Davi diz que em 20 ou 30 dias pode haver novo esforço concentrado

“Eu acho que, dependendo do andamento dessa semana – que eu estou muito esperançoso que vai dar muito certo –, a gente pode novamente marcar para daqui a 20 ou 30 dias outro esforço concentrado para a gente deliberar outras matérias”, disse o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), nesta terça-feira (22). Segundo ele, na próxima sessão poderão ser votados os indicados para presidir as agências reguladoras.

Por conta da pandemia do coronavírus, que dificulta a realização de sessões presenciais, há um acúmulo de indicações que precisam ser confirmadas pelos senadores. Importantes cargos de chefia de agências reguladoras estão sem nome definitivo e são ocupados por interinos, conforme mostrado pelo Congresso em Foco em julho. Os nomes dos diretores são escolhidos pelo presidente da República e precisam ser confirmados pelo Senado.

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“A gente precisava dar uma resposta para essa questão internacional das embaixadas”, disse Davi sobre as indicações de autoridades. Como essas votações devem ocorrer por voto secreto, a sessão teve que ser presencial. Ele lembrou que o retorno dos trabalhos legislativos na Casa foi adiado pela situação de pandemia no país e pela disseminação da covid-19 em Brasília.

“O Senado da República foi o primeiro parlamento do mundo a realizar deliberações 100% remotas, seguras e com transparência. É um êxito que merece ser registrado, sim, mas que também demonstra o tamanho das dificuldades que assolaram o Brasil e o mundo”, disse ele na abertura da sessão do Plenário. “Em tempos de tamanha gravidade, que bom que tivemos o Parlamento funcionando, debatendo, fiscalizando, e assim ajudando o país a enfrentar esse momento tão difícil, tão triste e tão desafiador.” Davi lembrou que foram votadas quase 130 matérias nas sessões virtuais realizadas desde março.

Queimadas

Antes da sessão, Davi foi questionado por repórteres sobre o discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da Assembleia Geral da ONU, que se eximiu de responsabilidade pelo aumento do desmatamento e das queimadas no Brasil e afirmou que o país está sendo alvo de ataques internacionais. Davi disse que os senadores estão tentando dar resposta para a proteção das florestas respeitando a legislação brasileira. Ele, porém, evitou comentar diretamente o discurso de Bolsonaro.

Na ONU, Bolsonaro culpa índios e caboclos pelos incêndios florestais. Assista

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