CPI das Fake News é prorrogada por tempo indeterminado

O Senado Federal acatou questão de ordem apresentada pelo senador Ângelo Coronel (PSD-BA), para a suspensão do prazo da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI mista) das Fake News. Com a decisão, estão suspensos os prazos da CPI, da Comissão Mista da Reforma Tributária, bem como aqueles de todas as comissões temporárias do Senado, desde o dia 20 de março, até que sejam retomadas as atividades regulares do Senado.

A decisão aconteceu dois dias depois que o filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), entrou com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja impedida a prorrogação do colegiado investigativo.

A CPI tem apontado a família Bolsonaro como criadora do chamado "gabinete do ódio", que, segundo os congressistas membros da comissão, espalha notícias falsas contra adversários políticos da família do presidente.
A relatora da CPI mista, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), vê as digitais do presidente Jair Bolsonaro na disseminação de ataques e notícias falsas contra adversários políticos nas redes sociais. Para a deputada, Bolsonaro “pula de galho em galho” em busca de um novo inimigo para manter a “adrenalina” de seu “grupo de cachorros loucos”.  “É assim que funciona o processo de construção de fake news no Brasil”, disse Lídice ao Congresso em Foco.
Conforme antecipado pelo site, os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito haviam sido prorrogados até o final de outubro. A comissão está parada desde 17 de março, quando teve reuniões canceladas em virtude das limitações de acesso ao Congresso Nacional devido à pandemia do novo coronavírus.

Porém, o presidente do colegiado, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), pediu na segunda-feira (13), para que o prazo de vigência da comissão investigativa só comece a ser contado após o retorno das sessões presenciais no Congresso. Segundo o senador, a comissão terá seus trabalhos prejudicados caso esse pedido não seja aceito.
"A CPMI tem um prazo de validade, então se nós não suspendermos esse prazo agora, que começa hoje, pode ser que essa crise dure três ou quatro meses e a comissão ficará prejudicada", disse o Ângelo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
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