CPI das Fake News convocará Moro, diz presidente da comissão

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das fake news, senador  Ângelo Coronel (PSD-BA), disse que o ex-ministro Sergio Moro será convocado para falar sobre a intenção do presidente Jair Bolsonaro de interferir em inquéritos da Polícia Federal.

Moro afirmou que Bolsonaro fez pressão política sobre a PF e interferiu politicamente na corporação. Uma das acusações feitas é de que a exoneração de Maurício Valeixo do comando da PF não foi assinada por ele, ao contrário do que consta no ato publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta madrugada. “Sinceramente eu fui surpreendido. Achei que isso foi ofensivo”, disse Moro em seu pronunciamento na manhã desta sexta-feira (24).

A CPI, formada por deputados e senadores, investiga notícias falsas e assédio nas redes sociais. Instalada ainda em 2019 com o objetivo de investigar as fake news durante as eleições de 2018, o colegiado tem expandido seu escopo e quebrado sigilos fiscais e bancários de empresas e pessoas físicas.

Na última quarta-feira (22), o Senado Federal acatou questão de ordem apresentada pelo senador Ângelo Coronel (PSD-BA), para a suspensão do prazo da comissão, que foi prorrogado até que sejam retomadas as atividades regulares do Senado.

A decisão aconteceu dois dias depois que o filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), entrou com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja impedida a prorrogação do colegiado investigativo.

A CPI tem apontado a família Bolsonaro como criadora do chamado “gabinete do ódio”, que, segundo os congressistas membros da comissão, espalha notícias falsas contra adversários políticos da família do presidente.

A relatora da CPI mista, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), vê as digitais do presidente Jair Bolsonaro na disseminação de ataques e notícias falsas contra adversários políticos nas redes sociais. Para a deputada, Bolsonaro “pula de galho em galho” em busca de um novo inimigo para manter a “adrenalina” de seu “grupo de cachorros loucos”.  “É assim que funciona o processo de construção de fake news no Brasil”, disse Lídice ao Congresso em Foco.

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