Fisiologismo explícito na base aliada

Ameaças e rebeliões estremeceram a relação da presidenta Dilma com partidos aliados no primeiro semestre, após um primeiro ano de lua-de-mel

Wilson Dias/ABr
Romero Jucá perdeu o cargo de eterno líder do governo

Tudo sobre a crise na base

"Não estou magoado, não estou chateado. Eu acho que a mudança na política é natural. Os cargos políticos, a gente ocupa e desocupa.”
Romero Jucá (PMDB-RR), em 13/03, após perder o cargo de líder do governo no Senado que ocupava havia 12 anos, nos governos FHC, Lula e Dilma, em meio à crise da base aliada.

"Cansei. O governo nos empurra com a barriga o tempo todo. Eu, como líder, decidi que não quero mais negociar. Resolvemos em conjunto que estamos fora do governo e se a Câmara quiser continuar com a Dilma, que o façam. "
Blairo Maggi (PR-MT), em 14/03, ao anunciar rompimento da bancada no Senado com o governo.

"Não gosto desse negócio de toma lá dá cá. Não gosto e não vou deixar que isso aconteça no meu governo."
Dilma, em entrevista à revista Veja, em 24/03, após o Senado recusar o nome indicado por ela para a ANTT.

“Essa carapuça eu não assumo, eu não aceito. Não é toma lá dá cá, é respeito de cá e de lá (...) A questão dos cargos eu não aguento mais responder, como se fosse um absurdo. Nós queremos ser sócios da gestão. Isso é legítimo entre os deputados que ganharam a eleição.”
Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), líder do PMDB na Câmara, rebatendo declarações da presidenta Dilma. Em 28/03.

As frases de um semestre de strip-tease político

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