Guedes minimiza “desacertos” na pandemia e defende descentralização de recursos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (14) que a resposta do Brasil à pandemia de covid-19 foi “extraordinariamente ágil”. Segundo ele, já é possível apontar uma recuperação da economia em "V". Guedes citou a geração de 250 mil empregos formais no mês de agosto e minimizou divergências entre as autoridades públicas. “Apesar dos desacertos que são típicos numa situação política de estresse, a verdade é que nós reagimos muito bem.”

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O ministro citou como exemplo de articulação entre Executivo e Legislativo o auxílio emergencial. “A democracia brasileira deu uma demonstração de flexibilidade e capacidade de resposta”, disse ele em seminário virtual do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

Defensor da agenda 3D (voltada à desvinculação, desobrigação e desindexação das despesas públicas), o ministro afirmou que o Brasil está consolidando a ideia de que precisa descentralizar os recursos para estados e municípios e pontuou que os ministérios devem atuar mais como coordenadores das secretarias estaduais. “Eu acredito que nós estamos todos muito alinhados nesses eixos de transformação do Estado e de descentralização”, finalizou.

Elogios a Guedes

Presente no mesmo evento, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o ministro Paulo Guedes vem tratando das reformas do Estado e do Pacto Federativo “com muito entusiasmo”. Ele elogiou o encaminhamento da proposta de reforma administrativa e disse que o governo acertou ao separar os atuais servidores dos futuros.

“Esse enfrentamento certamente poderia gerar um conflito jurídico que nos atrasaria ou inviabilizaria”, disse o deputado. Ele pontuou que a tramitação na Câmara será acelerada após as eleições municipais para que no início do ano se tenha a reforma administrativa aprovada.

Ao defender o Pacto Federativo, Maia disse que sua importância ficou clara durante a pandemia, com o conflito sobre responsabilidades nas ações de enfrentamento à pandemia. “Devemos não apenas organizar o que é de cada ente, mas também as receitas.”

Maia deu créditos a Guedes por ter introduzido e avançado com esse debate. O deputado também voltou a defender a PEC dos gatilhos, pontuando que hoje ela gera risco ao presidente da República, que pode incorrer em crime de responsabilidade. Guedes também participa do evento realizado por videoconferência.

Guedes e Maia vinham trocando farpas públicas. Os dois se reconciliaram em jantar no início da semana passada e têm dado sinais de alinhamento na pauta econômica.

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