Feliciano diz que agiu com política e não ódio ao pedir linchamento virtual

O deputado Marco Feliciano (Pode-SP) foi até a Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPI mista) das Fake News para responder à convocação apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para que ele compareça no colegiado. O deputado teve um áudio vazado, onde pede para um aliado levantar um grupo de pessoas para “espancar” o “senadorzinho”.

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Segundo o deputado e pastor Marco Feliciano, ele não incitou a ira e nem o ódio, apenas fez política. “Eu não incitei a ira, não incitei o ódio”, disse o parlamentar. “Desde que o mundo é mundo, se arregimenta pessoas para lutar a sua luta”, concluiu.

No áudio vazado, o deputado pediu para um aliado “dar um trato” no senador Randolfe nas redes sociais. “Meu querido líder Guaracy, tudo bom? Por favor, amigo, dá um abraço no pastor Jeziel. Agradece a ele por atenção, por ter saído em minha defesa. Não sou juriz igual ele (sic) , mas eu leio um pouco, né? E esse senadorzinho aí precisa de um trato, né? Se ele puder me ajudar mais… Se ele puder levantar um grupo de pessoas pra ir lá no Twitter dele ou no Facebook e espancar ele (sic) , ele começa a baixar a bola”, disse Feliciano.

O senador Randolfe Rodrigues rebateu falando da fé cristã. “O Cristo que eu conheci foi espancado, foi torturado”, iniciou o senador antes de ser interrompido por Feliciano. “E usou inclusive o chicote quando foi preciso”, afirmou o deputado. Ao ter novamente a palavra, Randolfe contra-atacou. “É isso que essa CPI está investigando, a linguagem do ódio, que não pode ser a linguagem política”, disse.

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