Deputados do PSL pedem desfiliação sem perda de mandato ao TSE

Um grupo de 25 deputados da ala bolsonarista do PSL protocolou nesta terça-feira (17) um recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a desfiliação do partido, sem a perda de mandato. A peça judicial é mais um episódio da crise interna, que dividiu o PSL em dois: aliados do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) e partidários próximos ao presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE).

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No documento elaborado pelo ex-ministro do TSE e um dos responsáveis pela criação do Aliança pela Liberdade, Admar Gonzaga , os parlamentares afirmam que sofreram "graves ameaças" e que os procedimentos disciplinares contra os deputados foram abertos "sem qualquer fundamento constitucional, legal ou estatutário".

Além disso, o recurso diz que os parlamentares foram perseguidos por pedir mais transparência dentro do PSL. "O ato de solicitação de transparência e publicidade na gestão dos recursos financeiros do PSL foi visto negativamente pelo Presidente Nacional do Partido, que começou a perseguir politicamente os requerentes e os discriminar gravemente", escreve.

Por esses motivos, não haveria "razões" para que o grupo bolsonarista permanecesse na sigla, "onde sequer podem se posicionar politicamente, devendo seguir de forma irrestrita aos comandos e ideais pessoais de Bivar".

 "Dessa forma, não há argumento que corrobore com as atitudes tomadas contra o grupo que desagrada o Partido, a não ser pelo fato de não terem estes permanecido inertes e omissos aos desvios da agremiação ao programa partidário e também com o defendido pelo partido durante o pleito eleitoral de 2018, demonstrando a atitude incongruente entre as bandeiras defendidas pelo PSL e a forma a qual administra a instituição", conclui.

O documento pede a desfiliação de Carla Zambelli (SP), Bibo Nunes (RS), Alê da Silva (MG), Aline Sleutijes (PR), Bia Kicis (DF),  Carlos Jordy (RJ), Caroline de Toni (SC), Chris Tonietto (RJ), Daniel Freitas (SC), Daniel da Silveira (RJ), Eduardo Bolsonaro (SP), Léo Motta (MG), general Girão (RN), major Fabiana (RJ), Filipe Barros (PR), Junio do Amaral (MG), Helio Lopes (RJ), coronel Chrisóstomo (RO), Luiz Ovando (MS), coronel Armando (SC), Luiz Lima (RJ), Luiz Philippe de Orléans e Bragança (SP), Márcio Labre (RJ), Sanderson (RS), major Vitor Hugo (GO).

 Liderança na Câmara

Também nesta semana, os deputados próximos ao presidente da República conseguiram uma vitória dentro do partido, ao retomar a liderança da sigla na Câmara. O posto permaneceu nas mãos da ex-líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann, por menos de uma semana, após uma decisão do partido que suspendeu 14 deputados.

A retomada do posto pelos deputados próximos ao presidente ocorreu após a 4ª vara Cível de Brasília derrubar a suspensão, entre eles o filho mais novo do militar. Com isso, o grupo que apoia o presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE), perdeu a maioria que elegeu Joice na quarta-feira passada (11).

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