CPI quer saber por que Precisa fraudou documentos de farmacêutica indiana

Líder da bancada feminina no Senado, Simone Tebet (MDB-MS) afirmou nesta sexta-feira (23) que a nota da farmacêutica indiana Barath Biotech questionando a autenticidade de documentos apresentados pela Precisa Medicamentos na negociação da Covaxin só confirma a série de irregularidades já apontadas pela CPI da Covid. A comissão identificou ao menos dois documentos fraudados pela empresa brasileira.

Hoje, a Barath Biotech anunciou a rescisão de contrato com a Precisa. Irregularidades na negociação da vacina foram denunciadas pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) e pelo irmão dele, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde. Tebet acredita na existência de mais documentos falsificados. “A Precisa, ao responder o Ministério da Saúde, respondia de forma imediata, em menos de 24h, com documentos totalmente montados e fraudados”, afirma a senadora.

A parlamentar afirma que o episódio configura crimes como o de falsidade ideológica e que a comissão buscará investigar o que motivou as irregularidades. “A pergunta é: para que fim? Eles estavam negociando para que? Para poder levar vantagem, para poder receber propina e poder pagar em paraíso fiscal esse valor antecipado de US$ 45 milhões, R$ 200 milhões, para serem rateados com quem?”, indaga.

Tebet afirma que, na busca por tais respostas, em agosto, na volta do recesso parlamentar, o primeiro depoimento a ser colhido pela CPI será o do presidente da Precisa, Francisco Maximiano. O vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), reforçou que as investigações seguirão: “Comprovamos, através da CPI, inúmeras irregularidades e mesmo assim o governo não rompeu o contrato intermediado pela Precisa. Até agora, a Bharat então desfez o negócio superfaturado. Os propineiros não sairão impunes”, afirmou.

Luis Miranda chora ao comentar fim da parceria entre Precisa e Bharat Biotech

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