidente da J Forman Consultoria, John Forman, concorda. Para ele, a intenção principal do governo não está sendo o crescimento da exploração de petróleo e sim a geração de caixa para cumprir as necessidades de curto prazo no cenário macroeconômico. (Págs. 1 e A2)

Arno defende uso de lucro do BNDES
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse ao Valor que a distribuição de todo o lucro do BNDES como dividendos pagos ao Tesouro é prática usual e que ocorreu em diversos anos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A capitalização de instituições financeiras federais e de empresa pública por meio de emissão de títulos, segundo o secretário, também foi feita no passado. Ele citou o caso da empresa Emgea, criada em 2001. "Isso tem sido feito e não há nenhum problema", disse Arno, que vem sendo criticado pelo uso de contabilidade criativa na contas públicas. (Págs. 1 e A4)

Alta do dólar ajuda o país e a JBS, afirma Wesley Batista
A alta do dólar é "ótima" para o Brasil e para a JBS e é um movimento que vai persistir pelos próximos anos, disse o presidente da empresa, Wesley Batista, ao Valor. Para ele, "entramos num ciclo de valorização do dólar", reflexo da recuperação da economia americana, depois de 10 anos de perda de valor da sua moeda.

A JBS aproveitou justamente o período em que o dólar estava fraco e comprou empresas nos EUA. Com isso, 65% das suas receitas são em dólar (incluindo as exportações a partir do Brasil) - um dado favorável em tempos de valorização da moeda americana. O impacto do câmbio na dívida em dólar, o que no caso da JBS alcança 70% do endividamento líquido, não preocupa o presidente da JBS. "Temos política de hedge". (Págs. 1 e B14)

Reforma ministerial é 'iminente'
As mudanças no primeiro escalão do governo federal estão "maduras", segundo relatos de auxiliares próximos da presidente Dilma Rousseff. Embora não exista uma data-limite para a reforma ministerial, as alterações são "iminentes", informa-se nos bastidores do governo, e deve incluir a área econômica. Auxiliar de Dilma resume a conjuntura: "Se fosse uma gravidez, [a mudança no ministério] teria entrado no 9º mês".

O que move a presidente a acelerar o desfecho dessas trocas cogitadas há muito tempo, informam esses relatos, é sua "preocupação" com a situação da economia e as relações políticas com o Congresso e os movimentos sociais. É quase certa uma mexida na equipe econômica. Nela, uma mudança que não era esperada surgiu ontem: o ministro Paulo Bernardo, hoje no Ministério das Comunicações, pode voltar a ocupar o Planejamento em substituição à ministra Míriam Belchior. (Págs. 1 e A6)

Subsídio ao transporte público
No último ano fiscal, o custo do transporte público em Londres foi de € 9,3 bilhões e os subsídios governamentais chegaram a € 4,6 bilhões. Em São Paulo, a taxa de subsídio é de 20%. (Págs. 1 e A5)

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