Deputado quer CPI sobre os atos antidemocráticos no 7 de setembro

O deputado José Guimarães (PT-CE) encaminhou um requerimento à Câmara dos Deputados solicitando a instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os atos promovidos pelo governo Bolsonaro no dia 7 de setembro. O documento foi apresentado nesta segunda-feira (13).

Vice-líder da minoria na Casa, Guimarães pede que também seja apurado quais foram as fontes de financiamento das manifestações e se houve o alocamento de recursos públicos para promover os atos. Guimarães considera que os eventos foram pautados por ameaças antidemocráticas a ministros do Supremo Tribunal Federal e ao Congresso. Segundo ele, aconteceram em meio a um contexto de acentuada crise econômica e de queda na popularidade e nas avaliações sobre a administração de Bolsonaro.

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Para ser aceito pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o documento precisa recolher a assinatura de 171 deputados.

“Vejo como algo extremamente necessário e relevante a criação desta CPI, para que possamos investigar a fundo os atos golpistas em comemoração do Dia da Independência, com vistas a se apurar eventuais irregularidades e/ou ilegalidades. Precisamos prestar contas à população brasileira e esperar que mudanças benéficas possam surtir com os trabalhos dessa Comissão”, afirmou o deputado Guimarães.

7 de setembro

No feriado da Independência, o presidente Jair Bolsonaro discursou na Avenida Paulista e afirmou não cumprir mais as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro também atacou o sistema eleitoral, outros integrantes do STF e governadores e prefeitos que tomaram medidas de combate ao coronavírus.

"Dizer a vocês, que qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou, ele tem tempo ainda de pedir o seu boné e ir cuidar da sua vida. Ele, para nós, não existe mais."

Em nota, dois dias após os atos, o presidente recuou e disse que considera o conflito com o ministro como mero conflito de entendimento. Segundo ele, o discurso foi feiro "no calor do momento” e que sempre esteve disposto a “manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles”.

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