Deputado do PSL critica gravidez de deputada do Psol e recebe críticas na internet

A gravidez da deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ) foi usada como justificativa para um deputado do PSL atacar a esquerda e a defesa do aborto. Vice-líder do governo na Câmara, Carlos Jordy (PSL-RJ) disse nas suas redes sociais esperar que a gravidez faça a "deputada do Psol" mudar de ideia em relação ao aborto. A declaração recebeu críticas de internautas e figuras políticas que lembraram ao deputado que o fato de uma mulher ser feminista e defender a regulamentação do aborto não a proíbe de ter um filho. "Respeite o direito de decidirmos o que fazer com nosso corpo", respondeu Talíria.

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"A deputada do PSOL que vive pregando o aborto agora está grávida e decidiu ter a filha. Espero verdadeiramente que a vida que ela carrega no útero, no momento que ela der a luz, faça com que perceba o quanto estava errada enquanto defendia a morte de inocentes que são nossas consequências", escreveu Carlos Jordy no Twitter nesta quinta-feira (19).

https://twitter.com/carlosjordy/status/1207372402377809920

A declaração do deputado do PSL recebeu várias críticas. A própria Talíria respondeu o post. "Deputado, se coloque no seu lugar e aceite seu tamanho insignificante. Seu oportunismo por uma gravidez é nojento. Respeite as mulheres. Respeite minha futura filha. Respeite o direito de decidirmos o que fazer com nosso corpo", disse a deputada do Psol, que nas suas redes sociais também chamou Jordy e os internautas que o apoiaram de "pessoas medíocres".

https://twitter.com/taliriapetrone/status/1207684273496563713

As manifestações de apoio a Talíria, contudo, parecem ter sobressaído na internet. Uma das figuras públicas que manifestou apoio à deputada foi Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), que também já foi criticada por comparecer a eventos políticos com a filha pequena. "Querida Talíria, siga seu caminho de lutas por sua filha e por todas as mulheres. Siga sabendo que nós lutamos para que nossas filhas - e os filhos desses homens pequenos como esse deputado - vivam em um mundo de paz, liberdade, justiça social e igualdade", disse Manuela.

A ex-deputada ainda afirmou que eles, os agressores, fazem isso porque imaginam as mulheres como seres frágeis. "Isso revela, na verdade, muito sobre eles: eles são cruéis, adoradores de torturadores, são seres sem empatia", disse Manuela, que pediu para Talíria ter força dizendo que ela, enquanto mulher empoderada, poderia inspirar outras mulheres que sofrem constrangimentos semelhantes.

Veja o que Manuela falou:

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