Falta de consenso emperra votação de quebra de sigilo em CPI

Parlamentares do chamado G7, como ficou chamado o grupo de senadores de oposição ao governo na CPI da covid, têm apresentado uma série de requerimentos de quebra de sigilo telefônico dos possíveis participantes do suposto gabinete paralelo. A estratégia para votação desses requerimentos, incluindo a escolha de quais priorizar, no entanto, ainda não está ajustada entre os membros do colegiado, o que tem travado o processo.  

De acordo com o senador Alessandro Vieira (Cidadania/SE), os requerimentos que têm maioria para aprovação nesta semana são os novos requerimentos de convocação e a expectativa é de que a médica  que foi cotada para ser ministra da saúde, Ludhmila Hajjar, esteja entre as próximas convocadas.

O colegiado retoma a agenda a partir desta terça-feira (8) com o depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Ele foi reconvocado para prestar esclarecimentos sobre a decisão de sediar a Copa América no Brasil e a iminência da terceira onda da pandemia no país.

“A grande questão do depoimento do Queiroga é identificar qual é o plano ou a política pública que o governo efetivamente vai executar, porque se o  ministro não tiver liberdade técnica para executá-la vai ter o mesmo destino dos outros que ficaram inviabilizados na pasta”, disse o senador.

A autonomia de Marcelo Queiroga voltou ao radar dos senadores a partir do depoimento da médica Luana Araújo na última quarta-feira (2). O senador acredita que a não efetivação da infectologista para assumir a secretaria extraordinária de combate à covid-19 na pasta foi por uma questão ideológica e política. “Isso mostra a falta de organização e de prioridade dentro do ministério”, conclui.

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