Renan sugere prisão de Onyx e segurança para dono da Precisa

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), iniciou a sessão desta quinta-feira (24), afirmando que vai pedir a convocação do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, ao colegiado. Ele também cogitou a possibilidade de pedir a prisão do Ministro.

Um requerimento de convocação de Onyx foi apresentado no início da reunião de hoje pelo senador da oposição, Humberto Costa (PT-PE). O senador Renan solicitou que o documento seja analisado ainda na sessão desta quinta-feira pela CPI.

"Eu gostaria de expressar a minha mais completa repugnância pela bravata do Secretário-Geral da Presidência da República, um estafeta crítico, que fez uma despudorada coação de duas testemunhas e, consequentemente, desta Comissão Parlamentar de Inquérito. Além de uma intromissão indevida em uma investigação de um outro Poder, ele comete um crime – um crime –, porque é um caso clássico de coação de testemunha e de dificuldade ao avanço da investigação", disse.

Ontem (24), Onyx pediu a investigação pela Polícia Federal do servidor Luis Ricardo, irmão do deputado Luís Miranda (DEM-DF), pela declaração dada ao Ministério Público Federal sobre as suspeitas na importação da vacina.

Nesta sexta-feira (25), Luis Ricardo deve depor à CPI da Covid como convocado. O deputado Luis Miranda vai comparecer ao depoimento como convidado. O parlamentar afirmou que existem provas que comprovam o encontro dos irmão com o presidente Bolsonaro para alertá-lo sobre as irregularidades nas compras da Covaxin.

Precisa Medicamentos

Renan Calheiros também disse que a Comissão pode pedir medidas protetivas para o dono da Precisa medicamentos, empresa que fez a mediação das compras das doses do imunizante entre a Índia e o Brasil.

O depoimento do sócio-gerente da Precisa, Francisco Maximiano, estava marcado para o ontem (23), mas na terça-feira (22), a defesa do empresário informou que ele não iria comparecer porque estava cumprindo o isolamento social obrigatório por ter chegado no dia 15 da Índia. A oitiva foi remarcada para o próximo dia 30.

O presidente da Comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse que ainda não foi informado se Francisco Maximiano precisa da proteção, mas que caso seja avisado, o empresário será atendido. Ele esclareceu que os irmãos Miranda estão com medida protetiva porque foi solicitado ao colegiado.

"Eu nem ouvi ainda o Maximiano. Ele não veio aqui, não falou nada! Então, eu acho que nós podemos aguardar, mas, mesmo assim, com a sua recomendação, Senador Renan, irei pedir para que os advogados ou que a Secretaria da Mesa entre em contato com os advogados, e, caso – e eu quero isto por escrito, por favor, para que eles respondam por escrito para a gente – ele não peça, não tenho por que demandar esse tipo de solução, se ele não quiser. Se ele quiser, lógico, iremos demandar na mesma hora", disse.

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