Eduardo Bolsonaro diz que é natural PSL tentar tirar a liderança

O líder do PSL na Câmara, Eduardo Bolsonaro (SP), disse em entrevista na Câmara dos Deputados que é natural o partido tentar expulsar ele e outros aliados de Jair Bolsonaro. "Eu considero até meio natural eles utilizarem de todos os subterfúgios judiciais para tentar me tirar a liderança", disse. "Eu só não sei no que estou prejudicando eles, mas tudo bem, né? O partido rachou", completou.

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Eduardo não confirmou se lutará para ser líder, mas deixou no ar que essa não é uma prioridade no momento. "A gente ainda vai decidir isso [a liderança]. Eu quero ter mais tempo para retomar algumas pautas domésticas", declarou.

A disputa pela liderança

A guerra interna do PSL entre bolsonaristas e bivaristas terá mais desdobramentos neste início de ano legislativo. A avaliação da deputada Carla Zambelli (PSL-SP), uma das principais defensoras de Jair Bolsonaro, é que a direção da legenda expulse ela e os deputados Carlos Jordy (PSL-RJ) e Filipe Barros (PSL-PR) nas próximas semanas.

A exclusão dos três nomes abre caminho para a ala bivarista emplacar a deputada Joice Hasselmann (SP) na liderança do partido.

“A gente sabe que para tirar o Eduardo Bolsonaro da liderança a única forma de conseguirem isso é a expulsão da gente [bolsonaristas], de alguns de nós, para voltar a ter maioria”, disse ao Congresso em Foco na sessão de abertura do Congresso nesta segunda-feira (3).

O vice-presidente nacional do PSL, deputado Júnior Bozzella (SP), citou os trâmites já abertos de punição contra os deputados que vão para o Aliança pelo Brasil.

"O processo ainda corre internamente e está sob avaliação do Conselho de Ética e depois será analisado pela Executiva Nacional e pelo Diretório Nacional do partido".

De acordo com ele, o nome bivarista para liderança continua o mesmo: “está mantido a Joice como a gente terminou o ano, era a Joice como a expectativa de ser a líder do partido”.

No início de dezembro, o comando do PSL suspendeu Eduardo e outros 13 deputados. Os bolsonaristas, no entanto, conseguiram na Justiça suspender a decisão, o que permitiu a volta do filho do presidente à liderança, cargo que ele havia perdido para Joice.

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